Pular para o conteúdo

/ Comments on the blog / Comentários neste blog /

24 / setembro / 2008

O Arrebatamento Secreto não é uma Doutrina Bíblica

21 / fevereiro / 2012

 

É grande o número de cristãos sinceros que acreditam que Jesus virá, num primeiro momen­to, de maneira secreta, para arrebatar os Seus filhos, aqueles que O aceitaram como Salvador e a Ele se mantêm fiéis. Esta primeira vinda é comumente chamada de arrebatamento ou rap­to da Igreja. É necessário que todos os que as­sim crêem atentem mais detidamente para os tex­tos bíblicos que deram origem a esta doutrina, para que não haja nenhuma dúvida com respeito a tão importante assunto.

Este pensamento é re­lativamente recente e somente começou a ser en­sinado e crido poucos anos atrás, depois da pu­blicação do livro “A Agonia do Planeta Terra”, baseado em teorias do século XIX, copiadas de um autor jesuíta, que defendia e ensinava o arrebatamento secreto da igreja. Segundo este pensamento, a volta de Jesus se dará em duas etapas: a primeira será secreta e arrebatará a igreja e todos os que se man­tiverem fiéis e obedientes ao Evangelho. A segunda vinda será a revelação, quando Jesus virá com todos os salvos, após a festa das bodas do Cordeiro, no Céu.

Na realidade, Jesus virá duas vezes a esta Terra, mas nenhuma delas será secreta. A Palavra de Deus em momento algum autoriza este pensamento, que traz em si, um grave erro que pode se revelar fatal para muitos. Por este pensamento ad­mite-se uma segunda oportunidade para os que não tiverem sido arrebatados secretamente, da pri­meira vez.

Portanto, este assunto reveste-se de uma importância ta­manha, que somente a eternidade irá revelar. Muitos poderão perder a salvação, embalados pela falsa esperança desta segunda oportunida­de. É necessário que se compreenda perfeitamente onde se originou este erro, e qual é o propósito de Deus, ao revelar este acontecimento, através de Seus profetas. De uma coisa não pode haver dúvida: não podem existir na Palavra de Deus duas verdades sobre um mesmo as­sunto. Qual será, então, a versão correta?

Primeiramente é necessário que se escla­reça um fato que tem sido um dos fundamentos da doutrina do arrebatamento secreto. Esta doutrina tem como base a afirmação de que Deus divide a raça humana em três grupos de povos: judeus, gentios e igreja.

De acordo com este ensinamento, para os judeus Jesus virá como seu Messias, Salvador e Libertador, para introduzi-los no Milênio. Para os gentios, Jesus virá como Juiz, Senhor dos Senho­res e Deus Forte; para a Igreja Jesus virá como seu Noivo Celestial, a fim de levá-la para Sua glória.

Este pensamento não é verdadeiro, no que diz respeito à divisão da raça humana, por Deus. A Bíblia Sagrada é clara, redundante e não admi­te contestação ao fato de que Deus não faz acepção de pessoas. Em circunstância alguma o Juiz de Toda a Terra (Gênesis 18:25) poderia cometer algum ato de injustiça ou, mesmo, de preferência por pessoas, grupos ou o que quer que fosse, em detrimento de outros, não importa a sua qualifi­cação.

O que a Bíblia diz claramente é que Deus é o Pai e Criador de toda a carne. A positiva afir­mação das Escrituras é de que Ele ama a todos, indistintamente, com um amor infinito, incom­preensível para mentes humanas. Ele deseja que todos se salvem e que ninguém se perca. Não tem Ele prazer na morte do ímpio, como afirma por Sua Palavra: “Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová; convertei-vos, pois, e vivei. Vivo Eu, diz o Senhor Jeová, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que razão morrereis?…” (Ezequiel 18:32 e 33:11).

Ele anseia que todos se arrependam e recebam a vida eter­na, que oferece de graça. Esta condição foi por Ele conquista­da com o sacrifício da cruz. Somente os que não quiserem é que não serão salvos, es­gotados todos os meios que o Senhor lhes proveu para a concessão da vida eterna. Estes, então, se­rão destruídos, a fim de que seja preservada a har­monia do Universo, depois de concluído o plano da re­denção, quando não mais existirá o pecado e a sua conseqüência, a morte.

Este ato de destruição do ímpio é chamado pela Bíblia de estranha obra do Deus de misericórdia e amor (Isaías 28:21). Em nenhuma circunstância tem Deus prazer com o sofrimento de qualquer ser humano. Sua Palavra revela: “Pois, ainda que entristeça a alguém, usa­rá de compaixão segundo a grandeza das Suas misericórdias. Porque não aflige de bom grado aos filhos dos homens” (Lamentações 3:32-33).

Os judeus rejeitaram o seu Messias e Salva­dor, há mais de dois mil anos. As conseqüências dessa rejei­ção eles a colhem até hoje. Não são mais eles, hoje, um povo especial. Cada judeu poderá, entretanto, como qualquer outro ser humano, de qualquer raça ou povo, receber a salvação, individualmente, pela aceitação do sacrifício de Jesus. Quando Ele vier, não virá para grupos especiais, mas para toda a hu­manidade, para a raça humana redimida.

Os judeus foram um povo escolhido, no passado, para anunciar as verdades do Evangelho Eterno. Este privilégio, que recusaram, foi transferido para o que podemos chamar hoje de Igreja. Esta, consiste no ajuntamento de todas as pessoas que receberam as verdades do Evan­gelho Eterno e que se dispõem a aceitar a comis­são que Jesus lhes imputou. Esta comissão é semelhante à que os judeus tinham no passado, de revelar a Deus para o mundo. A igreja, que é o ajuntamento dos discípulos de Jesus, em todas as épocas e todos os lugares, tem como incum­bência pregar este Evangelho a toda a criatura, em todo o mundo.

A palavra IGREJA não especifica, segundo a Bíblia Sagrada, nenhuma insti­tuição construída ou constituída por homens, com regras divergentes e preceitos ou preconceitos discriminatórios, que se arroguem condições es­peciais de favorecimento divino. DEUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS, MAS LHE É AGRADÁVEL AQUELE QUE, EM QUALQUER NAÇÃO, O TEME E OBRA O QUE É JUSTO (Atos 10:34-35). Nenhuma pessoa é mais favorecida do que outra, diante de Deus, por pertencer a determinada instituição ou deno­minação religiosa.

A palavra igreja, repetimos, abrange o ajun­tamento de todos aqueles que aceitaram a Jesus Cristo como seu Salvador pessoal e aguardam a salvação pela graça, por ocasião da vinda de Je­sus. Estes, unicamente por amor a Deus, são obe­dientes aos Seus mandamentos. Assim fazendo, estão honrando ao seu Pai celestial.

No futuro próximo, antes da vinda de Je­sus, haverá apenas dois grupos de pessoas: os que amam a Jesus e guardam os Seus mandamentos (Apocalipse 14:12) e serão assinalados com o Seu sinal, e os que aborrecem ao Senhor e aos Seus filhos, que perseguirão cruelmente. Os seguido­res da besta romana receberão a sua marca e sofrerão as últimas pragas, sendo depois destruídos pelo esplendor e o fogo consumidor que é a presença de Jesus, no dia de Sua vinda (Apocalipse 14:9-10).

A crença de que a primeira vinda de Jesus será secreta e arrebatará secretamente a igreja, se dá principalmente pela má compreensão de alguns textos bíblicos que são indevidamente interpretados. O pensamento ocasionado por esta má compreensão poderá se revelar fatal para muitos que nele obstinarem. É necessário que se compreenda a perfeita harmonia revelada através da Palavra de Deus, que ­mostra a seqüência exata de todos os aconteci­mentos que precedem a volta de Jesus e o estabe­lecimento de Seu reino eterno.

Analisaremos cada texto que deu origem à doutrina do arreba­tamento secreto. Em seguida, procuraremos de­talhar cada etapa revelada pela Bíblia Sagrada na seqüência dos acontecimentos futuros.

Eis os tex­tos cuja má compreensão deram origem à idéia do arrebatamento secreto: “Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, mas unicamente o Pai” (Mateus 24:36). Na seqüência, Jesus relata o caráter de surpresa e não de segredo da destruição do dilúvio e a ne­cessidade de preparo, para não serem as pessoas surpreendidas, como quando da visita de um la­drão. Ou seja, o propósito de Jesus, ao referir-Se ao dia de Sua volta, era anunciar o caráter secreto da ocasião deste evento. Ninguém, a não ser Deus, sabe o dia e a hora do mesmo. A forma de Sua vinda nada tem de secreto, como ensina a Bíblia Sagrada.

Em seguida Jesus afirma que pessoas esta­rão convivendo juntas até ao fim e serão, então, separadas. Uns serão levados e outros serão deixados. Ora, isto está perfeitamente em harmonia com o Seu ensinamento de que o joio e o trigo crescerão juntos até à ceifa, quando então serão separados (Mateus 13:24-30).

O contexto da pas­sagem bíblica ensina que pessoas de uma mesma família conviverão juntas até ao fim. Então, se­rão separadas irremediavelmente, para destinos diferentes. Esposos, pais e filhos, irmãos, ami­gos, que conviveram a vida toda, serão separa­das, uns para a salvação, transformados e arrebatados para o encontro com Jesus. Outros, fulminados e mortos pelo esplendor de Sua pre­sença espantosa.

Enfim, estarão separados para sempre. De maneira nenhuma a Palavra de Deus sanciona o pensamento de que uns serão tirados secretamente e outros continuarão a viver, para uma possível se­gunda oportunidade. Este pensamento pode ser fatal para muitos, que repousam numa falsa esperança.

O propósito de Je­sus não era de afirmar qualquer natureza secreta relacionada com Sua volta, mas a necessidade de preparo espiritu­al e vigilância, para aquela ocasião: “Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o Vosso Senhor; mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o la­drão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso, estai apercebidos também; porque o Filho do homem há de vir à hora em que não penseis” (Mateus 24:42-44).

Os que defendem a crença da volta secreta de Jesus e do arrebatamento, mencionam um texto das Escrituras como prova da rapidez e mesmo da instantaneidade deste acontecimento: “Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta: porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós se­remos transformados” (1Coríntios 15:51-52).

Ora, este texto afirma que a transformação será instantânea, rápida, num abrir e fechar de olhos. Em momento algum ele afirma que esta trans­formação será secreta. Pelo contrário, o apóstolo menciona o soar da trombeta, que todos ouvi­rão.

E, mais, falando do mesmo assunto e da mesma ocasião, ele completa, ensinando: “Não quero, porém irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os de­mais, que não têm esperança. Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com Ele (na ressurrei­ção). Dizemo-vos, pois, isto pela Palavra do Senhor: que nós os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dor­mem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e as­sim estaremos sempre com o Senhor” (I Tessalonicenses 4:13-17).

Ora, os textos que os defensores da doutrina do arrebatamento secreto apresentam para justificar a sua crença são os mesmos que mostram que a vinda do Senhor será visível, extraordinária, maravilhosa, um espetá­culo que todo o mundo assistirá e de que todos participarão. Alarido, voz de arcanjo e trombeta de Deus em momento algum sugerem silêncio, segredo ou ocultamento. Pelo contrário, indicam grande estrondo, sepulturas se abrindo, extraor­dinária agitação, comoção mundial.

Na seqüência, o apóstolo traz à lembrança as mesmas advertências de Jesus, que alguns teimam em utilizar como se as mesmas indicassem o caráter secreto de Sua vinda. Diz o apóstolo: “Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva: porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite, pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobre­virá repentina destruição, como as dores de par­to àquela que está grávida; e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em tre­vas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios” (I Tessalonicenses 5:1-4 e 6).

O mesmo conselho e advertência são da­dos por outro apóstolo, referindo-se ao mesmo extraordinário acontecimento e suas conseqüências: “Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os ele­mentos, ardendo, se desfa­rão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão” (II Pedro 3:10).

O dia que virá como o ladrão não represen­ta o caráter secreto, mas o elemento surpresa para os que estiverem despreveni­dos. Ora, pode-se imaginar o terrível espetáculo que será os céus passarem com gran­de estrondo e a terra e as obras que nela há se queima­rem e seus elementos se des­fizerem. Eis a repetição dos conselhos e advertências, que são os mesmos de Jesus e de outros apóstolos e profetas: “Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade, aguardando, e apres­sando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ar­dendo se fundirão”? (versos 11 e 12).

Podemos, portanto, concluir sem dúvida, que haverá o arrebatamento, mas este será visí­vel e não secreto. Os resgatados de Jesus irão encontrar-se com Ele nas nuvens do céu e este será o espetáculo mais deslumbrante que a hu­manidade jamais terá presenciado ao longo de toda sua história. Então todos os salvos os mor­tos ressuscitados e os vivos transformados par­tirão com Jesus para o Céu, iniciando o período de mil anos, já revestidos da imortalidade.

A morte estará, já nesta ocasião, definitivamente vencida e não terá mais poder sobre os filhos de Deus. Ao final desse milênio, quando todos os ímpios ressuscitarem, ela, a morte se manifestará pela última vez. Estes, juntamente com Satanás e todos os seus anjos, serão destruídos no lago de fogo, que é a segunda morte. Desta morte, definitiva e eterna, não haverá mais ressurreição.

fonte:   O Evangelho Eterno

O verdadeiro espírito do Natal

18 / dezembro / 2011

Dezembro parece ser o mês mais esperado do ano. Afinal, é tempo de Natal, ocasião para ver a família reunida, trocar presentes e participar de festas especiais. Mas também é tempo de saudade e especialmente de reconsagração. Em meio a tantas comemorações, promoções e diferentes interesses, precisamos repensar o verdadeiro espírito do Natal.

Isso não significa polemizar sobre a verdadeira data do nascimento de Cristo. Possivelmente não tenha sido em 25 de dezembro, mas esse dia acabou sendo aceito para recordar o maior presente já recebido por este mundo. Também não tem que ver com as discussões sobre o surgimento dos diferentes símbolos, tão usados hoje. Precisamos aproveitar a data para manter diante dos olhos e do coração o motivo central das comemorações, o verdadeiro espírito do Natal.

Tenho observado igrejas, escritórios, centros comerciais e mesmo nossa casa. Muitas delas estão bem ornamentadas: uma árvore bonita, pacotes com presentes, luzes coloridas, etc. Normalmente, esses são os símbolos que expressam a visão popular do Natal. Estamos fazendo uso desses símbolos movidos apenas pela tradição, ou, como adventistas, mantemos o verdadeiro espírito dessa comemoração? Se perdermos a visão correta, quem vai mantê-la?

Os símbolos enfeitam e embelezam o Natal, mas não podem tirar seu foco principal. Ellen G. White recomendava o uso da árvore de Natal na igreja, não apenas como enfeite, mas com uma razão mais nobre e apropriada: “Deus muito Se alegraria se, no Natal, cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto. [...] Não há particular pecado em selecionar um fragrante pinheiro e pô-lo em nossas igrejas, mas o pecado está no motivo que induz à ação e no uso que é feito dos presentes postos na árvore” (O Lar Adventista, p. 482).

Se Natal é tempo de presentes, então, por que não aproveitar para oferecê-los aos necessitados ou para os projetos da igreja? Vamos ornamentar a casa, o escritório ou igreja, mas pensando em tornar o Natal uma oportunidade para dar presentes não apenas às pessoas que amamos e estão perto de nós, mas também àqueles que tanto necessitam de ajuda. Esse é o verdadeiro espírito do Natal. “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito…” Deus amou e deu. É esse espírito de abnegação que precisamos renovar no Natal.

Tenho me preocupado ao ver como os símbolos seculares, que deveriam ser um complemento à beleza do Natal, acabaram tomando o lugar principal. Quantas árvores, presentes, luzes ou imagens do papai Noel você tem visto nestes dias? Por outro lado, já observou quantas representações do nascimento de Jesus estão por aí? Não podemos perder de vista a verdadeira razão por trás do Natal. A visão secular e comercial não pode tomar o lugar do foco principal. Natal é tempo de gratidão, reconsagração, reflexão e também de cultos de adoração. O restante – como ceia, enfeites, presentes – deve ser apenas complemento.

Mas, como o Natal é tempo de presentes, quero lhe fazer duas sugestões especiais: A primeira é que você participe do Mutirão de Natal, oferecendo um pouco do que você tem aos necessitados. Esse é um projeto precioso que resgata e reforça, de maneira organizada, o espírito que deve estar no coração de cada cristão. Corremos o risco de fazer do Natal um tempo de egoísmo em que gastamos o que temos, e muitas vezes o que não temos, apenas para satisfazer as pessoas que amamos. Isso é olhar apenas para nós mesmos no tempo em que celebramos o nascimento dAquele que abriu mão de tudo o que possuía para vir a este mundo salvar pecadores. Vamos dar presentes aos nossos queridos, mas sem esquecer as pessoas carentes.

A segunda sugestão é que você presenteie aqueles que precisam conhecer Jesus por meio da leitura do livro missionário A Grande Esperança. Parentes, amigos, vizinhos, funcionários ou colegas de trabalho. Melhor seria se pudéssemos dar o livro O Grande Conflito (texto completo), na edição de luxo lançada recentemente pela Casa Publicadora Brasileira. Esse é o tempo em que os corações estão abertos e não podemos perder a oportunidade. “Aproximamo-nos rapidamente do fim. A impressão e circulação dos livros e revistas que contêm a verdade para este tempo deve ser nossa obra” (Ellen G. White, O Colportor-Evangelista, p. 5).

A mesma autora insiste na distribuição da mensagem do livro O Grande Conflito, pois nele “a última mensagem de advertência ao mundo é dada mais distintamente que em qualquer de meus outros livros” (Ibid., p. 127).

 

Erton Köhler é presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia para oito países sul-americanos

Como Encontrar a Verdadeira Igreja de Deus?

28 / novembro / 2011

Deus freqüentemente tem dado mensagens especiais que vêm de encontro às necessidades de diferentes gerações; uma mensagem para animar Adão e Eva depois que o pecado tinha arruinado o mundo; uma mensagem para o mundo antes do cataclismo do Dilúvio, mensagens para Israel quando a Assíria ou a Babilônia ameaçava. Jesus veio com uma mensagem especial para a Sua geração, e Deus também deu uma mensagem especial para nossos dias. Os capítulos 12 e 14 de Apocalipse resumem a mensagem especial de Deus para nós hoje. Nesta série Descobertas Bíblicas e nessa lição que se segue, podemos estudar essa mensagem.

1. A IGREJA ESTABELECIDA POR JESUS

A vida e os ensinos de Jesus estabeleceram unidade de crença e um companheirismo íntimo na igreja apostólica fundada por Ele. Os apóstolos tinham um relacionamento de intimidade com o Cristo ressurgido. Paulo descreve esse laço de união que os unia comparando-o com um relacionamento matrimonial:

“Eu os prometi a um único marido, Cristo, querendo apresentá-los a Ele como uma virgem pura”. II Coríntios 11:2 (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).

De acordo com Paulo, a igreja cristã é uma virgem pura, a noiva de Cristo – um símbolo usado para retratar a igreja amada de Cristo.

No Velho Testamento, a mesma metáfora é usada para descrever Israel, o povo escolhido de Deus. Deus disse a Israel: “como noiva, você me amava” (Jeremias 2:2); “Eu sou o marido de vocês” (Jeremias 3:14, nota da margem)

O livro de Apocalipse também fala da igreja como uma mulher:

“Apareceu no céu um sinal extraordinário: uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos seus pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça”. Apocalipse 12:1

(1) UMA MULHER “VESTIDA DE SOL”. Isso sugere uma igreja radiante como o sol por estar vestida da gloriosa presença de Cristo. Jesus, a “luz do mundo” (João 8:12), brilha através dos membros de Sua igreja, e assim eles se tornam “luz do mundo” (Mateus 5:14).

(2) TEM A “LUA DEBAIXO DOS SEUS PÉS”. A lua representa a luz refletida do evangelho nos sacrifícios e cerimônias do povo de Deus no Velho Testamento. A lua debaixo dos pés sugere que a luz refletida do evangelho foi substituída pelo ministério de Cristo.

(3) TEM UMA “COROA DE DOZE ESTRELAS NA CABEÇA”. As estrelas representam os doze apóstolos, homens nobres cujo testemunho sobre Jesus continua irradiando a vida de muitos até hoje.

Essa descrição da mulher claramente indica que João tinha em mente a transição do povo de Deus, Israel, do Velho Testamento, para a igreja cristã do Novo Testamento que foi estabelecida por Jesus. O sol, a lua e as estrelas enfatizam o ministério da igreja de levar a luz, ou seja, espalhar as boas novas a todos os cantos da terra.

2. O DRAMA DA DERROTA DE SATANÁS

O aparecimento da mulher prepara a cena para o grande drama:

“Ela estava grávida, e gritava de dor, pois estava para dar à luz. Então apareceu no céu outro sinal: um enorme dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres, tendo sobre as cabeças sete coroas. Sua cauda arrastou consigo um terço das estrelas do céu, lançando-as na terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para dar à luz, para devorar o seu filho no momento em que nascesse. Ela deu à luz um filho, um homem, que governará todas as nações com cetro de ferro. Seu filho foi arrebatado para junto de Deus e de Seu trono”. Apocalipse 12:2-5

Três figuras chaves participam nesse drama:

(1) A MULHER, já identificada como a igreja de Deus.

(2) O FILHO nascido dessa mulher que é “arrebatado para junto de Deus e de Seu trono” e algum dia “governará todas as nações”.

(3) O DRAGÃO, representando o Diabo, ou Satanás.

“Houve então uma guerra nos céus. Miguel e seus anjos lutaram contra o dragão, e o dragão e os seus anjos revidaram. Mas estes não foram suficientemente fortes, e assim perderam o seu lugar no céu. O GRANDE DRAGÃO foi lançado fora. Ele é a antiga serpente CHAMADA DIABO, OU SATANÁS, que engana o mundo todo. Ele e os seus anjos foram lançados à terra”. Apocalipse 12:7-9

A cena é esclarecida quando entendemos os símbolos. Quando o Diabo e seus anjos “perderam o seu lugar no céu”, eles foram “lançados à terra”. Quando Jesus nasceu nesse mundo, o Diabo tentou matar o filho tão logo Ele nasceu. No entanto, teve seus planos frustrados, e Jesus foi “arrebatado” para o trono de Deus.

Satanás, então, concentrou-se em aniquilar a igreja cristã que Cristo estabeleceu. O apóstolo João, que escreveu o Apocalipse, vislumbrou esse grande conflito entre Cristo e Satanás percorrendo todo o mundo. Quando a batalha chega ao clímax na crucifixão de Cristo, João ouve uma voz gritando do céu:

“Agora veio a salvação, o poder e o Reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo, pois foi lançado fora o acusador dos nossos irmãos, que os acusa diante de Deus, dia e noite”. Apocalipse 12:10 (Compare com João 12:31 e Lucas 10:18).

Jesus obteve uma decisiva vitória sobre Satanás na cruz. Então, Ele confirmou a certeza do plano da “salvação” e providenciou “poder” para resistir às artimanhas de Satanás. “O Reino de Deus” foi assegurado, e a autoridade do nosso Salvador de ser nosso Sumo Sacerdote e Rei foi confirmada.

“Agora veio a salvação” declara que o evento que coroa a história tinha chegado. O nascimento de Cristo, o Salvador do mundo, havia ocorrido (verso 5). Apesar das ferozes tentações, Jesus viveu uma vida sem pecado, morreu e ressurgiu para conquistar a vitória sobre o pecado e a morte (verso 10). Satanás foi derrotado para sempre (versos 7-9). A cruz foi glorificada em virtude do seu poder total.

O anúncio “agora veio a salvação”, não interessa apenas a João, mas ao universo inteiro:

“Portanto, celebrem-no, ó céus, e os que neles habitam! Mas, ai da terra e do mar, pois o Diabo desceu até vocês! Ele está cheio de fúria pois sabe que lhe resta pouco tempo”. Apocalipse 12:12

Todo o céu celebrou a vitória de Jesus. Cristo destruiu qualquer afirmação que Satanás já tenha feito quando tinha um lugar no céu, e um Satanás vencido perdeu para sempre qualquer reivindicação sobre o nosso mundo.

3. A IGREJA CRISTÃ EM CONFLITO COM SATANÁS

Antes de Jesus subir ao céu, Ele estabeleceu a igreja cristã (simbolizada pela mulher). Sua morte na cruz deu poder à igreja cristã para vencer a Satanás.

“Eles [a igreja cristã] o venceram [a Satanás] pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram; diante da morte, não amaram a própria vida”. Apocalipse 12:11.

Cristo agora é capaz de dar Seu poder, que é fruto da Sua vitória, para Sua igreja. Jesus triunfou decisivamente sobre Satanás na cruz, e agora continua a triunfar sobre Satanás através da Sua igreja. Três características foram marcas da igreja triunfante durante os séculos passados da era cristã:

(1) “Eles o venceram [a Satanás] pelo sangue do Cordeiro”. Jesus foi arrebatado para o trono de Deus para que pudesse aplicar eficientemente Seu sangue na vida de seus seguidores. Ele pode limpar o registro de nossos pecados, nos salvar através do derramamento de Seu sangue (I João 1:7), e nos dar poder para viver uma vida cristã saudável a cada dia.

(2) “Diante da morte, não amaram a própria vida”. “O sangue do Cordeiro” lhes deu o desejo de morrer pela causa de Cristo; eles não temeram a morte. Deus sofreu muito por eles, logo esses mártires cristãos também estavam desejosos de sofrer e morrer. Cada filho e filha de Deus fez esse sacrifício. Uma história é contada sobre uma mãe cristã que foi jogada aos leões na arena romana por ter decidido ser fiel a Cristo até o fim e não ao estado. Sua jovem filha, ao invés de se atemorizar, sentiu crescer dentro de si uma devoção fervorosa. Enquanto os leões atacavam sua mãe, ela se levantou e gritou: “Eu também sou cristã”. Os oficiais romanos a prenderam e a jogaram às feras famintas.

(3) “Eles o venceram [a Satanás]… pela palavra do testemunho que deram”. Não muitas palavras, mas pela palavra do testemunho – o testemunho das suas vidas, o testemunho vivo do poder de Jesus e do Seu Evangelho. Durante as horas mais escuras da era cristã, um exército de cristãos, com pessoas desde os pais da igreja primitiva até os reformadores protestantes, subsistiram aos piores ataques que o Diabo lançou sobre eles, simplesmente pelo testemunho dinâmico de suas vidas.

Apocalipse 12:11 descreve uma igreja vitoriosa cheia de vencedores: apóstolos, mártires, reformadores, e outros cristãos fiéis. A bondade, fidelidade, coragem que eles demonstraram, e o triunfo que obtiveram, abalou os séculos e transformou o mundo.

“Quando o dragão foi lançado à terra, começou a perseguir a mulher que dera à luz o menino. Foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que ela pudesse voar para o lugar que lhe havia sido preparado no deserto, onde seria sustentada durante um tempo, tempos e meio tempo, fora do alcance da serpente. Então a serpente fez jorrar da sua boca água como um rio, para alcançar a mulher e arrastá-la com a correnteza. A terra, porém, ajudou a mulher, abrindo a boca e engolindo o rio que o dragão fizera jorrar da sua boca”. Apocalipse 12:13-16

Como fora predito, durante a Idade das Trevas da era cristã, Satanás enviou “uma corrente” de perseguições contra a igreja, a fim de “arrastá-la com a correnteza”. Satanás deseja destruir a influência de Cristo através do extermínio de Sua igreja e usa todas as artimanhas de seu gênio do mal para alcançar esse objetivo. O dragão representa primariamente a Satanás. Mas, lembre-se que Satanás usa as instituições humanas para atacar o povo de Deus. Ele usou o Rei Herodes de Roma para tentar matar o bebê Jesus assim que Ele nasceu. Ele trabalhou através dos rivais religiosos de Cristo, que por ciúme, espionavam e importunavam a Jesus, até que finalmente conseguiram a Sua execução na cruz. Mas a aparente vitória de Satanás se transformou no maior triunfo de Cristo.

Furioso por causa de sua derrota na cruz, Satanás projetou sua ira contra a igreja que Jesus estabelecera. Durante as décadas depois da crucifixão de Cristo, milhares enfrentaram a morte no Coliseu Romano, em esquinas da cidade, calabouços, e esconderijos no deserto.

Primeiramente, as autoridades seculares iniciaram essa perseguição. Mas, depois da morte dos apóstolos, uma mudança gradual tomou conta da igreja. Durante os segundo, terceiro e quarto séculos, muitos na igreja começaram a modificar as verdades que Cristo e Seus apóstolos tinham ensinado. Alguns líderes apóstatas até mesmo começaram a perseguir os cristãos que insistiam em manter a pureza das crenças do Novo Testamento.

Os estudiosos estimam que por volta de 50 milhões de fiéis pereceram. Num esforço de acabar com a igreja, o Diabo enviou uma “corrente” de perseguições para “arrastar” a igreja “com a correnteza”. “A terra, porém, ajudou a mulher abrindo a boca e engolindo o rio” de perseguições e falsas doutrinas.

Durante essas perseguições medievais, a verdadeira igreja se isolou da liderança apóstata e se refugiou no “deserto, para um lugar que lhe havia sido preparado por Deus para que ali a sustentassem durante mil duzentos e sessenta dias” (verso 6). Essa predição foi cumprida durante os 1260 anos de perseguição que foi desde 538 AD, até 1798 (um dia normalmente significa um ano em linguagem profética da Bíblia, ver Ezequiel 4:6).

Durante esses anos de trevas, cristãos fiéis que criam na Bíblia encontraram refúgio em todos os lugares possíveis, como por exemplo, nos vales Valdenses do ocidente da Itália e no oriente da França, e na igreja celta nas Ilhas Britânicas.

4. A IGREJA DE DEUS EM NOSSOS DIAS

Isso nos traz de volta a nossos dias, para a igreja verdadeira de Cristo à partir de 1798. Como é de se esperar, o Dragão ainda está irado contra o povo de Deus. A grande guerra invisível continua. Na verdade, Satanás está preparando o seu maior ataque à igreja numa época pouco antes da vinda de Jesus.

“O dragão irou-se contra a mulher e saiu para guerrear contra o restante da sua descendência, os que obedecem aos mandamentos de Deus e se mantêm fiéis ao testemunho de Jesus”. Apocalipse 12:17

Essa profecia diz respeito aos dias atuais. Satanás está irado; ele está em guerra com “o restante da” descendência da mulher – o povo de Deus dos dias atuais. Note os sinais que identificam esse povo:

(1) Esses crentes dos últimos dias “se mantém fiéis ao testemunho de Jesus”. Por se apegarem fielmente às puras doutrinas da Palavra de Deus, eles testificam de Jesus através de uma vida cristã dinâmica.

(2) Esses cristãos dos últimos dias são um povo de profecia. Receber o “testemunho de Jesus Cristo” capacitou João a escrever o livro de Apocalipse (Apocalipse 1:1-3). O grupo final de crentes recebeu um dom semelhante: testemunhos diretos vindos de Deus através de um mensageiro terrestre. Seu dom de profecia se concentra na revelação de Deus sobre a missão e destino final da igreja.

(3) Esses cristãos dos últimos dias também são identificados como “aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus”. Eles não apenas defendem a integridade dos Dez Mandamentos, também obedecem. O amor de Deus em seus corações produz obediência com alegria (Romanos 5:5; 13:8-10).

Esses cristãos dos últimos dias seguem o exemplo de Cristo e da igreja primitiva: obedecem aos mandamentos de Deus. Isso provoca imensamente o Dragão – o Diabo. Ele trava uma batalha com o “restante da sua descendência [da mulher]“, porque eles testemunham do amor de Deus que produz discípulos obedientes. Jesus disse:

“Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos”. João 14:15

A vida desses cristãos dos últimos dias mostra que é possível amar a Deus de todo o nosso coração e ao nosso próximo como a nós mesmos. De acordo com Jesus, essas qualidades de amor a Deus e amor pelas pessoas, sintetizam os Dez Mandamentos de Deus (Mateus 22:35-40).

O quarto desses mandamentos nos diz para observarmos o sétimo dia da semana, o sábado. Já que o amor por Jesus fundamentou todos os dez mandamentos no coração desses cristãos dos últimos dias, eles são guardadores do sábado bíblico.

O sábado é o coração da mensagem final de Deus a Seu povo em Apocalipse capítulos 12 e 14:6-15. Todas os recursos do céu estão preparados para os cristãos dos últimos dias descritos nesses capítulos. Um Salvador vivo é sua constante companhia, e o Santo Espírito trabalha neles para fortalecer a sua natureza interior. A promessa é certa: eles irão vencer Satanás “pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho” (Apocalipse 12:11).

Você gostaria de ser um desses cristãos dos últimos dias que “obedecem aos mandamentos de Deus” e “se mantém fiéis ao testemunho de Jesus?” Por que não tomar essa decisão agora mesmo?

Copyright © 2004 The Voice of Prophecy Radio Broadcast Los Angeles, California, U.S.A

Alienígenas, Anjos, ou Adotados? Quem São os Filhos de Deus?

7 / novembro / 2011

30 outubro de 1938. Era noite de Halloween, e grande parte da América tinha seus rádios sintonizados com a Columbia Broadcasting System, que tinha acabado de informar sobre o clima e começava a tocar música. Dentro de instantes, a transmissão foi interrompida por um flash de notícias sobre estranhas explosões em Marte. O locutor assegurou ao público que quando mais informação se tornasse disponível, mais anúncios seriam feitos. Em seguida, a música continuou.

Conforme a noite avançava, a música era interrompida com freqüência, agora com relatos terríveis de uma invasão. Alienígenas de Marte teriam desembarcado em Nova Jersey e em cidades ao redor do mundo. A Terra estava sob ataque. O pânico tomava conta das ruas com muitas pessoas fugindo de suas casas.

Mas era tudo ficção.

O jovem Orson Wells havia adaptado o livro “A Guerra dos Mundos” de H.G.Wells e modificou o script para apresentar a história como se estivesse acontecendo em tempo real. Muitos ouvintes acreditaram que a história ficcional trasmitida pela rádio fosse mesmo real.

Aqueles que entraram em pânico estavam operando com informações incompletas. Eles não conseguiram ouvir a estação anunciar no início e no fim da transmissão, que tudo se tratava de um mero drama. Sintonizando no meio da notícia e ouvindo apenas uma parte da história, sem nenhum contexto, saíram correndo pensando que o céu estivesse desabando.

Similarmente, uma passagem do Gênesis quando lida fora do seu contexto têm levado muitos a acreditarem que a Terra foi invadida por alienígenas do espaço sideral. Vamos dar uma olhada neste versículo desafiador:

“E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram.” (Gênesis 6:1-2)

Alguns acreditam que o termo “filhos de Deus” refere-se aos invasores extraterrestres. Eles acreditam que esses seres são anjos caídos ou alienígenas do espaço que tomaram as fêmeas humanas como esposas e produziram descendência. Eles racionalizam essa crença dizendo que os filhos gerados como resultado dessas uniões eram “gigantes” (Verso 4). Eles acreditam que essas uniões profanas foram responsáveis pelo aumento da maldade do homem.

Na superfície, esta parece ser uma explicação razoável das Escrituras. Mas, como veremos, sem entender o contexto que rodeia esta passagem, você pode realmente ficar confundido e acreditar que certas ficções sejam reais. Felizmente, podemos esclarecer qualquer confusão sobre os filhos de Deus muito facilmente reunindo mais informações da Bíblia.

Os anjos são espíritos

A Bíblia King James usa o termo “filhos de Deus” 11 vezes em duas formas principais. No entanto, ela nunca usa o termo para se referir a um ser angelical.

“Faz dos seus anjos espíritos …” (Salmos 104:4). Os anjos são espíritos, não são carne. Todos eles estão em torno de nós agora, mas não podemos vê-los. Eles geralmente permanecem em sua forma espiritual e não têm integração física em nosso mundo, eles não vão à escola, conseguem emprego, ou constituem família. Eles estão aqui para “servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação” (Hebreus 1:14).

Mesmo que quisessem se casar e ter filhos, eles não poderiam, pois não possuem DNA humano. Seria mais fácil para uma água-viva se casar com uma cabra da montanha do que os anjos se casarem com pessoas. Assim, não faz sentido prático acreditar que a nossa passagem em Gênesis refere-se à união de anjos, caídos ou santos, com os seres humanos.

Anjos não nascem, eles são criados. Se Deus quisesse mais anjos, Ele não teria necessidade de casá-los com os seres humanos ou outros anjos para se reproduzir. Ele poderia criá-los do zero. Falando de Lúcifer, Deus disse: “Seus engastes e guarnições eram feitos de ouro; tudo foi preparado no dia em que você foi criado.” (Ezequiel 28:13 NVI, ênfase adicionada).

Além disso, Jesus nos diz claramente que os anjos não se casam. O casamento é uma instituição exclusivamente humana, reservado para a humanidade. “Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu” (Mateus 22:30). Marcos e Lucas sugerem a mesma coisa: “e não podem mais morrer, pois são como os anjos. São filhos de Deus” (Lucas 20:36). Observe aqui que Jesus faz uma distinção entre anjos e filhos de Deus. Eles são classificados separadamente, o que significa que eles não são a mesma coisa.

Então, se os filhos de Deus não são anjos, quem são eles?

Vida Cósmica?

Embora os filhos de Deus não sejam invasores do espaço, a Bíblia parece ensinar que há outras formas de vida no cosmos. É claro nas Escrituras que Jesus fez outros planetas: Deus “nestes últimos dias falou-nos por meio do Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas e por meio de quem fez o universo” (Hebreus 1:2).

Na parábola da ovelha perdida, a Terra representa a ovelha perdida, um mundo errante que se extraviou, o qual Cristo veio para salvar. É fácil imaginar que Deus, em Sua existência infinita, criou outros mundos com outros seres físicos. Assim, em um mínimo, sabemos que existe, pelo menos, essas criaturas extraterrestres. “Pois, nele, foram criadas todas as coisas que estão nos céus e que estão na terra” (Colossenses 1:16). “Então ouvi todas as criaturas existentes no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles há, que diziam: Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre!” (Apocalipse 5:13).

No entanto, a maioria desses outros seres criados não visitam este mundo. A Terra está infectada com uma doença mortal e contagiosa chamada pecado, e nós estamos provavelmente ​​em quarentena. Os únicos autorizados a entrar em uma enfermaria de hospital em quarentena são os funcionários do hospital, neste caso, os anjos de Deus. Eles são espíritos ministradores.

Príncipes de Planetas

Milhares de anos atrás, uma reunião intrigante aconteceu no céu. “E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o SENHOR, veio também Satanás entre eles”(Jó 1:6).

Estiveram presentes nesta reunião os filhos de Deus, assim como o próprio Satanás. Satanás disse que veio da Terra. Os filhos de Deus estavam lá representando seus mundos não-caídos no universo de Deus. Satanás estava lá para representar a Terra.

Por que Satanás estava representando o nosso mundo? Originalmente, Adão tinha domínio sobre a Terra. Ele foi criado por Deus para subjugá-la e gerenciá-la. Deus disse a Adão e Eva “dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra” (Gênesis 1:28).

Enquanto Adão esteve em obediência a Deus, ele gozava domínio sobre o mundo. Mas uma vez que Adão pecou e obedeceu a Satanás, este domínio foi perdido para o inimigo. “A quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça” (Romanos 6:16).

Até mesmo Jesus se referiu a Satanás como “príncipe deste mundo” (João 12:31). No Evangelho de Lucas, a genealogia de Jesus é traçada de volta até Adão. Observe o que Lucas diz sobre esta linhagem: “filho de Enos, que era filho de Seth, que era filho de Adão, que era o filho de Deus” (Lucas 3:38, grifo nosso).

A diferença entre Seth e Adão é o umbigo. Adão foi criado pela mão de Deus; Seth nasceu de Eva. Adão era o filho de Deus, criado para ter domínio sobre a Terra. Assim, uma definição para Filhos de Deus é que esses seres o próprio Deus criou para terem domínio sobre os mundos que Ele fez. Esses seres não nasceram, mas foram criados diretamente por Deus.

Jó 38:7 nos diz que quando o nosso mundo foi criado, “as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus rejubilavam.” As “estrelas da alva” são anjos, enquanto que “os filhos de Deus” são os líderes de outros mundos. (Ver Apocalipse 1:20).

Com isso esclarecido, vamos falar sobre a segunda forma que o termo “filhos de Deus” é usado.

Herdeiros da Justiça

O outro significado de filhos de Deus refere-se a seres humanos que foram recriados pelo Espírito de Deus. “Pois todos quantos são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Romanos 8:14). Mateus 5:9 acrescenta: “Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus” (NVI).

Aqui Jesus está, obviamente, referindo-se a seres humanos, mas não é qualquer ser humano, estes são os pacificadores, os filhos justos de Deus. De nenhuma maneira isso deve ser interpretado para se referir a anjos ou alienígenas.

“Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, aos que crêem no seu nome” (João 1:12). Note-se que havia aqueles que não eram filhos de Deus, mas que através de recebê-Lo tornaram-se filhos de Deus.

Deve ser mencionado que “filhos de Deus” não significa apenas machos. Muitas traduções da Bíblia vertem a frase “filhos de Deus.” Gálatas 3:26 diz: “Todos vós sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.” É pela fé que um homem ou uma mulher se torna “filho de Deus” (Ver também Isaías 56:5; Filipenses 2:15).

A conclusão inevitável a partir destes versos e outros é que a expressão filhos de Deus em Gênesis 6 refere-se aos filhos justos de Deus.

Filhas dos Homens

O termo “filhas dos homens”, portanto, refere-se aos filhos dos homens injustos, aqueles seres humanos que não invocam o nome do Senhor. No contexto da nossa passagem da Bíblia, “filhas dos homens” refere-se a descendência de Caim e sua esposa.

Originalmente, Adão e Eva tiveram dois filhos, Caim e Abel. Caim matou Abel, então Deus deu a Adão e Eva outro filho, Seth. Ele começou a ter seus próprios filhos, e eles “começaram a invocar o nome do Senhor” (Gênesis 4:25, 26). E pelo que vimos na Bíblia, aqueles que invocam o nome do Senhor são chamados filhos de Deus.

Agora Caim tinha sido banido da presença de Deus. Instalou-se “na terra de Node, à leste do Éden. Caim teve relações com sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Enoque. Depois Caim fundou uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Enoque” (Gênesis 4:16-18).

Aqui, antes do dilúvio, temos os descendentes de Caim vivendo em cidades e os descendentes de Seth vivendo no interior. Enquanto eles permaneceram separados, os filhos de Deus permaneceram puros em suas crenças e práticas religiosas.

No entanto, eventualmente, eles começaram a misturar-se. Talvez os filhos de Deus precisassem de suprimentos que poderiam ser facilmente obtidos nas cidades onde as filhas dos homens residiam. Os filhos de Deus e as filhas dos homens tornaram-se familiarizados uns com os outros, até mesmo amigáveis. Seja qual for o caso, logo os descendentes de Seth, ou filhos de Deus, começaram a se casar com as filhas dos homens, ou os descendentes de Caim.

Os Casamentos Mistos

É até bem possível que os filhos de Deus entraram nesta situação com boas intenções. Talvez eles acreditassem que poderiam converter estas filhas de Caim, apresentando-lhes ao Senhor seu Deus. No entanto, o conselho de Deus é claro:

“Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; pois que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? pois sois o templo do Deus vivo” (2 Coríntios 6:14-16).

Deus não quer que Seus filhos se casem com os não convertidos ou incrédulos, mesmo que tenham um rosto bonito, a mais agradável disposição, ou uma crença apaixonada em outra religião. Não faz diferença, Deus diz que o relacionamento terá problemas.

Assim, o resultado desses casamentos mistos não eram apenas gigantes, mas tristes. Em vez de os filhos de Deus influenciarem as filhas dos homens, as filhas dos homens influenciaram os filhos de Deus.

“Nem te aparentarás com elas; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos; Pois fariam desviar teus filhos de mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do SENHOR se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria” (Deuteronômio 7:3-4).

A Bíblia está repleta de histórias sobre os filhos de Deus misturando-se com as filhas dos homens e os desastres que seguiram como resultado. Sansão, escolhido por Deus, foi sabotado por uma mulher filistina. Seus pais suplicaram-lhe para que evitasse se casar com uma noiva pagã, mas ele insistiu em ter a que ele queria (Juízes 14:3).

Salomão, sem dúvida, acreditava que ele poderia se casar com as filhas das nações pagãs e convertê-las. No entanto, essas filhas pagãs afastaram o coração de Salomão de Deus. É por isso que Deus é tão inflexível quanto Seus filhos não se casarem com incrédulos. É quase sempre o caso que o crente é gradualmente transformado pelo incrédulo, e não o contrário.

Jesus também tem um aviso para nós nestes tempos finais:

“E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca” (Mateus 24:37-38)

Jesus aqui estava provavelmente referindo-se aos casamentos mistos de Gênesis 6, que trouxe a maldade universal levando à inundação.

Como nos dias de Noé, antes do dilúvio, as coisas que levaram à destruição do mundo com um dilúvio de água irão acontecer novamente. Elas são uma amostra do que vai acontecer antes da destruição do mundo por um dilúvio de fogo quando Jesus voltar. A história vai se repetir, mas não temos de estar entre os reincidentes.

Opção de Adoção

Nem todo mundo que pensa ser um filho ou filha de Deus realmente o é. Os fariseus se gabavam à Jesus que eles eram os filhos de Abraão. Jesus os corrigiu. “Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão” (João 8:39). Este é um princípio simples para testar a nossa herança. Que “pai” que seguimos em nossas ações? Jesus disse aos líderes religiosos, “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai” (João 8:44).

Quando nascemos de novo e somos adotados na família de Deus, vamos querer imitar o nosso Pai celestial. “Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou” (1 João 2:6).

Se você não é um filho ou filha de Deus agora, a maravilhosa notícia é que você pode escolher uma nova família.

“Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” (Hebreus 11:24-26).

Quando chamado por Deus, Moisés trocou sua adoção egípcia pela celestial. Através de Jesus, você também pode.

“Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido debaixo da lei, a fim de redimir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vocês são filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho aos seus corações, o qual clama: “Aba, Pai”. Assim, você já não é mais escravo, mas filho; e, por ser filho, Deus também o tornou herdeiro.” (Gálatas 4:4-7)

Agora mesmo você pode escolher ser um filho do Rei, um herdeiro da vida eterna, e se tornar um filho ou filha de Deus, em quem Ele se agrada! Basta pedir a Ele.

Texto de autoria do Pr. Doug Batchelor, extraído do site Amazing Facts.

Fonte e Tradução:  http://setimodia.wordpress.com/

Onde Está Deus Quando Sofremos?

8 / setembro / 2011

Quando seis milhões de homens, mulheres e crianças judeus pereceram nos campos de extermínio nazista entre 1933 e 1945, deixaram atrás de si um enorme vazio no mundo. Era como se uma civilização inteira tivesse sido perdida. Muitas das pessoas mais brilhantes e talentosas da Europa desapareceram em fornos e câmaras de gás e fogueiras. Tantas famílias dizimadas. Tantas esperanças e sonhos interrompidos. Tantas promessas que nunca se cumpririam. Nada poderia preencher este enorme vazio.

Milhões de sobreviventes olhavam para o holocausto e viam uma mãe, um pai, uma criança, uma tia, um avô que lhes fora tirado. Entes queridos insubstituíveis haviam sido consumidos. E este enorme vácuo também fez surgir uma pergunta, uma indagação inevitável: Onde estava Deus quando os nazistas estavam fazendo isto? Onde estava Deus o Pai? Ele não sabia o que estava sendo feito a Seus filhos?

Os nazistas mostraram onde a maldade e a crueldade humana podem chegar e isto destruiu a fé de muitos. O vazio era grande demais. Não parecia haver forma de preenche-lo. O que podemos fazer em face de uma calamidade tão grande? Os arquivos centrais do Memorial Yad Vashem, documentam as atrocidades dos nazistas em detalhes aterradores. As fotografias exibidas no memorial têm um poderoso impacto emocional sobre os visitantes. Há uma, em particular, que eu nunca vou esquecer. Mostra só um soldado da SS, apontando um longo rifle para a cabeça de uma mulher a alguns passos de distância. Ele está prestes a atirar. A mulher está levemente inclinada, como se esperando o golpe. Ela está inclinada sobre uma criancinha agarrada ao seu peito. Só um soldado. Uma mãe. Uma criança. Mas o horror e o sangue frio daquele momento, o ultraje que representa aquela fotografia, fala muito sobre a tragédia do holocausto.

O que você faz em face de tão grande calamidade? Onde está Deus no meio de tanto sofrimento? Por que Ele permitiu? Por que aquelas pessoas tiveram que morrer? Por que aquela mãe? Por que aquela criança? O próprio Jesus certa vez fez estas perguntas. As pessoas lhe mostraram o sofrimento humano e perguntaram, por quê? Um incidente está registrado em Lucas, capítulo 13. Alguém veio a Jesus e lhe contou sobre uma tragédia. O governador romano, Pilatos, havia assassinado um grupo de judeus galileus que estavam oferecendo sacrifícios a Deus. Como se poderia explicar tal coisa? Jesus, antes de tudo, queria deixar claro uma coisa. Veja qual foi sua resposta em Lucas 13:2 e 3: “Pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem padecido estas coisas? Não eram, eu vo-lo afirmo; se porém não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis.” A sabedoria comum dizia que as coisas ruins aconteciam às pessoas ruins. Mas será que é sempre verdade que as coisas ruins acontecem sempre a pessoas ruins?

Quando ocorre uma calamidade, é por que alguém pecou? Jesus disse: “Não, não é bem assim.” Não podemos dizer que as pessoas que sofrem tragédias as merecem. Não podemos supor que essas pessoas são mais pecadoras que as outras não atingidas pelos infortúnios. Todos nós somos pecadores. Todos nós necessitamos de redenção.

Em outra ocasião, Jesus passou por um homem que nascera cego. Seus discípulos lhe perguntaram: “Mestre, quem pecou, este homem ou seus pais?” Eles achavam que devia haver uma razão para aquela tragédia, uma razão para aquele pobre homem nunca ter visto a luz do dia. Mas Jesus respondeu com estas palavras de João 9:3: “Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi para que se manifestem nele as obras de Deus.” Jesus estava dizendo que não se pode responder o “porquê” do sofrimento humano tão facilmente. As tragédias que acontecem a uma pessoa não resultam de um pecado específico. Há pessoas que perguntam continuamente: “Por que, Senhor, por que isto aconteceu? Por que meu filho nasceu com um defeito? Por que meu marido me abandonou? Por que meu filho morreu num acidente de carro? Por que meu vizinho morreu de câncer? Por que, por que, por que? A Bíblia não responde a pergunta “por que,” mas nos diz “quem”. O mundo inteiro está sofrendo a tragédia da separação de Deus. O mundo inteiro está devastado pelo pecado. Sim, às vezes trazemos sobre nós mesmos certas tragédias. Mas nunca podemos apontar o dedo a outros e dizer que coisas ruins acontecem só a pessoas ruins. Nunca podemos apontar o dedo às vítimas do holocausto e dizer que, de alguma forma, eles eram piores que nós. Mas o que podemos dizer? Como podemos reagir ao sofrimento humano, a este enorme vazio que há no mundo?

Bem, Jesus concentrou a atenção naquilo que Deus pode fazer como resultado da tragédia. Olhando para o cego, Ele disse que Deus poderia fazer alguma coisa; Ele poderia mostrar Suas obras; Ele poderia tirar algo de bom daquilo que era ruim. Jesus não nos dá respostas a perguntas específicas sobre o sofrimento. Não sabemos porque a casa daquela família incendiou-se. Não sabemos porque aquela amorosa mãe tem câncer. Não sabemos porque aquelas crianças morreram num acidente de carro. Não temos razões específicas. Acho que ninguém é capaz de responder estas perguntas por enquanto. Mas Jesus nos dá uma resposta à pergunta: “Onde está Deus quando sofremos?” Sabemos que Alguém se importa com o nosso sofrimento.

No Memorial Yad Vashem, na Colina da Lembrança, foram erigidas várias estátuas. São expressões muito fortes da tristeza e angústia humanas. O que as pessoas que esculpiram aquelas figuras estavam tentando dizer? Acho que estavam dizendo algo muito importante: “Sinto muito. Sinto pela tragédia que você sofreu.” As vítimas do holocausto sentiram-se muito isoladas naqueles campos de concentração. A experiência foi tão horrível, que era mais do que um ser humano poderia compreender. Será que alguém seria capaz de entender o que eles sofreram? O Yad Vashem é um gesto que diz: “Sim, sim, nós entendemos um pouco a sua dor. Queremos compreender. Não queremos que sintam-se sozinhos.” Agora quero que você pense sobre um memorial diferente, um símbolo diferente. A cruz de Cristo. O que isto lhe diz? O que isto diz sobre o sofrimento? Leia o que diz Isaías 53:4 e 5: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si… Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”

Na cruz, Cristo tomou sobre Si nossas tristezas e piores aflições. Ele tomou o sofrimento humano. Ele carregou em Seu corpo as conseqüências dos pecados do mundo. É por isto que Ele pode nos salvar. Mas também é por isto que Ele pode nos compreender completamente. Jesus nos oferece mais que simpatia na dor. Ele está lá, sofrendo conosco. Ele sente tudo que sentimos. Quando Ele diz: “Você não está sozinho.” É porque Ele já passou por isso. Assim, a resposta à pergunta: “Onde está Deus quando sofremos?” é esta: Deus está conosco, sofrendo conosco. Não está olhando à distância. Ele está aqui, do nosso lado. Cristo sofreu. Ele sofreu mais que qualquer ser humano jamais sofrerá. E este fato dá um significado especial a uma promessa como esta que está em Salmos 139:8 e 10: “Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também… ainda lá me haverá de guiar tua mão, e a tua destra me susterá.” Onde está Deus quando sofremos? Ele está aqui conosco, mesmo no meio das mais profundas trevas. Mas há mais, muito mais que Deus faz por nós em meio à calamidade. O Memorial Yad Vashem tem uma forma muito especial de homenagear aqueles que morreram nas mãos dos nazistas. Yad Vashem significa “um monumento e um nome.” Refere-se a algo que Deus disse através do profeta Isaías. Ele estava falando a um grupo de indivíduos que estavam com medo de serem separados do povo de Deus, dos escolhidos. Isto é o que lemos em Isaías 56:4 e 5: “Porque assim diz o Senhor: … darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará.” Yad Vashem cria um lugar e um nome. A colina na qual foi construído chama-se Colina da Lembrança. É uma forma de lembrar.

É isto que as pessoas têm feito ali para superar esta ultrajante crueldade humana. Eles juraram preservar os nomes das vítimas. Isto acontece especificamente no Pátio dos Nomes. A identidade de mais de dois milhões de judeus assassinados estão gravadas neste lugar. Detalhes vêm dos parentes dos mortos. Tragicamente, muitas famílias inteiras desapareceram. Não sobrou ninguém para lançar seus nomes nos registros. Não sobrou ninguém para lembrar deles. Mas o Yad Vashem tenta preservar quantos nomes for possível. É uma tentativa de acender algumas velas no meio da vasta escuridão do holocausto. É uma tentativa de levar conforto àqueles que perderam tanto. Este memorial é um reflexo de algo que Deus faz em resposta ao nosso sofrimento. Deus diz: “Nunca esquecerei o que você passou. Vou lembrar sempre. E preservarei sua identidade.” Isaías, no capítulo 49, descreve um momento em que o povo de Israel tinha passado por calamidades e temiam que Deus os tivesse esquecido e os abandonado. Esta foi a resposta de Deus, dada através do profeta Isaías, no capítulo 49, versos 15 e 16. “Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti. Eis que nas palmas das minhas mãos te gravei…” O que esta linda passagem sugere? Que, de certa forma o nome dos seguidores de Deus estão escritos nas palmas de Suas mãos. Ele nunca os esquecerá.

No livro de Apocalipse, Deus promete a Seus fiéis que nunca apagará seus nomes do Livro da Vida, e que reconhecerá seus nomes diante do Pai. (Apocalipse 3:5) É assim que Deus nos conforta em nosso sofrimento. Ele diz, “Nunca o esquecerei. Preservarei sua identidade através dos problemas. Seu nome está escrito na palma da Minha mão.” É por isto que Ele é chamado o Deus que nos consola. É por isto que Ele pode nos apoiar mesmo nas maiores calamidades. Uma cristã russa de 24 anos, chamada Luba, precisava muito de consolo em 1983. Ela fora condenada a trabalhos forçados no temido Gulag Soviético. Era um mundo duro e brutal, tão diferente da vida idealista que esta jovem bonita tinha antes. Ela chegara ao limite do sofrimento humano. Então Luba pediu a Deus para lhe fazer companhia. Ela pediu-Lhe especificamente para ajuda-la a encontrar outro cristão no campo de concentração. Alguns dias mais tarde foi apresentada a Maria, uma mulher mais velha que tinha o mesmo amor por Jesus. Logo, elas estavam reunindo-se no pátio da prisão, compartilhando partes da Bíblia, orando juntas e, às vezes, cantando bem baixinho. Elas até conseguiram realizar cultos secretos no campo. Sempre que uma delas recebia uma carta, liam-na juntas, regozijando-se em cada notícia enviada por entes queridos. Luba e Maria amavam a comunhão que tinham no Gulag, era como se fosse um pedacinho do céu naquele lugar horrível. Mas chegou o dia em que Maria foi libertada. A jovem Luba ficou sozinha. No início sentiu muito a ausência da amiga. Mas, depois, começou a conversar com Deus sozinha, no pátio da prisão, quando ia e voltava do trabalho. Ela sentiu Sua presença mais intensamente do que antes. Ele estava lá ao seu lado. Luba, depois de três anos na prisão, explicou esta experiência da seguinte forma: “Eu falava com Deus, em meu coração, o tempo todo e pensava, ‘Que bom é poder estar com Deus, e sentir-me tranqüila e livre, mesmo aqui no campo!’ Não há palavras para descrever o que experimentei. O Senhor chega tão perto de nós nestas situações.”

Sim, amigo, Deus estava bem perto de Luba naquele campo de concentração. Onde está Deus quando sofremos? Ele está perto, dando-nos conforto. Ele está do nosso lado para ajudar-nos a superar os problemas. Quando Jesus esteve nesta terra, passou a maior parte do tempo aliviando o sofrimento humano, curando os doentes, os aleijados, os que tinham distúrbios emocionais. Ele ainda faz isto hoje.

No pátio do Yad Vashem, onde as cerimônias do Dia da Memória são realizadas em homenagem aos mortos, há o relevo chamado “A Rebelião do Gueto, a Última Marcha.” Nesse local, cada árvore de alfarroba plantada tem o nome de alguém que arriscou a própria vida para ajudar os judeus durante o regime nazista. Israel deu a esses indivíduos um título honroso muito especial. Cada um deles é: “Um dos Justos.” O pesadelo nazista não apenas mostrou o pior que seres humanos podem fazer uns contra os outros, mas também inspirou extraordinários atos de heroísmo e altruísmo. Essas árvores representam algumas histórias notáveis. Uma delas ocorreu na pequena vila francesa de Le Chambon. Num sábado à noite do verão de 1942, motos de policiais chegaram à praça central fazendo muito barulho. Os Vichi finalmente tinham chegado. Era a polícia francesa atuando sob as ordens dos nazistas. Tinham vindo buscar os judeus que acreditavam estar escondidos lá. O chefe da polícia interrogou um pastor chamado Andre Trocme. Ele exigiu que o pastor lhe desse nomes e endereços de judeus na vizinhança. O pastor disse que não sabia estes nomes. E realmente estava dizendo a verdade. As pessoas que ele estava escondendo tinham todas documentos de identidade falsos. O pastor disse que não era seu papel como pastor trair suas ovelhas. O chefe de polícia gritou ameaças, disse ao pastor que a resistência era inútil, e afastou-se. Imediatamente, o pastor foi para casa e começou a ligar para os jovens líderes de classes bíblicas que ele organizara. Estes jovens eram a chave de sua rede secreta. Ele os enviou para as fazendas onde os judeus estavam se escondendo para avisá-los que fugissem para as florestas durante a noite, pois os Vichi estariam fazendo uma busca. No dia seguinte, um domingo, a igreja do pastor Trocme estava lotada com os cidadãos de Le Chambon. A atmosfera era tensa, o povo estava nervoso, estavam preocupados e ansiosos. Eles se perguntavam o que os Vichi poderiam fazer contra eles por esconderem e protegerem judeus. Vieram ao culto para receber forças de Deus. Cantaram hinos e, enquanto o faziam, a polícia conduzia buscas de casa em casa. Então o pastor levantou-se para pregar. Ele disse ao rebanho que era mais importante obedecer a Deus. Ele lhes disse que a autoridade humana, quando desafiava a lei de Deus, não tinha jurisdição sobre eles. Lembrou-lhes, também, das palavras de Pedro em Atos 5: “Mais importa obedecer a Deus que aos homens.” Ele lembrou-lhes dos discípulos que desafiaram a autoridade de César. E finalmente lembrou o povo de que sua vila se tornara “uma cidade de refúgio”. O pastor Trocme tinha lido sobre esta idéia no livro de Deuteronômio. Deus ordenou que certas cidades de refúgio fossem estabelecidas em Israel. Se alguém fosse condenado à morte, por exemplo, mas nada fosse provado, poderiam se proteger nestas cidades de refúgio. Estes eram lugares onde um indivíduo acusado de um crime poderia estar seguro. Eram lugares onde os que buscavam vingança não podiam entrar. Os inocentes eram protegidos. Deus separou tais cidades, disse o pastor, para que “menos sangue seja derramado em tua terra.”

O pastor Trocme acreditava que Le Chambon se tornaria um lugar assim em meio à perseguição nazista. E as pessoas sentadas naqueles bancos, fazendeiros, comerciantes e artesãos aceitaram o desafio. Recusaram-se a entregar os judeus às autoridades. Nos dias que se seguiram, os Vichi fizeram cada vez mais pressão. Queriam nomes. Queriam descobrir os esconderijos. A Gestapo também tentava retirar os judeus dali. Queriam encontra-los de qualquer maneira. Mas o povo de Le Chambon não os entregava. Nunca os entregaram. Durante toda a duração da guerra, Le Chambon permaneceu o lugar mais seguro para os judeus entre todas as cidades ocupadas da França. Tornou-se realmente uma cidade refúgio. Os cidadãos de Le Chambon nunca haviam se destacado em nada. Eram pessoas comuns, apenas ganhando a vida. Nenhum deles jamais pensou em fazer algo heróico. Mas na época de grandes trevas, eles foram inspirados a criar algo bom e bonito. Foram tocados de forma a imitar o Deus que criou as cidades refúgio para aqueles que corriam perigo; e fizeram isto com risco de suas vidas.

Amigos, Deus está ativo no resgate de pessoas. Sim, a crueldade humana joga uma profunda sombra. Às vezes chega quase a destruir nossa fé em Deus. Mas Deus está sempre alerta, criando coisas boas a partir do mal, criando bênçãos a partir de tragédias, transformando o sofrimento em alegria. Na verdade, temos Sua promessa a este respeito. Paulo nos assegura em Romanos 8, verso 28: “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” Todas as coisas contribuem para o bem. Mas nem todas as coisas são o bem. Às vezes, coisas terríveis acontecem a gente boa, coisas malignas, horríveis tragédias, calamidades sobrevêm ao povo de Deus. Nunca podemos apontar o dedo a alguém e dizer que aqueles que sofrem mais são piores, mais pecadores do que aqueles que sofrem menos. Vivemos num mundo desfigurado pelo pecado. Podemos, entretanto, saber que Deus está trabalhando, que Ele pode mudar qualquer circunstância e torna-la positiva, algo bom, para aqueles que O amam.

Onde está Deus quando sofremos? Está bem aqui, transformando o mal em bem. Lembro-me da primeira vez que estive em Auchwitz, na Alemanha. Ali eu me perguntei: “Deus, onde estavas quando seis milhões de judeus morreram?” E lembro-me de ter entrado na cela 1412, e ali, esculpida na parede, estava uma cruz com um desenho de Cristo morrendo. Algum prisioneiro solitário a havia desenhado ali, e sob a cruz escrevera: “Deus esteve aqui.” E esteve mesmo, pois Deus está presente no sofrimento. Neste mundo, porém, não temos todas as respostas para os “por quês” do sofrimento humano. Mas podemos falar sobre uma pessoa que está ao nosso lado. Podemos ter certeza de que Deus sente nossa dor. Podemos saber que Deus nos dá consolo. Podemos saber que Deus alivia o sofrimento e transforma o mal em bênçãos. Sim, podemos Ter esta certeza pelo que Cristo fez por nós. Por quê? Porque Cristo sofreu. Porque Cristo aliviou o sofrimento. Porque Cristo deu sentido ao sofrimento. Ele o fez na cruz. Ele o fez através de Seu ministério nesta Terra. Ele o faz agora, amigo.

Você já sentiu o toque deste compassivo Cristo em meio a seus sofrimentos? Você já experimentou Seu consolo? Ou parece que você está sozinho no escuro? Talvez você tenha perdido um filho e parece não haver consolo ou um fim para sua tristeza. Talvez você esteja lutando contra uma doença que não quer sarar. Talvez sua família tenha se desintegrado. As pessoas tentam consolar, tentam anima-lo. Mas suas palavras não têm efeito. Eles não compreendem a situação. Você está certo. Há só uma pessoa que entende completamente. Existe só uma pessoa que realmente sente tudo que você sente: Jesus Cristo. Ele é o Único que pode lhe ajudar a superar os momentos de trevas. Ele é o Único que pode lhe trazer a luz de novo. Você pode começar este caminho agora, enquanto oramos. Entregue-Lhe sua tristeza. Entregue-Lhe sua dor. Entregue-Lhe sua mágoa. Entregue-Lhe as tragédias de sua vida. Abra seu coração agora mesmo, e receba Sua cura enquanto oramos.

ORAÇÃO: Querido Pai, queremos entregar-Te nossa vida agora, e contemplar a Jesus Cristo, Aquele que tomou sobre Si as nossas feridas, todas as nossas enfermidades na cruz. Tu sabes o que temos passado. Sabes quão difícil é superar a dor. Mas precisamos de Teu toque de cura. Precisamos de Tua mão que consola. Então nos entregamos completamente. Tome-nos em Tuas mãos. Faça Tua obra em nós. Cria algo bom a partir desta tragédia. Tu és o Salvador. Só Tu pode nos resgatar deste mundo. Nós te pedimos isto em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Pr. Mark Finley

fonte:/setimodia.wordpress.com

“Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens”

23 / agosto / 2011

Um episódio em especial do reality show da TV Record, “A Casa da Ana Hickmann”, chamou a atenção do Brasil e especialmente dos adventistas do sétimo dia. Foi o momento em que a apresentadora gaúcha conversou com uma das participantes para saber o porquê de ela não ter participado da “balada” na sexta-feira à noite e de uma prova classificatória na piscina, no dia de sábado.

A comunicadora adventista Whasti, que competia para ser a nova repórter do programa “Tudo é Possível”, passou os momentos sabáticos a sós, sem envolver-se em qualquer tipo de atividade secular imprópria para o dia de repouso (Ex 20:8-11) e para qualquer outro dia da semana (nesse caso, baladas).

A princípio, pensei: “por que ela foi a tal programa de TV se sabia que não iria conseguir observar o sábado?” Porém, me dei por satisfeito com a justificativa que deu a Ana Hickmann: “quando a gente quer muito uma coisa… a gente vai atrás”. Ela tem razão: temos que correr atrás dos nossos sonhos, pois, neste mundo de pecado e tristezas, sonhar nos ajuda a levar a vida com mais alegria e mais facilidade, pois, isso é um bálsamo para a emoção.

Ela demonstrou estar disposta a correr atrás do sonho dela, mas, o mais importante é que Wasthi compreendeu que os sonhos de Deus são maiores. Ela entendeu que há recompensa em sacrificarmos nossas vontades, caso elas venham a interferir em nossa lealdade ao Deus Criador que tanto fez (Tt 3:5), faz (1Co 1:18) e fará (Rm 5:9) por nós.

QUEM REINA EM SEU CORAÇÃO: A VONTADE DE DEUS OU AS SUAS?

No momento não escrevo para defender apologeticamente a doutrina do sábado – tão clara nas Escrituras (Gn 2:1-3; Ez 22:26; Ex 20:8-11; At 16:13; Ap 14:6, 7). O que quero destacar é a atitude da competidora em sacrificar a própria vontade para fazer a vontade de Deus. E isso em rede nacional!

Na conversa com a apresentadora da TV Record percebe-se que nossa irmã na fé compreendeu as palavras de Atos 5:29: “[...] Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens.” Confesso que ao ver o vídeo no YouTube me perguntei: “até que ponto eu estaria disposto a sacrificar minhas vontades para fazer a vontade de Deus?” Profanar o sábado não é a minha maior tentação por que nos meus 15 anos de adventismo estou acostumado a observá-lo com minha esposa e filhinha. É algo me dá muito prazer.

Minha “angústia” está em olhar para dentro de mim e descobrir se, em outras áreas da minha vida, também estarei disposto a deixar de lado “o próprio eu” para que Cristo viva em mim (Gl 2:20). Gostaria de saber se, em certos momentos de prova, estarei tão disposto a erguer a bandeira dos bons princípios como estou decidido a erguer a bandeira da guarda do sábado.

Porém, de algo tenho certeza: não importa a área da vida em que sejamos mais fracos, pelo poder de Cristo (Fp 2:13) podemos viver como o “sal da terra” e a “luz do mundo” (Mt 5:14-16). Se assim vivermos, inevitavelmente ouviremos das pessoas o mesmo que Wasthi, ao final de sua conversa com Hickmann:

“Você é uma pessoa muito especial e mostrou ser mais especial ainda agora por que acredita nos seus princípios, segue dessa forma… [nesse tipo de] pessoa [...] a gente pode confiar”.

OS SONHOS DE DEUS SÃO MAIORES QUE OS NOSSOS

Precisamos estar dispostos a crer especialmente numa daquelas frases em que Wasti regou-a com as próprias lágrimas, e que pode ser a pura expressão da fé e entrega ao Deus que tudo sabe e que tudo pode em favor dos filhos dEle: “Por maior que seja o meu sonho, o sonho de Deus é maior pra mim”.

Acredito que também por meio de Ana Hickmann, Deus deu uma mensagem forte a todos aqueles que desejam viver o sonho dEle. “Seja sempre sincera. Nunca esconda de você mesmo e nunca esconda de ninguém aquilo que você acha e aquilo que você é”.

Até que ponto somos sinceros e transparentes com respeito aquilo que somos e acreditamos, para que perfumemos a vida das pessoas como bons perfumes de Cristo? “Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.” (2Co 2:15)

Converse com Deus sobre você. Pergunte-Lhe (se já não tiver a resposta) em que área (s) da vida precisa se fortalecer ainda mais para representá-Lo bem diante da sociedade. Faça a mesma oração que Davi, certo (a) de que esse tipo de prece nunca deixará de ser atendida pelo Espírito Santo:

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.” (Sl 139:23-24).

fonte://novotempo.com/namiradaverdade

Publicado em 15 de agosto de 2011, por leandroquadros

Parábola para namorados

5 / agosto / 2011

Ela estava namorando e logo se casaria. O entusiasmo do vestido de noiva era superado apenas pelo sonho de viver a vida toda perto do seu amado.

Cuidadosamente ela e sua mãe percorreram as lojas da cidade, procurando o vestido mais bonito, até que acharam um lindo, de brilhante cetim, adornado com laços muito charmosos e pérolas decorativas. Ela levou o vestido para casa e, pendurando-o em seu quarto, começou a sonhar com o dia em que, vestida de branco, desfilaria na igreja. Todos os olhares estariam fixos nela, os olhos do noivo brilhariam de admiração: seria a rainha da festa.

Mais ou menos um mês antes do casamento, ela não conseguiu resistir à tentação de experimentar o maravilhoso traje. Seu noivo lhe disse que estava muito bonita e que sempre a amaria. Nos três fins de semana, antes do casamento, cada vez que o noivo a vinha visitar, ela experimentava o vestido.

Finalmente chegou o dia da cerimônia. Faltando uma hora para ir à igreja, ela tirou o vestido do guarda-roupa e, para tristeza sua, notou que tinha algumas manchas, e um dos laços se estava desfazendo. Ficou triste e queixou-se a sua madrinha, pois o vestido havia perdido muito de sua beleza.

Mais tarde, ao desfilar na igreja, ao som da marcha nupcial, tentando encontrar nos olhos do noivo aquele brilho de surpresa, ficou frustrada porque não viu neles nem a admiração, nem a expectativa que sempre havia sonhado ver, naquele momento, nos olhos do amado.

- Eu o desapontei – disse de si para si. – Por que não fui capaz de esperar?

(Autoria do texto atribuída a Alejandro Bullón)

fonte://blog do Amilton Meneses

  • Good Bless You

  • mais acessados

  • Seguir

    Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.