Além do Ano 2000 – Pr. Henry Feyerabend

 

Programação imperdível conduzida pelo saudoso Pr. Henry Feyerabend, tendo como título “Além do Ano 2000″. Afim de dinamizar o acesso ao referido material, são as palestras disponibilizadas simultaneamente em duas mídias: Ou para ouvir/download em áudio, ou para assistir em vídeo noYoutube.Temos assim outra excelente série de estudos bíblicos sobre profecia, tendo como temas:

01) – Sete palavras proféticas (Aúdio) (Vídeo)
02) – Armagedom, o último conflito (Aúdio) (Vídeo)
03) – Quem criou o diabo? (Aúdio) (Vídeo)
04) – O ano 2000, o que acontecerá? (Aúdio) (Vídeo)
05) – Os 4 cavaleiros do Apocalipse (Aúdio) (Vídeo)
06) – Por que tantas religiões? (Aúdio) (Vídeo)
07) – O homem que nasceu três vezes (Aúdio) (Vídeo)
08) – O céu, mito ou realidade (Aúdio) (Vídeo)
09) – A revelação no deserto (Aúdio) (Vídeo)
10) – Memorial da criação (Aúdio) (Vídeo)
11) – O texto perdido (Aúdio) (Vídeo)
12) – O pecado que Deus não pode perdoar (Aúdio) (Vídeo)
13) – O triângulo da verdadeira religião (Aúdio) (Vídeo)
14) – Onde estão os mortos (Aúdio) (Vídeo)
15) – O estranho ato de Deus (Aúdio) (Vídeo)
16) – O diabo entra de férias (Aúdio) (Vídeo)
17) – Três anjos voando sobre o Brasil (Aúdio) (Vídeo)
18) – 666 O número da besta (Aúdio) (Vídeo)
19) – Os EUA no Apocalipse (Aúdio) (Vídeo)
20) – A donzela e o dragão (Aúdio) (Vídeo)
21) – Ladrões e janelas abertas (Aúdio) (Vídeo)
22) – Quase persuadidos (Aúdio) (Vídeo)
23) – Como obter respostas a todas as orações (Aúdio) (Vídeo)
24) – A última noite na terra (Aúdio) (Vídeo)
25) – O Testemunho de Jesus (Aúdio) (Vídeo)
26) – O cântigo dos anjos (Aúdio) (Vídeo)

[Fonte: Diário da Profecia]

Onde estava Daniel no momento da fornalha ardente? A fornalha foi realmente aquecida ‘sete vezes mais’?

Pergunta 1: Por que Daniel não é mencionado na história da fornalha ardente? Seria de se esperar que o rei considerasse a presença de Daniel indispensável, pois ele era um dos principais do reino. Existem três razões prováveis: (1) Daniel estava doente e por isso foi dispensado pelo rei. (2) Ele foi enviado pelo rei numa missão especial e estava viajando. (3) Ele foi dispensado pelo rei, seu amigo, a fim de evitar o constrangimento mútuo que a situação criaria. 
Embora a Bíblia não dê detalhes sobre o assunto, uma coisa é certa: Daniel continuou absolutamente fiel a Deus. Até mesmo em idade avançada, como no episódio da cova dos leões, ele continuou fiel. Isto é o mais importante.

Daniel na fornalha e o quarto homem

Pergunta 2: Foi a fornalha ardente realmente aquecida ‘sete vezes mais’? Alguns críticos dizem ter sido impossível Nabucodonosor aquecer sete vezes mais, e que essa história e o resto da Bíblia não merecem confiança. Mas o que diz o texto? Não diz que a fornalha foi realmente aquecida sete vezes mais, apenas fala que o rei, num acesso de raiva, exigiu que o fogo fosse mais elevado. Isto não significava elevar sete vezes a temperatura segundo a escala Celsius. Por exemplo, uma manhã ‘fria’ pode se transformar numa tarde ‘quente’, elevando a temperatura apenas alguns graus. 
Quando o rei descobriu que não era capaz de queimar os jovens que se haviam recusado a adorar a estátua, exclamou: “Não há outro Deus que possa livrar como este” Dn 3:29. O rei ficou pasmado. Deus havia livrado os seus fiéis servos da fornalha mais aquecida que o rei havia conhecido. Deus mesmo enviara o Seu anjo para passear no meio do fogo com os jovens hebreus. 
Fica aqui fica uma lição: Deus pode nos livrar de qualquer situação e de qualquer problema. Todavia, com bastante freqüência, Ele prefere que testemunhemos a Seu favor em meio as aparentes derrotas, mais do que em meio as grandes vitórias.

Deus espera que tenhamos a mesma atitude de Sadraque, Mesaque e Abedenego: “Se o nosso Deus quer livrar-nos, Ele nos livrará… Se não fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses e nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste” Dn 3:17 e 18. Permanecer fiel a Deus é o que importa!

fonte://IASD-BOTAFOGO

Firme como Daniel

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Porque o Senhor Jeová me ajuda, pelo que me não confundo; por isso, pus o rosto como um seixo e sei que não serei confundido. Isaías 50:7.

Os jovens têm um exemplo em Daniel, e se forem fiéis ao princípio e ao dever, serão instruídos como foi Daniel. Segundo a sabedoria do mundo considerava a questão, ele e seus três companheiros tiveram a seu favor todas as vantagens. Mas aqui devia apresentar-se sua primeira prova. Seus princípios colidiam com os regulamentos e disposições do rei. Deviam comer o alimento que se punha na mesa do rei, e beber do seu vinho. … Depois de cuidadosa consideração de causa e efeito, “Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar”. Daniel 1:8.

Esse pedido, não o fez Daniel num espírito de desafio, mas solicitou-o como grande favor. … Daniel e seus companheiros eram corteses, bondosos, respeitosos, possuindo a graça da mansidão e modéstia. E agora que foram levados a prova, colocaram-se completamente do lado da justiça e da verdade. Não agiram caprichosamente, mas com inteligência. Resolveram que, como os alimentos cárneos não haviam feito parte de seu regime antes, tampouco deveriam introduzir-se no futuro. E como o uso de vinho fora proibido a todos os que devessem empenhar-se no serviço de Deus, resolveram não participar dele.

Daniel e seus companheiros não sabiam quais seriam os resultados de sua decisão. Não sabiam se esta não lhes custaria a vida, mas resolveram manter-se no reto caminho da estrita temperança, mesmo na corte da licenciosa Babilônia. … O bom comportamento desses jovens alcançou-lhes o favor. Depuseram seu caso nas mãos de Deus, seguindo uma disciplina de abnegação e temperança em todas as coisas. E o Senhor cooperou com Daniel e seus companheiros.

Esses pormenores foram registrados na história dos filhos de Israel como advertência a todos os jovens, para que evitassem toda a aproximação aos costumes e práticas e condescendências que de qualquer modo desonrassem a Deus.

Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág. 267.

(fonte:Setimo Dia)

Origem do mal – Qual a origem de Satanás?


Três passagens das Escrituras são fundamentais para a compreensão de como Lúcifer, um ser criado por Deus, perfeito, tornou-se em Satanás, a fonte e o principal instigador de todo o mal. Em Ezequiel 28 nos é dito que Lúcifer era “perfeito” e exercia a função de “querubim da guarda” antes de sua rebelião: “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti” (Ez 28:14 e 15).

Já Isaías 14 esclarece que foi através do orgulho que surgiu o mal no coração de Lúcifer: “Como caíste do Céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por Terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14:12-14).

E Apocalipse 12 declara que “a terça parte” das hostes angélicas se uniu a Lúcifer em sua rebelião contra Deus (versos 3 e 4), e acabou sendo expulsa do Céu: “Houve peleja no Céu. Miguel e o Seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no Céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os Seus anjos” (Ap 12:7-9).

O surgimento do pecado no coração de Lúcifer é, em realidade, um mistério que não pode ser explicado a contento, pois ele teve início e continua existindo sem qualquer motivo que o justifique. Não havendo se originado em Deus, mas em Lúcifer, o pecado é um intruso que continua existindo no mundo (ver Ef 6:12; I Pe 5:8), a despeito de não possuir o direito legítimo de existência. Mas a promessa divina é que chegará finalmente o dia em que tanto o pecado, em todas as suas formas, como o seu autor (Satanás) serão definitivamente erradicados do Universo (ver II Pe 3:7, 10-13; Ap 20:10), não permanecendo deles “nem raiz nem ramo” (Ml 4:1).

Fonte: Alberto Timm, Sinais dos Tempos, dezembro de 1998, p. 27.

(fonte: sétimo dia)

Sangue na veia – A Bíblia proíbe a transfusão de sangue?

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Embora injeções de sangue animal em seres humanos já houvessem sido feitas no século 17, a primeira transfusão de sangue humano em seres humanos foi realizada em 1818, pelo médico inglês James Blundell. Tais experimentos foram, no entanto, de pouco êxito até a descoberta dos grupos sangüíneos, em 1900, pelo imunologista austríaco Karl Landsteiner. Como essas experiências começaram muitos séculos após o período bíblico, é óbvio que as Escrituras não tratam explicitamente do assunto.

O uso do sangue como alimento é proibido tanto no Antigo Testamento (Gn 9:4; Lv 3:17; 7:27; 17:10-14; 19:26) como no Novo Testamento (At 15:20, 29; 21:25). Pesquisas científicas têm confirmado que o consumo oral de sangue não é conveniente pelo fato de ele ser indigesto, de fácil decomposição e um veículo não apenas de nutrientes mas também de impurezas prejudiciais ao aparelho digestivo.

Mas é interessante notarmos que o sangue de animais era vertido durante o Antigo Testamento como um símbolo do sangue de Cristo a ser derramado sobre o Calvário pela salvação da raça humana (ver Hb 9:11-28; I Jo 1:7).

Uma vez que apenas o uso do sangue como alimento é proibido nas Escrituras, e que o sangue era vertido vicariamente pela salvação espiritual dos pecadores, por que razão não poderíamos realizar transfusões de sangue para a salvação física das pessoas?

Sendo que nenhuma proibição é encontrada nas Escrituras à transfusão venal de sangue, cremos que esta pode e deve ser ministrada sempre que o propósito seja salvar vidas. A recusa de ministrá-la a alguém que a necessite é uma transgressão direta tanto (1) do princípio de preservação da vida, enunciado através do mandamento “Não matarás” (Êx 20:13), como (2) do amor cristão, expresso na declaração de Cristo: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15:13).

Fonte: Alberto Timm, Sinais dos Tempos, agosto de 1997, p. 27

(fonte: sétimo dia)

Quem é o Novo Israel?

O Conceito de Israel no Novo Testamento

O material abaixo foi extraído de outro artigo do Dr. Bacchiocchi mais completo e profundo sobre a campanha do “Deixados Para Trás”, abaixo anunciado. Trata em maior detalhe sobre um importante aspecto nessa discussão, o papel de Israel nas profecias. Contudo, eis algumas reflexões sobre esta questão do papel de Israel nas profecias:

Avaliação do Ponto de Vista dos “Dois Povos”

É o conceito de uma distinção radical entre o plano de Deus para Israel e para a Igreja um ensino bíblico válido ou um pressuposto infundado? Acaso o ponto de vista neotestamentário para a Igreja é o de um povo diferente e separado do povo do “Israel natural”? A resposta é abundantemente clara. O Novo Testamento considera a Igreja, não como uma “intercalação” temporária, mas como continuação do verdadeiro Israel de Deus. Para verificar esta última posição, breve alusão será feita a algumas sigificativas declarações de Cristo, Pedro e Paulo.

O Ajuntamento do Verdadeiro Israel por Cristo 

Ao chamar e ordenar doze discípulos como Seus apóstolos, Cristo manifestou a intenção de reunir o remanescente messiânico das doze tribos de Israel num novo organismo, chamado a Igreja (Mat. 16:18-19). Este não é um organismo independente designado a repor Israel temporariamente mas um rebanho que reúne tanto as “ovelhas perdidas da casa de Israel” (Mat. 10:6; cf. 15:24; Atos 1:8) como as ovelhas perdidas do mundo gentílico.

Referindo-se à profecia de Isaías com respeito à reunião dos gentios, Cristo anunciou: “Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a Mim Me convém conduzi-las; elas ouvirão a Minha voz; então haverá um rebanho e um pastor” (João 10:16; cf. Isa. 56:6-8). Como pastor messiânico, Cristo veio reunir o remanescente de Israel e gentios, não em dois rebanhos separados, mas num só rebanho.

Quando elogiando a fé do centurião, Jesus disse: “Digo-vos que muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas”. (Mat. 8:11-12). É digno de nota que Cristo não promete o Reino de Deus a uma futura geração de judeus, como alguns dispensacionalistas mantêm, mas a crentes de todas as nações, “do Oriente e do Ocidente”.

Uma Realidade Presente 

O reino messiânico prometido no Velho Testamento é visto por Cristo não como um evento futuro envolvendo a restauração territorial e política de Israel, mas como uma realidade presente que raiou mediante Seu ministério vitorioso sobre o pecado, Satanás e a morte.

“Se, porém, Eu expulso demônios, pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mat. 12:28). O reino de Cristo é composto, não por dois povos separados, Israel e a Igreja, mas por um povo, o “Novo Israel”, consistindo de judeus e gentios crentes.

Aos discípulos Jesus declarou: “Não temais, ó pequenino rebanho; porque vosso Pai Se agradou em dar-vos o Seu reino” (Lucas 12:32). Notem que o prometido Reino messiânico é dado não a uma futura geração de judeus (Mat. 11:29; 13:38; 8:11-12).

F. F. Bruce comenta adequadamente: “O chamado de Jesus por discípulos para estarem junto a Si a fim de formarem o ‘pequenino rebanho’ que receberia o Reino (Lucas 12:32; cf. Dan 7:22, 27) O assinala com o fundador do Novo Israel”.

Os profetas falam de Israel como rebanho ou ovelha de Deus (Isa. 40:11; Jer. 31:10; Ezeq. 34:12-14). Ao chamar Seus discípulos de “pequenino rebanho” ao qual Deus estava dando o Reino, está inegavelmente identificando Seus discípulos quanto ao verdadeiro remanescente de Israel.

Ademais, ao comissionar Seus apóstolos para “fazer discípulos de todas as nações” (Mat. 28:19), Cristo revelou que a missão profética do Israel nacional (Isa. 49:6; 60:3) estava sendo cumprida por Seu rebanho messiânico, a Igreja, que consiste de discípulos procedentes de todas as nações. Israel prossegue existindo, não à parte da Igreja, mas como parte dela.

A Descrição do Novo Israel por Pedro 

Pedro, à semelhança de Cristo, via a Igreja como cumprimento das promessas feitas ao antigo Israel. No dia de Pentecoste, Pedro declarou que a profecia de Joel concernente à restauração messiânica de Israel (Joel 2:28-32) se estava cumprindo através do derramamento do Espírito Santo sobre a Igreja (Atos 2:16-21).

Para Pedro, a Igreja não é uma entidade não-predita no Velho Testamento, nem uma interrupção temporária do plano divino para Israel; antes, é o cumprimento do remanescente escatológico de Israel.

Se o início da Igreja é visto por Pedro como cumprimento de uma profecia concernente a Israel, temos razões em crer que os eventos finais da Igreja devem também representar o cumprimento de certas profecias do Velho Testamento relativas a Israel.

A Igreja é o Novo Israel

É digno de nota que Pedro aplica à Igreja aqueles títulos do Velho Testamento que designam a Israel: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes Daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz, vós, sim, que antes não éreis povo, mas agora sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas agora alcançastes misericórdia” (1 Ped. 2:9-10).

Esta descrição da Igreja é uma combinação de três passagens veterotestamentárias (Êxo. 19:6; Isa. 43:20-21; Osé. 1:6, 9; 2:1) que caracterizam o povo de Deus. Pedro reúne a visão de Israel do Velho Testamento e proclama seu cumprimento na Igreja.

Em palavras bastante claras, Pedro demonstra que a “raça escolhida” não é mais exclusivamente os judeus étnicos, mas tanto crentes judeus quanto gentios. A Igreja é o novo Israel que cumpre as promessas feitas ao Israel do Velho Testamento.

A Visão de Paulo do “Israel de Deus”

À semelhança de Cristo e Pedro, Paulo também via a Igreja como o verdadeiro Israel. Falando aos judeus reunidos na sinagoga em Antioquia da Pisídia, Paulo afirmou: “Nós vos anunciamos o evangelho da promessa feita a nossos pais, como Deus a cumpriu plenamente a nós, seus filhos, ressuscitando a Jesus” (Atos 13:32-33).

Neste discurso Paulo explica que as promessas de Deus aos pais foram cumpridas na ressurreição de Cristo. O cumprimento não resulta no estabelecimento de um reino judaico durante o milênio, mas no “perdão dos pecados” concedido mediante Cristo a “todo o que crer” (Atos 13:38-39).

As promessas feitas a Israel são, portanto, cumpridas na Igreja do Novo Testamento, não mediante uma restauração política dos judeus étnicos, mas através de uma redenção espiritual de todos os crentes.

Na epístola aos gálatas Paulo emprega a frase “o Israel de Deus” inclusive tanto de judeus quanto de gentios: “Nem a circuncisão é cousa alguma, nem a incircucisão, mas o ser nova criatura. E a todos quantos andarem de conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus” (Gal. 6:15-16).

Alguns dispensacionalistas mantêm que a frase “o Israel de Deus” refere-se exclusivamente aos judeus crentes. Eles traduzem a palavra grega kai como “e”, significando “adicionalmente a”. Destarte, “o Israel de Deus” refere-se exclusivamente aos cristãos judeus que Paulo supostamente distingue da igreja como um todo, porque deixaram o legalismo para seguirem a regra de Cristo.

Unidade de Judeus e Gentios

Esta interpretação, contudo, ignora tanto o contexto imediato de Gálatas quanto a ênfase teológica mais ampla. O contexto imediato fala de “quantos andarem de conformidade com esta regra”. Isso deve incluir os crentes judeus e gentios, uma vez que é dito que tanto a circuncisão quanto a incircuncisão nada representam.

Assim, o “Israel de Deus” é uma descrição adicional de ambos os grupos que andam “de conformidade com esta regra”. O contexto mais amplo realça a unidade que ambos os grupos compartilham em Cristo: “Não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão, e herdeiros segundo a promessa” (Gál. 3:28-29).

À luz do contexto imediato e mais amplo, o “Israel de Deus” não pode ser um grupo distinto de judeus crentes, à parte dos gentios crentes. Alegar assim representa destruir a própria unidade que Paulo se empenha em estabelecer.

Antes, a frase “Israel de Deus” foi empregada por Paulo como uma maneira explicativa para qualificar adicionalmente “quantos andarem em conformidade com esta regra”. Ou seja, pessoas crentes judeus e gentios.

A Integração dos Gentios no Israel, por Paulo.

Paulo ensina repetidamente a integração de gentios em Israel como herdeiros das promessas de Deus. Em Efésios ele claramente explica que os gentios que noutro tempo estavam “sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa” (Efé. 2:12), não mais são “estranhos às alianças da promessa . . . mas . . . não mais estrangeiros e peregrinos, mesmo concidadãos dos santos”, como membros da “família de Deus” (Efé. 2:19).

Essa integração de gentios à “comunidade de Israel” e “às alianças da promessa” tiveram lugar mediante Jesus Cristo que uniu tanto os judeus quanto os gentios “para que dos dois criasse em si mesmo um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade” (Efé. 2:15-16).

O pensamento de um propósito separado para crentes judeus na presente era ou num futuro milênio é aqui totalmente excluído por Paulo. De fato, tal pensamento destruiria a própria unidade de judeus e gentios que Cristo realizou.

Paulo explica aos efésios que foi pela revelação de Deus que se tornou conhecida a ele este “mistério” de como “os gentios são co-herdeiros, membros do mesmo corpo e co-participantes da promessa em Cristo Jesus por meio do evangelho” (Efé. 3:5-6).

Três vezes Paulo ressalta aqui que os gentios compartilham com Israel a promessa da aliança. Qualquer sistema teológico que divida o que Deus ajuntou está operando contra o propósito divino.

A Imagem Paulina da Oliveira

Em Romanos 9-11 Paulo descreve a integração de gentios em Israel utilizando a imagem efetiva do enxerto de ramos bravos de oliveira (gentios) à única oliveira do Israel de Deus (Rom. 11:17-24). Observem que para Paulo a salvação dos gentios não resulta no brotar de uma nova oliveira, mas em enxertar os gentios na mesma oliveira.

A árvore de Israel não é arrancada por causa de descrença, mas é podada, ou seja, reestruturada mediante o enxerto de ramos gentios. A Igreja vive da raiz e tronco do Israel do Velho Testamento (Rom. 11:17-18). Por meio dessa expressiva imagem, Paulo descreve a unidade e continuidade que existe no plano redentor de Deus para Israel e a Igreja.

Interrelação Entre Israel e a Igreja

Os dispensacionalistas apelam a Romanos 11:25-26 para argumentar em favor de uma futura conversão da nação de Israel, independentemente da Igreja. A passagem assim reza: “Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério, para que não sejais presumidos em vós mesmos, que veio endurecimento em parte a Israel até que haja entrado a plenitude dos gentios. E assim todo o Israel será salvo” (Rom. 11:25-26).

Os dispensacionalistas explicam esta passagem como ensinando uma conversão em larga escala da nação de Israel após a reunião da plenitude dos gentios estar completa, pouco antes do tempo do Retorno de Cristo.

Essa interpretação ignora quatro importantes observações:

Primeiro, a frase “todo Israel será salvo” dificilmente se refere apenas à última geração de judeus, uma vez que esta seria apenas uma fração de todos os judeus que viveram.

Em segundo lugar, o texto não está discutindo a sucessão temporal, mas a maneira pela qual Israel será salvo. O texto não diz “e então [após a reunião dos gentios] todo Israel será salvo”. Antes, declara: “E assim [desse modo, pelo fato de os israelitas serem movidos por ciúmes pela salvação dos gentios] todo Israel será salvo”.

Em terceiro lugar, os judeus estão sendo salvos por serem reenxertados na mesma oliveira em que os gentios também estão. Assim, a salvação dos judeus não ocorre independentemente da dos gentios, mas concomitantemente a isso.

Por fim, se a reunião de um número pleno de gentios tem lugar ao longo da história, há razão para duvidar que o mesmo também seja verdadeiro quanto à reunião dos judeus. De fato, no vs. 31 Paulo especificamente declara que os judeus “agora foram desobedientes, para que igualmente eles alcancem misericórdia, à vista da que vos foi concedida”.

Essas observações claramente indicam que Paulo aqui não está apresentando uma ordem de dispensações sucessivas, mas uma promessa de inter-relação dinâmica entre a salvação de Israel e a da Igreja.

O equivocado pressuposto de dois povos com dois destinos em grande medida deriva de uma teologia de desprezo para com os judeus, antes que do ensino bíblico de um rebanho, um pastor, e um destino. O Novo Testamento freqüentemente fala dos judeus em cotejo com os gentios, mas nunca ensina ou deixa implícito que Deus tenha em mente um futuro separado para Israel, distinto daquele planejado para os gentios.

Há uma unidade existente entre Israel e a Igreja. Na Nova Jerusalém estão inscritos tanto os nomes das doze tribos de Israel quanto os nomes dos doze apóstolos, os primeiros nas doze portas e os últimos nos doze fundamentos (Apo. 21:12, 14).

A Igreja e Israel assim compartilham não só da mesma salvação presente, mas também da mesma glorificação e restauração finais. O futuro de Israel é visto no Novo Testamento, não em termos de um reino milenial político na Palestina, mas em termos de bênção eterna compartilhada com os remidos de todas as eras numa nova terra restaurada.

Conclusão 

À luz das considerações precedentes concluímos que o ensino popular promovido por Left Behind [deixados para trás, um popular filme religioso e série de livros de ficção escatológica] de um desaparecimento súbito de milhões de cristãos, deixando para trás uma massa de judeus descrentes e pessoas inconversas, é uma ficção enganosa e não uma verdade bíblica. A popularidade desse engano pode ser atribuída à falsa premissa de que os crentes serão poupados de sofrer a tribulação final.

Numa época em que as pessoas engolem toda sorte de analgésicos para evitar ou aliviar a dor, não surpreende que muitos estejam dispostos a engolir também o engano de um Arrebatamento pré-tribulacional–um ensino que promete às pessoas isenção do sofrimento da tribulação final.

Tal ensino atraente, contudo, não carece apenas de suporte bíblico, mas é também incriminatório do caráter de Deus. Retrata a Deus como um Ser discriminador que dá tratamento preferencial à Igreja removendo-a de sobre a Terra, antes de despejar a tribulação final sobre os que são deixados para trás.

Left Behind [deixados para trás] posiciona a conversão de muitos descrentes durante a tribulação–um ensino alheio à Bíblia. Repetidamente o Apocalipse afirma que aqueles que experimentam as pragas finais “não se arrependeram de sua obras” (Apo. 16:11; 16:9).

Ademais, destrói a unidade e finalidade da Vinda de Cristo, apresentada nas Escrituras como um evento único que ocorre após a Grande Tribulação. Nessa ocasião os santos adormecidos serão ressuscitados, os santos vivos serão transformados, os crentes de todas as eras se reunirão com o Senhor, e aqueles que são deixados para trás “sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor” (2 Tess 1:9).

Não haverá uma segunda chance para os que são deixados para trás quando do Advento, porque o fogo purificador da presença de Cristo consumirá todos os pecadores e todo o vestígio do pecado: “Virá, entretanto, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo e os elementos se desfarão abrasados; também a terra e as obras que nela existem serão atingidas” (2 Ped. 3:10). Nossa bendita esperança repousa não sobre a ficção de desaparecer subitamente no espaço, mas na promessa do retorno de Cristo para criar “novos céus e uma nova terra nos quais habita a justiça” (2 Ped. 3:13).

Autor: Prof. Samuele Bacchiocchi – atuou como professor de História Eclesiástica e Teologia na Universidade Andrews até jubilar-se. Ele é conferencista internacional e autor de vários livros de sua área de especialidade, tendo sido o primeiro não-católico a doutorar-se pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, ligada diretamente ao Vaticano. Pela qualidade de seu trabalho acadêmico ali recebeu até medalha de ouro concedida pelo Papa Paulo VI e um de seus livros foi editado pela gráfica daquela instituição com o imprimatur da Igreja Católica.

Colaboração: Prof. Azenilto Brito. 

(fonte:setimodia)

Existe salvação para gentios que jamais ouviram falar de Cristo?


Várias passagens bíblicas e declarações de Ellen White confirmam que entre os gentios existem pessoas sinceras que servem a Deus sem um conhecimento explícito da revelação bíblica. Por exemplo, o apóstolo Paulo, após asseverar que “para com Deus não há acepção de pessoas” (Rom. 2:11), esclarece: “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos” (Rom. 2:14). Mesmo não dispondo da revelação escrita, essas pessoas se demonstram obedientes às impressões do Espírito Santo sobre a própria consciência individual.

Ellen White aborda o mesmo assunto nas seguintes declarações: “O divino plano de salvação é amplo bastante para abranger o mundo todo. Deus anseia por insuflar na prostrada humanidade o fôlego da vida. E Ele não permitirá [que] fique desapontada qualquer alma que seja sincera em seu anelo de algo mais elevado e mais nobre que aquilo que o mundo possa oferecer. Constantemente está Ele enviando os Seus anjos aos que, conquanto rodeados por circunstâncias as mais desencorajadoras, oram com fé para que algum poder mais alto que eles mesmos tome posse deles, dando-lhes libertação e paz.” – Profetas e Reis, págs. 377 e 378.

“Aqueles que Cristo louva no Juízo, talvez tenham conhecido pouco de teologia, mas nutriram Seus princípios. … Há, entre os gentios, almas que servem a Deus ignorantemente, a quem a luz nunca foi levada por instrumentos humanos; todavia não perecerão. Conquanto ignorantes da lei escrita de Deus, ouviram Sua voz a falar-lhes por meio da natureza, e fizeram aquilo que a lei requeria. Suas obras testificam que o Espírito Santo lhes tocou o coração, e são reconhecidos como filhos de Deus.” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 638.

“Onde quer que haja um impulso de amor e simpatia, onde quer que o coração se comova para abençoar e amparar os outros, é revelada a operação do Santo Espírito de Deus. Nas profundezas do paganismo os homens que não tiveram conhecimento da lei escrita de Deus, que nunca ouviram o nome de Cristo, têm sido bondosos com Seus servos, protegendo-os com o risco da própria vida. Seus atos mostram a operação de um poder divino. O Espírito Santo implantou a graça de Cristo no coração do selvagem, despertando nele a simpatia contrária à sua natureza e à sua educação. A ‘luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo’ (João 1:9), está-lhe brilhando na alma; e esta luz, se atendida, lhe guiará os pés para o reino de Deus.” – Parábolas de Jesus, pág.385.

Algumas pessoas poderiam ser tentadas a imaginar que, se “o divino plano de salvação é amplo bastante para abranger o mundo todo” (inclusive os gentios), então não haveria mais necessidade de se pregar o evangelho, pois as pessoas sinceras seriam salvas independentemente de conhecerem ou não o plano da redenção. Mas essa suposição não é aceitável, uma vez que a ignorância da verdade é contrária aos propósitos divinos, e a proclamação do evangelho não se restringe apenas àqueles que já são sinceros.

Vários textos bíblicos enfatizam a necessidade de se conhecer e proclamar a verdade bíblica a todos os seres humanos. Por exemplo, Mateus 4:4 (cf. Deut. 8:3) assevera que “não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Por sua vez, João 16:13 acrescenta que a obra do “Espírito da verdade” é guiar os seguidores de Cristo “a toda a verdade”, definida como a pessoa de Cristo (João 14:6) e a palavra de Deus (João 17:17). Conseqüentemente, o mesmo Espírito da verdade também capacita os genuínos cristãos a ensinarem os novos “discípulos de todas as nações” a “guardar todas as coisas” que Cristo ordenou (Mat. 28:18-20).

A promessa bíblica é que finalmente “a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Hab. 2:14; ver também Isa. 11:9; Efés. 4:11-14). Enquanto essa plenitude de conhecimento não for atingida, Deus continuará usando instrumentalidades humanas imbuídas pelo poder do Seu Espírito na missão de compartilhar o evangelho a toda criatura sobre a face da Terra. O Espírito Santo, cuja missão é convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8), atua mesmo na consciência daqueles que não tiveram a oportunidade de ouvir as boas-novas da salvação em Cristo. Os que vivem em conformidade com a luz da verdade a que tiveram acesso, ainda que esse conhecimento seja incipiente, não serão desapontados. Eles serão súditos do reino eterno.

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm, publicado na Revista do Ancião (julho – setembro de 2004).
(fonte; Sétimo Dia)

Testemunho – Francis Collins deixa o Ateísmo


Um cientista Americano premiado e reconhecido pelas suas marcantes descobertas sobre genes na origem das doenças descreveu o seu périplo do ateísmo para a crença Cristã perante uma platéia internacional na Inglaterra.

Professor Francis Collins: ‘Mere Christianity’ faz sentido

Francis Collins, premiado cientista americano e reconhecido pelas suas marcantes descobertas sobre genes na origem das doenças, e pela liderança do Projecto Genoma Humano que visa mapear todo o DNA humano, descreveu o seu périplo do ateísmo para a crença Cristã perante uma plateia internacional em Inglaterra.

“Na verdade não existe conflito entre a fé e a razão,” disse Collins ao instituto internacional de Verão da Fundação CS Lewis, a Oxbridge 2008, na Igreja de St. Aldate em Cambridge, na Quarta-feira.

“Como materialista empenhado na faculdade, eu assumia que o físico era tudo quanto existia,” contou Collins, que em 1977 aos 27 anos de idade completou uma mudança de carreira – da Química para a Medicina, e tornou-se médico. Diz ele, que isto o fez confrontar-se com a dor e a morte cara-a-cara. “Esta foi uma viragem dramática para mim. Os conceitos já não eram mais hipotéticos.”

Através de encontros com pacientes, pastores e, finalmente, tendo lido “Mere Christianity” de CS Lewis, Collins se deu conta que “nunca tinha reparado bem no que era evidente. O ateísmo não era mais do que um caminho conveniente. Tive de escolher aquilo que é realmente a verdade, só que eu pensava que a fé e a razão estavam em lados opostos.”

“Mere Christianity” teve início com uma série de sermões dados por Lewis em 1943 e o livro subseqüente, que alcançou grande êxito, causou um profundo impacto em Collins. “Logo nas primeiras páginas, todos os meus argumentos acerca da fé caíram por terra. Foi tremendo… Lewis permanece como o meu melhor docente,” disse. No período de um ano Collins tornara-se Cristão.

Fonte: Diário Cristão/Adaptado por O Verbo)

Nota: Deus tem diversas maneiras de tocar o coração de pessoas incrédulas.

Que bom que o Famoso Professor Collins descobriu que a fé não é uma teoria. Que a Fé está baseada numa pessoa – Jesus.

A mensagem de salvação que encontramos na cruz de Cristo é um protesto contra a filosofia e sabedoria humana. ( Leia I Cor 1:17 e 18)

A Cruz de Cristo combate as filosofias humanistas, que tendem a ver o homem como centro e a medida de todas as coisas. Filosofias que negam a realidade do pecado e que vêem o homem como inerentemente bom ou neutro, sendo capaz de encontrar em si mesmo solução para os seus problemas mais importantes.

Collins descobriu que a sua vida não teria sentido se a sua fé estivesse baseada em seus conhecimentos.

Deus seja louvado por essa conversão e que outros gênios de nossa geração reconheçam a soberania de Deus.

(fonte:Nisto Cremos)

Curiosidades dos Tempos Bíblicos: Prostitutos Cultuais


Os cananeus em seus templos celebravam cultos da fertilidade onde ocorria a prostituição-cultual, em que as mulheres e os homens representavam deuses e se trajavam como tais, se prostituindo em honra a seus deuses. Prostituição masculina não existia no Oriente Médio a não ser em templos pagãos ou em seus cultos da fertilidade, tal prostituição está totalmente ligada a idolatria. Tanto que a palavra hebraica para “prostituto” que aparece na Bíblia é “qadesh”, que literalmente significa “santo” ou “separado”, “prostituta” em hebraico é “qadeshôth”, significando “separadas”ou “santificadas”; nesse sentido eles eram separados, não para o serviço de Deus, mas sim para o serviço aos deuses pagãos.

Esse costume nas escrituras de chamar a idolatria de prostituição vem do fato de que o relacionamento de Deus com a nação de Israel é metaforicamente ilustrado como um casamento; também porque o nome “Baal”, uma das principais divindades cananéias, significa “Senhor”, “dono” e “marido”, veja Oséias 2.2,3,16,17.

Os qadesh eram em maioria eunucos, que se entregavam totalmente ao serviço do templo pagão, sofrendo um ritual de emascuação (castração) para se entregarem inteiramente aos seus deuses da fertilidade. É bom lembrar também que havia eunucos que não eram prostitutos, estes eram homens castrados que viviam em palácios cuidando dos haréns ou se dedicando ao estudo e à sabedoria.

A lei mosaica proibia que entre os israelitas houvesse qadesh. Há uma passagem que fala também de eunucos em Deuteronômio 23.1, o comentário da Bíblia Vida Nova sobre esta passagem diz: “Emasculação é a mutilação do membro viril. Era uma prática pagã. Nas antigas religiões pagãs, os eunucos eram sacerdotes dos templos.”

Em Deuteronômio 23. 17,18 está a proibição aos israelitas de se tornarem prostitutos e prostitutas cultuais: “Nenhum israelita, homem ou mulher, poderá tornar-se prostituto cultual. Não tragam ao santuário do Senhor, o seu Deus, os ganhos de uma prostituta ou de um prostituto, a fim de pagar algum voto, pois o SENHOR, o seu Deus, por ambos tem repugnância.”

(fonte:Nisto Cremos)