O Rico e Lázaro

Para complementar o vídeo abaixo, extraído do programa “Na Mira da Verdade”, que vai ao ar na TV Novo Tempo (Canal 14 da Sky, 214 da Oi TV, 184 da Claro TV), todas as segundas e quartas, às 21 horas, transcrevo também a postagem original do blog Gilson Medeiros.

A Rede Record tem se especializado em fazer novelas e filmes sobre histórias da Bíblia. Isso é bom ou ruim? Depende…

Aqueles que conhecem, de verdade, a Bíblia, sabem distinguir o que é pura ficção (às vezes, frontalmente oposta as Escrituras) e realidade bíblica. Quem se limita apenas a conhecer a história através do que é mostrado na TV, está “engolindo” muita heresia… [NOTA #EP: destaco positivamente os efeitos especiais, figurino e cenários].

Para as próximas semanas, a emissora está anunciando uma dramaturgia com o tema do RICO E LÁZARO. Ainda não dá para saber se estará baseado na parábola de mesmo nome nos Evangelhos… Em todo caso, é aguardar para ver.

Como alguns leitores do Blog solicitaram uma explicação sobre a passagem encontrada em Lucas 16:19-31, conhecida como a “Parábola do Rico e Lázaro”, estou atualizando aqui um texto disponibilizado há algum tempo.

Como entender a parábola explanada por Jesus:

Esta parábola nada diz das almas imortais que “saem” do corpo depois da morte, como alguns espiritualistas creem (tanto espíritas, quanto católicos, quanto evangélicos). Além do mais, um princípio fundamental de interpretação bíblica determina que não se pode basear doutrinas sobre parábolas ou alegorias, pois tais históricas são meramente ilustrativas.

Eis aqui algumas razões que impedem tomar os personagens desta parábola de forma literal:

  1. Se esta parábola for tomada em forma literal, as Sagradas Escrituras estariam se contradizendo quanto à inconsciência dos mortos até o dia em que ressuscitam (cf. Eclesiastes 9:5, 6 e 10; João 11:11-14; 5:28-29). Vê-se que o ensino bíblico é de que os mortos não estão no Céu, nem no purgatório, nem no inferno (Atos 2:29 e 34; Jó 3:11-19; 17:13). De modo geral, os cristãos creem que o Espírito Santo não pode contradizer-se (2 Timóteo 3:15-17; 2 Pedro 1:21), portanto, não podemos considerar a parábola como sendo a expressão literal do tema da morte.
  1. Se esta parábola for tomada literalmente também devemos aceitar que o Céu e o inferno estão tão próximos que os salvos e os condenados podem ver-se e ouvir-se. Este seria o maior castigo que poderiam receber todos quantos se salvem, pois estariam vendo e ouvindo seus entes queridos que se perderam em sofrimento. Que absurdo! E tanta gente acredita nesta falácia! A Bíblia declara abertamente que os maus serão totalmente destruídos (Salmo 37:9 e 20).
  1. Se esta parábola for interpretada literalmente, contradiz-se a crença popular de que a alma abandona o corpo no momento da morte, pois na parábola é dito que Lázaro e o rico estão presentes no “pós-morte” com seus próprios corpos físicos, pois se mencionam o “dedo” de um e a “língua” do outro.

Todos sabemos que o corpo permanece na tumba e se desintegra totalmente. Além disso, a sede que sente o rico é própria do corpo, e, afinal de contas, de que serviria um “dedo” molhado “em água” para aliviar os rigores extremos de um fogo verdadeiro? Vê-se que toda a história é recheada de simbologias, alegorias e analogias.

Conclusão:

Poderíamos explorar muito mais os detalhes da parábola, mas pelas razões acima já é possível concluir-se que o relato não é literal, e faz parte de uma série de cinco parábolas que Jesus pronunciou (Lucas 15 e 16) para destacar verdades básicas.

Jesus baseou esta parábola numa crença comum entre os judeus, mas contrária às Escrituras, e que havia sido trazida da cultura de Babilônia, Egito e nações circunvizinhas.

Nosso Senhor tomou muito das coisas conhecidas por Seus ouvintes para apresentar Suas parábolas; uma maneira fácil de chegar ao coração, mas não necessariamente uma aceitação incondicional do material, e sim um argumento que servia de meio para destacar um ensino.

Por outro lado, os judeus colocavam Abraão acima de Jesus: “Nosso pai é Abraão … És maior do que o nosso pai Abraão… ?” (João 8:39 e 53; Mateus 3:9). E Jesus põe na boca de Abraão as palavras que este haveria de ter dito em pessoa: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (São Lucas 16:29-31).

É comum a Bíblia personificar seres inanimados. Por exemplo: as árvores se reúnem para nomear um rei (Juízes 9:8-15); “O cardo … mandou dizer ao cedro … Dá tua filha por mulher a meu filho” (2 Reis 14:9); “Porque a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento” (Habacuque 2:11); “Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas 10:40; Mateus 3:9; ver Jó 12:7 e 8).

Também devemos tomar estas declarações de forma literal? É óbvio que não!

O objetivo de Jesus não era que os elementos fossem considerados de forma literal, com relação à vida após a morte, mas sim os dois princípios gerais que se destacam nesta parábola:

  1. Que a recompensa se baseará na conduta adotada enquanto se vive;
  2. E que o importante é obedecer à Palavra divina, e não confiar em nossa raça ou origem, nem mesmo sendo carnalmente “filhos de Abraão”.

Adaptado de: “Tira Dúvidas”, Voz da Profecia.

NOTA #EP: E, depois dessa novela “O Rico e Lázaro”, já está programada outra. O tema? Apocalipse…

fonte://ensaioprofetico

Origem do mal – Qual a origem de Satanás?


Três passagens das Escrituras são fundamentais para a compreensão de como Lúcifer, um ser criado por Deus, perfeito, tornou-se em Satanás, a fonte e o principal instigador de todo o mal. Em Ezequiel 28 nos é dito que Lúcifer era “perfeito” e exercia a função de “querubim da guarda” antes de sua rebelião: “Tu eras querubim da guarda ungido, e te estabeleci; permanecias no monte santo de Deus, no brilho das pedras andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado até que se achou iniqüidade em ti” (Ez 28:14 e 15).

Já Isaías 14 esclarece que foi através do orgulho que surgiu o mal no coração de Lúcifer: “Como caíste do Céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por Terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao Céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14:12-14).

E Apocalipse 12 declara que “a terça parte” das hostes angélicas se uniu a Lúcifer em sua rebelião contra Deus (versos 3 e 4), e acabou sendo expulsa do Céu: “Houve peleja no Céu. Miguel e o Seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevaleceram; nem mais se achou no Céu o lugar deles. E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a Terra, e, com ele, os Seus anjos” (Ap 12:7-9).

O surgimento do pecado no coração de Lúcifer é, em realidade, um mistério que não pode ser explicado a contento, pois ele teve início e continua existindo sem qualquer motivo que o justifique. Não havendo se originado em Deus, mas em Lúcifer, o pecado é um intruso que continua existindo no mundo (ver Ef 6:12; I Pe 5:8), a despeito de não possuir o direito legítimo de existência. Mas a promessa divina é que chegará finalmente o dia em que tanto o pecado, em todas as suas formas, como o seu autor (Satanás) serão definitivamente erradicados do Universo (ver II Pe 3:7, 10-13; Ap 20:10), não permanecendo deles “nem raiz nem ramo” (Ml 4:1).

Fonte: Alberto Timm, Sinais dos Tempos, dezembro de 1998, p. 27.

(fonte: sétimo dia)

Sangue na veia – A Bíblia proíbe a transfusão de sangue?

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Embora injeções de sangue animal em seres humanos já houvessem sido feitas no século 17, a primeira transfusão de sangue humano em seres humanos foi realizada em 1818, pelo médico inglês James Blundell. Tais experimentos foram, no entanto, de pouco êxito até a descoberta dos grupos sangüíneos, em 1900, pelo imunologista austríaco Karl Landsteiner. Como essas experiências começaram muitos séculos após o período bíblico, é óbvio que as Escrituras não tratam explicitamente do assunto.

O uso do sangue como alimento é proibido tanto no Antigo Testamento (Gn 9:4; Lv 3:17; 7:27; 17:10-14; 19:26) como no Novo Testamento (At 15:20, 29; 21:25). Pesquisas científicas têm confirmado que o consumo oral de sangue não é conveniente pelo fato de ele ser indigesto, de fácil decomposição e um veículo não apenas de nutrientes mas também de impurezas prejudiciais ao aparelho digestivo.

Mas é interessante notarmos que o sangue de animais era vertido durante o Antigo Testamento como um símbolo do sangue de Cristo a ser derramado sobre o Calvário pela salvação da raça humana (ver Hb 9:11-28; I Jo 1:7).

Uma vez que apenas o uso do sangue como alimento é proibido nas Escrituras, e que o sangue era vertido vicariamente pela salvação espiritual dos pecadores, por que razão não poderíamos realizar transfusões de sangue para a salvação física das pessoas?

Sendo que nenhuma proibição é encontrada nas Escrituras à transfusão venal de sangue, cremos que esta pode e deve ser ministrada sempre que o propósito seja salvar vidas. A recusa de ministrá-la a alguém que a necessite é uma transgressão direta tanto (1) do princípio de preservação da vida, enunciado através do mandamento “Não matarás” (Êx 20:13), como (2) do amor cristão, expresso na declaração de Cristo: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (Jo 15:13).

Fonte: Alberto Timm, Sinais dos Tempos, agosto de 1997, p. 27

(fonte: sétimo dia)

Existe salvação para gentios que jamais ouviram falar de Cristo?


Várias passagens bíblicas e declarações de Ellen White confirmam que entre os gentios existem pessoas sinceras que servem a Deus sem um conhecimento explícito da revelação bíblica. Por exemplo, o apóstolo Paulo, após asseverar que “para com Deus não há acepção de pessoas” (Rom. 2:11), esclarece: “Quando, pois, os gentios, que não têm lei, procedem, por natureza, de conformidade com a lei, não tendo lei, servem eles de lei para si mesmos” (Rom. 2:14). Mesmo não dispondo da revelação escrita, essas pessoas se demonstram obedientes às impressões do Espírito Santo sobre a própria consciência individual.

Ellen White aborda o mesmo assunto nas seguintes declarações: “O divino plano de salvação é amplo bastante para abranger o mundo todo. Deus anseia por insuflar na prostrada humanidade o fôlego da vida. E Ele não permitirá [que] fique desapontada qualquer alma que seja sincera em seu anelo de algo mais elevado e mais nobre que aquilo que o mundo possa oferecer. Constantemente está Ele enviando os Seus anjos aos que, conquanto rodeados por circunstâncias as mais desencorajadoras, oram com fé para que algum poder mais alto que eles mesmos tome posse deles, dando-lhes libertação e paz.” – Profetas e Reis, págs. 377 e 378.

“Aqueles que Cristo louva no Juízo, talvez tenham conhecido pouco de teologia, mas nutriram Seus princípios. … Há, entre os gentios, almas que servem a Deus ignorantemente, a quem a luz nunca foi levada por instrumentos humanos; todavia não perecerão. Conquanto ignorantes da lei escrita de Deus, ouviram Sua voz a falar-lhes por meio da natureza, e fizeram aquilo que a lei requeria. Suas obras testificam que o Espírito Santo lhes tocou o coração, e são reconhecidos como filhos de Deus.” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 638.

“Onde quer que haja um impulso de amor e simpatia, onde quer que o coração se comova para abençoar e amparar os outros, é revelada a operação do Santo Espírito de Deus. Nas profundezas do paganismo os homens que não tiveram conhecimento da lei escrita de Deus, que nunca ouviram o nome de Cristo, têm sido bondosos com Seus servos, protegendo-os com o risco da própria vida. Seus atos mostram a operação de um poder divino. O Espírito Santo implantou a graça de Cristo no coração do selvagem, despertando nele a simpatia contrária à sua natureza e à sua educação. A ‘luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo’ (João 1:9), está-lhe brilhando na alma; e esta luz, se atendida, lhe guiará os pés para o reino de Deus.” – Parábolas de Jesus, pág.385.

Algumas pessoas poderiam ser tentadas a imaginar que, se “o divino plano de salvação é amplo bastante para abranger o mundo todo” (inclusive os gentios), então não haveria mais necessidade de se pregar o evangelho, pois as pessoas sinceras seriam salvas independentemente de conhecerem ou não o plano da redenção. Mas essa suposição não é aceitável, uma vez que a ignorância da verdade é contrária aos propósitos divinos, e a proclamação do evangelho não se restringe apenas àqueles que já são sinceros.

Vários textos bíblicos enfatizam a necessidade de se conhecer e proclamar a verdade bíblica a todos os seres humanos. Por exemplo, Mateus 4:4 (cf. Deut. 8:3) assevera que “não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus”. Por sua vez, João 16:13 acrescenta que a obra do “Espírito da verdade” é guiar os seguidores de Cristo “a toda a verdade”, definida como a pessoa de Cristo (João 14:6) e a palavra de Deus (João 17:17). Conseqüentemente, o mesmo Espírito da verdade também capacita os genuínos cristãos a ensinarem os novos “discípulos de todas as nações” a “guardar todas as coisas” que Cristo ordenou (Mat. 28:18-20).

A promessa bíblica é que finalmente “a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Hab. 2:14; ver também Isa. 11:9; Efés. 4:11-14). Enquanto essa plenitude de conhecimento não for atingida, Deus continuará usando instrumentalidades humanas imbuídas pelo poder do Seu Espírito na missão de compartilhar o evangelho a toda criatura sobre a face da Terra. O Espírito Santo, cuja missão é convencer “o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (João 16:8), atua mesmo na consciência daqueles que não tiveram a oportunidade de ouvir as boas-novas da salvação em Cristo. Os que vivem em conformidade com a luz da verdade a que tiveram acesso, ainda que esse conhecimento seja incipiente, não serão desapontados. Eles serão súditos do reino eterno.

Texto de autoria do Dr. Alberto Timm, publicado na Revista do Ancião (julho – setembro de 2004).
(fonte; Sétimo Dia)

O que é uma seita? A Igreja Adventista do Sétimo dia é uma seita?

O que é uma seita?

Se formos analisar a origem etimológica da palavra seita, encontraremos, no grego, o termo “Hairesis” que significa facção, partido, escolha, preferência, etc.
Pesquisando o significado da expressão seita na maioria dos dicionários ( inclusive dicionários bíblicos ), veremos conceitos como os descritos abaixo:

Seita:
Doutrina que se afasta da opinião geral
Grupo religioso que se
separa de um corpo maior
Conjunto dos indivíduos que a seguem
Comunidade fechada, de cunho radical
Facção, partido

Como vemos nestas definições, as principais características de uma seita são a divergência ideológica e o isolamento.
Algumas passagens bíblicas também se referem à seitas com sentido pejorativo:

“Levantando-se o sumo sacerdote e todos os que estavam com ele (isto é, a seita dos saduceus), encheram-se de inveja,” Atos 5:17

“Mas alguns da seita dos fariseus, que tinham crido, levantaram-se dizendo que era necessário circuncidá-los e mandar-lhes observar a lei de Moisés.” Atos 15:5

“No entanto bem quiséramos ouvir de ti o que pensas; porque, quanto a esta seita, notório nos é que em toda parte é impugnada.” Atos 28:22

Concluímos que seita, no que diz respeito à igreja refere-se à uma comunidade religiosa fechada, que não usa princípios bíblicos e sim estabelece suas próprias doutrinas heréticas, ou seja, contrárias às sagradas escrituras.

A Igreja Adventista do Sétimo Dia ( IASD ) é uma seita?

Muitos evangélicos acusam a IASD de ser uma seita herética, por ela defender alguns princípios bíblicos que contrariam as doutrinas da maioria das igrejas, como por exemplo a guarda do sábado e a mortalidade da alma.
No que diz respeito a ser uma comunidade “fechada”, a IASD em nada se assemelha a uma seita. Pois é uma igreja aberta à todas as pessoas, de todas as religiões, e têm seus princípios doutrinários transparentes, abertos à quaisquer esclarecimentos e fundamentados unicamente na bíblia. Basta visitar uma IASD e conferir.
Ou seja, neste ponto, pode-se dizer que a IASD se iguala à maioria das igrejas evangélicas que conhecemos hoje.
Quanto aos princípios doutrinários, sabemos que cada igreja têm definidos os seus próprios princípios e doutrinas ( e todas dizem ser eles fundamentados na bíblia ). Analisando sob esta ótica, a IASD também não difere das outras igrejas, pois têm um corpo doutrinário estabelecido e fundamentado na Bíblia. Por mais que as outras igrejas tenham algo em comum ( como por exemplo a guarda do domingo e crença na imortalidade da alma ), todas têm seus fundamentos doutrinários específicos, que caracterizam sua denominação religiosa.
No entanto, somos acusados de hereges porque seguimos todos os mandamentos de Deus ( ao contrário da maioria das denominações religiosas ).
Muitas igrejas promovem estudos bíblicos com o fim específico de acusar outras igrejas, entre elas a IASD; e muitas pessoas são levadas a crer em tudo que lhe é exposto, por serem impedidas, pela própria igreja que profere o estudo bíblico, de fazerem estudos bíblicos com os adventistas e de “conferirem” se todos os comentários e “evidências históricas” apresentados acerca da IASD são verídicos ou não.
É muito fácil acusar qualquer igreja de ser uma seita herética sem ter em mãos as devidas provas. Deste modo, qualquer escritor ou pastor cristão erudito e com boa capacidade de persuasão e eloquência pode facilmente levar pessoas ( principalmente novos convertidos e pessoas de pouca cultura ) a crerem em mentiras criadas com o fim de defender suas próprias doutrinas.
Muitos deles distorcem ou “forçam” a palavra de Deus a se ajustarem à suas doutrinas heréticas apresentando versículos isolados à novos convertidos. A maioria destes princípios fazem com que a Bíblia entre em contradição, pois em um versículo a bíblia diz uma coisa e em outro ela diz outra; e nós sabemos que a Palvra de Deus é perfeita e não entra em contradição.
A própria bíblia nos adverte que nos últimos dias haveriam falsas doutrinas e falsos profetas que enganariam a muitos utilizando até mesmo a própria bíblia para tal. O próprio satanás utilizou do recurso de basear-se em versículos bíblicos isolando-os de seu contexto para tentar enganar a Jesus, e Este, com seu profundo conhecimento nas escrituras, conseguiu combater o inimigo.

Conclusão:

Temos que ter cuidado para não acreditar em tudo que nos é apresentado. Devemos procurar sempre analisar uma doutrina com muito cuidado e profundidade, principalmente no que diz respeito à questões fundamentais como a Lei Moral de Deus ( os dez mandamentos ). Nunca podemos analisar somente o primeiro ponto de vista que nos é apresentado e devemos, com sinceridade e humildade, atentar para o que a palavra de Deus nos adverte:
Colossenses Capítulo 24 Digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas.8 Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;23 As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne.
Mateus Capítulo 7 15 Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. II Pedro Capítulo 3 16 como faz também em todas as suas epístolas, nelas falando acerca destas coisas, nas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição. 17 Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que pelo engano dos homens perversos sejais juntamente arrebatados, e descaiais da vossa firmeza;
Para se acusar uma igreja de ser uma seita herética é preciso provar. Nunca podemos afirmar nada a respeito de NENHUMA denominação sem conhecê-la. Devemos conferir se o que é pregado e ensinado dentro de uma igreja, acerca de outra, corresponde realmente ao que efetivamente esta “outra” pratica.
Para saber se uma igreja é apostatada ou não devemos, primeiramente, saber o que é ensinado por ela e, em seguida, investigar o que é feito por esta igreja.
A IASD está sempre à disposição para quaisquer esclarecimentos, tanto no que diz respeito à sua doutrina quanto à sua história e origem. E lembre-se: estes esclarecimentos estão abertos a qualquer pessoa, de qualquer denominação religiosa.
Que Deus nos abençoe,

fonte:/comunidadeadventista.com

O arrependimento é derivado de um ato mau e Deus conhece o fim desde o princípio, como explicar o fato de Deus haver Se arrependido? (Gn 6:6 e 7)

Arrependimento de Deus

Por Alberto R. Timm

A mesma palavra “arrependimento” (derivada do latim repoenitere) é usada nas traduções da Bíblia para designar tanto comportamentos humanos como atitudes divinas que são distintos em natureza, e que foram expressos por palavras diferentes nas línguas originais das Escrituras. O genuíno arrependimento humano para a salvação é descrito pelos termos hebraico shubh e gregos metanoeo (verbo) e metanoia (substantivo), que denotam uma mudança de mente, envolvendo tristeza, completo abandono do pecado e um sincero retorno a Deus.

Já o arrependimento divino é expresso através das palavras hebraica naham e grega metamelomai, que não sugerem qualquer mudança intrínseca na mente de Deus, “em quem não pode existir variação ou sombra de mudança” (Tg 1:17), mas apenas uma alteração em Sua atitude para as criaturas. Essa alteração é decorrente de uma mudança radical no comportamento humano, que acaba impedindo o recebimento por parte dos seres humanos de uma bênção divina que lhes fora prometida ou de um castigo divino que lhes deveria sobrevir.

O próprio Deus advertiu o Seu povo da condicionalidade de Suas bênçãos e de Seus castigos em Jeremias 18:7-10: “No momento em que Eu falar acerca de uma nação ou de um reino para o arrancar, derribar e destruir, se tal nação se converter da maldade contra a qual Eu falei, também Eu me arrependerei do mal que pensava em fazer-lhe. E, no momento em que um falar acerca de uma nação ou de um reino para o edificar e plantar, se ele fizer o que é mal perante Mim e não der ouvidos à Minha voz, então, Me arrependerei do bem que houvera dito lhe faria.”

Esse princípio é claramente ilustrado na experiência dos antediluvianos e dos ninivitas. Em Gênesis 6:6 e 7 é dito que Deus “Se arrependeu” de ter criado a raça humana, não porque Ele houvesse mudado, mas porque os antediluvianos se haviam degenerado a tal ponto que a única solução para eles seria a sua destruição (ver Gn 6:5). Por semelhante modo, Jonas 3:10 diz que “Deus Se arrependeu do mal que tinha dito” trazer aos ninivitas, não porque Ele houvesse mudado, mas porque estes se converteram completamente de seus maus caminhos (ver Jn 3:5-9).

Por outro lado, quando a Bíblia diz que Deus não é homem para que Se arrependa (ver Nm 23:19; I Sm 15:29; Sl 110:4; Hb 6:17), ela está descartando a possibilidade de haver qualquer mudança intrínseca na pessoa de Deus, que O levasse a ser injusto e desleal em Seu relacionamento com os seres humanos (ver Dt 7:9 e 10). Em outras palavras, Deus é fiel e justo, e jamais deixará de recompensar as boas ações e de punir os maus atos, bem como de reconhecer todas as possíveis mudanças no comportamento humano.

Acupuntura

O que a Igreja Adventista pensa sobre acupuntura? – P.

Prezado P., o Dr. Silas de Araújo Gomes realizou ampla pesquisa sobre as ditas medicinas alternativas e publicou o resultado disso em forma resumida no livro Medicina Alternativa – A Armadilha Dourada (recomendo, é da CPB – http://www.cpb.com.br). Algum tempo atrás, conheci uma médica em Florianópolis, pós-graduada em acupuntura. Ela era budista e cursou medicina em Taubaté. Depois de convertida ao adventismo, ela voltou a pesquisar os livros de acupuntura e chegou às mesmas conclusões do Dr. Silas:

“Terapeutas chineses e ocidentais têm buscado com todo empenho enquadrar a acupuntura dentro das ciências clássicas da sáude. Tem-se enfatizado os surpreendentes resultados da acupuntura no tratamento da dor, mesmo durante cirurgias abdominais e torácicas, quando o paciente é operado sem o uso de qualquer anestésico exceto a aplicação de algumas poucas agulhas em partes distantes do seu corpo. Não é minha intenção discutir a aparente eficácia do método. Não sou céptico quanto ao efeito analgésico da acupuntura, isto tem sido relatado e experimentado por muitos. O que não posso aceitar é que tal efeito seja resultado da simples aplicação de agulhas em pontos imaginários de anatomia sutil de meridianos que não existem!

“Como explicação, também fala-se muito de um provável efeito placebo (auto-sugestionamento) e do estímulo da produção de endorfinas, o que talvez poderia ser verdade em casos menores. No entanto, realizar uma pneumectomia (retirada cirúrgica do pulmão) tendo como anestésico apenas a aplicação de uma agulha no antebraço do paciente, me parece demasiado espantoso para considerar como um simples efeito placebo. Antes, prefiro crer que tais fantásticos resultados são intencionalmente produzidos pelo poder sobrenatural daquele que desde o princípio busca desencaminhar a humanidade de Deus, mantendo-a envolta na indefinida neblina do engano.

“Tanto os terapeutas como os sofridos pacientes estão em busca de resultados e Satanás sabe como produzir esses resultados para iludi-los. Insisto em que não devemos nos encantar apenas com resultados sem levarmos em conta os fundamentos do método. É fácil observar que o misticismo envolve todos os fundamentos da acupuntura, a qual se relaciona com vários outros métodos diagnósticos ou terapêuticos de natureza igualmente mística. O conceito acupunturista da anatomia sutil da energia vital e dos meridianos não tem o menor fundamento fisiológico ou anatômico topográfico, recorrendo para sua explicação a um intrincado e obscuro emaranhado filosófico vitalista oriental. A acupuntura, portanto, é uma técnica terapêutica de natureza essencialmente mística e espiritual. Por tudo isto, chegamos à conclusão de que a prática da acupuntura não está de acordo com os princípios de medicina natural conforme apresentados na Bíblia e no Espírito de Profecia.”

fonte:/criacionismo.com.br

Versões divergentes?

(Matéria Exclusiva do blog criacionismo.com.br)

 

Li recentemente duas passagens da Bíblia Sagrada na Linguagem de Hoje e me deparei com o que eu acredito ser um equívoco dos tradutores. Os textos são Mateus 18:22 e João 2:1. Ambos os textos têm diferença com o que está na Bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida. Gostaria de sanar essa dúvida. – R.

1. Sobre Mateus 18:22: O texto da Almeida Revista e Atualizada traz: “Sententa vezes sete”, e o da Nova Tradução na Linguagem de Hoje traz: “Setenta e sete”. O texto grego está assim: hebdomekontákis, cuja tradução pode ser “setenta vezes sete” ou “setenta e sete”. Assim, tanto a versão de Almeida quanto a Linguagem de Hoje estão certas, pois há duas possibilidades de tradução.

2. Sobre João 2:1: Na versão de Almeida está: “três dias depois”. Na Linguagem de Hoje: “dois dias depois”. No grego está assim: “E no terceiro dia houve um casamento.” Como podem ambas estar certas? A de Almeida parece usar a contagem inclusiva (maneira de contagem comum aos judeus), ou seja, conta o dia em que começa a festa como fazendo parte dos dois dias anteriores. Assim, a festa teria ocorrido “três dias depois”, mas, na verdade, o terceiro dia ainda não tinha terminado (ver exemplo de contagem inclusiva em Ester 4:16 e 5:1 – onde a rainha manda que jejuem por ela por “três dias”, e ainda o terceiro dia de jejum não havia terminado quando ela se apresentou ao rei). A versão na Linguagem de Hoje, não usando a “contagem inclusiva”, mas contando o tempo como nós o fazemos, diz que a festa foi realizada “dois dias depois”, ou seja, dois dias completos haviam se passado desde que Jesus Se encontrara com Filipe e Natanael (ver Jo 1:43-51), e ao começar o terceiro dia (desde aquele encontro), teve início a festa de casamento.

As testemunhas de Jeová e a transfusão de sangue

(Exclusivo blog www.criacionismo.com.br)

 

Por que as testemunhas de Jeová não permitem a transfussão de sangue. Em que textos bíblicos elas se baseiam? – K.

A doutrina de que Deus veda e abomina uma medida eficacíssima de salvar vidas humanas, a transfusão de sangue humano, é relativamente nova na sistemática jeovista. Russell jamais pensou nela. Rutherford, idem. Mas logo após a morte do “juiz”, ocorrida em janeiro de 1942, já nos corredores da sede da Sociedade Torre de Vigia se cochichava alguma coisa a respeito da transfusão de sangue. Era ainda uma coisa vaga, que só três anos mais tarde assumiria definitivamente foros de doutrina a ser finalmente incorporada pela organização.

Sob a direção de Nathan Knorr, os “doutores da lei” do neorusselismo, a princípio timidamente, começaram a propalar a grande “descoberta”: a transfusão de sangue é proibida pela Bíblia. E sem levar em conta o fato indisputável de que a Bíblia nem toca neste assunto, totalmente desconhecido nos tempos bíblicos, a revista The Watchtower (A Torre de Vigia), em sua edição (em inglês) de 1° de julho de 1945, pela primeira vez anunciou, num artigo intitulado “A santidade do sangue”, que “a transfusão do sangue humano constitui violação do concerto de Jeová, ainda que esteja em jogo a vida do paciente”.

O pensamento jeovista sobre este assunto baseia-se unicamente numa interpretação errônea, livre, extra-contextual e inteiramente descabida das regras do sacerdócio levítico pertinentes ao sangue sacrifical dos animais. Citam livremente os versículos, sempre isolados do contexto, sempre separados do assunto a que se prendem.

Os textos mais usados são os seguintes:

Gênesis 9:4 – “Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.” Quem disse aos jeovistas que isso se refere à transfusão de sangue? Após o Dilúvio, não havendo ainda vegetação suficiente para alimento, Deus diz a Noé que, naquela contingência, podia usar alimentação cárnea, porém com o cuidado de tirar-lhe previamente o sangue. Não há aí nenhuma alusão, nem remota, ao sangue humano, e muito menos se refere a transfusões. O assunto é carne de animais. O assunto é alimentação por via oral. É comer, digerir, alimentar-se.

Levítico 3:17 – “Estatuto perpétuo será durante as vossas gerações, em todas as vossas moradas: gordura nenhuma nem sangue jamais comereis.” Primeiramente o adjetivo “perpétuo”, empregado no hebraico, é holam, e significa duração enquanto durar o fato a que se junta. As festas judaicas, luas-novas, páscoa, o sacerdócio arônico, etc., também eram “estatuto perpétuo”, mas não se celebram mais. Em segundo lugar, a proibição, no texto em tela, também se aplica ao consumo de gordura animal, e os jeovistas ainda não resolveram inventar um dogma sobre isso, para serem coerentes. Em terceiro lugar, o texto acima se refere a ofertas queimadas, e a parte dela que devia ser comida, com exceção da gordura e também do sangue. Essas razões serão explicadas mais adiante, mas o assunto ainda é alimentação via oral, e pertinente à carne, gordura e sangue de animais. Nada de humano. Nada de transfusão. Leia os versículos anteriores, com isenção de ânimo, e você terá o sentido exato. Para que distorcer?

Levítico 7:27 – “Toda Pessoa que comer algum sangue, será eliminada de seu povo.” Por que as testemunhas não apresentam o contexto? O versículo anterior dá claramente que é sangue de animais: “Não comereis sangue em qualquer das vossas habitações, quer de aves, quer de gado.” Não há a menor referência a sangue humano, e obrigar a significar transfusão é afirmar que minha avó é bonde elétrico! O assunto é alimentação por via bucal, refere-se a comer e digerir, e não a sangue transfundido.

Levítico 17:10, 11 e 14 – “Qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra ele Me voltarei e o eliminarei do seu povo.” “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.” “Porquanto a vida de toda carne é o seu sangue; por isso tenho dito aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será eliminado.” As testemunhas costumam disparar estes três versículos juntos, e com muita ênfase, para tentar provar a tese contra a transfusão sangüínea, mas com deliberada má fé, porque omitem o contexto. Porque pulam exatamente o versículo 13 que esclarece: “Qualquer homem que caçar animal ou ave que se come, derramará o seu sangue, e o cobrirá com pó.” Aí está o sentido correto. É simplesmente o que a Bíblia diz. A Bíblia em lugar algum se refere a comer sangue humano, e isso porque não havia canibalismo entre os israelitas. A lei de Deus tem um mandamento “Não matarás”, no qual incorre inclusive quem permite que outros morram quando pode salvar-lhes a vida, como no caso da transfusão de sangue. Deus abominava e abomina a antropofagia. “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu.” Gên. 9:6. Aqui se refere ao homicídio e não às transfusões. Deus proíbe sacrificar pessoas a Moloque (Lev. 20:1-5). Portanto, todos os sacrifícios abonados por Jeová eram de animais, e o sangue desses animais não devia ser ingerido como alimento.

Levítico 19:26 – “Não comereis coisa alguma com sangue.” A ordem é não comer carne com sangue. Carne de animal. Não há referência a transfusões.

Atos 15:20, 29; 21:25 – São três versículos do Novo Testamento, idênticos na enunciação “que se abstenham (…) da carne de animais sufocados e do sangue.” “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados (…).” “Quanto aos gentios que creram (…) que se abstenham das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne das animais sufocados (…).” Será que Tiago, na primeiro verso, estava aconselhando os cristãos a que se abstivessem de comer sangue humano? Se foi assim, então havia canibalismo ou antropofagia na igreja primitiva. A referência, nos três versos, é à carne animal, comida como alimento. Sempre evitar de ingerir o sangue.

Por aí se verifica que tudo resulta de falsa interpretação de textos que se relacionam com carne de animais. É verdade que Deus proíbe comer o sangue, bem como a gordura dos animais. Que razão havia para isso? Vamos dar a palavra a um cientista de renome e cristão, o Prof. Flamínio Fávero. Diz ele:

“1. Fundamentalmente [não se deve comer sangue] para inspirar ao homem o respeito pelo sangue. É prescrição, assim, de caráter moral. Pelo sangue se respeita a vida, de que o mesmo é símbolo e até sede… Quando se toma um animal morto violentamente, escorrendo sangue, tem-se a impressão de que a vida ainda lateja naquela carne quente, e que essa vida se extingue justamente quando se for a última gota de sangue. O corpo humano tem grande porção de sangue, cerca de 1/13 do seu peso, ou seja, cinco litros para um peso de 65 quilos. Quando aberto um vaso, há hemorragia, e a morte sobrevém desde que a metade desse líquido se perca. Pelo mecanismo chamado dessangramento processa-se uma anemia aguda, de graves conseqüências, que apenas uma injeção de outro sangue, de tipo adequado, pela transfusão, pode combater.

“O sangue é a vida… E é pela circulação desse líquido que se realizam todas as trocas vitalizadoras nos lugares mais distantes e escondidos da economia orgânica. Bem cabe ao sangue, pois, a sinonímia que a Bíblia lhe empresta, de vida. (…) Enquanto tiverem [os animais] sangue têm resquícios de vida. E a vida não nos pertence, não é nossa…

“2. Em paralelo com essa prescrição de caráter eminentemente moral, que apela para o respeito ao sangue, está outra de aspecto higiênico. (…) A quebra de preceito de higiene pode redundar em males gerais e individuais e, neste último caso, quando são capazes de atingir-nos, lembramo-nos de evitá-los. (…) O sangue não deve servir de alimento, porque é bastante indigesto, pelas albuminas bem resistentes dos seus glóbulos vermelhos e, ainda, pelo teor elevado de pigmento ferruginoso que os mesmos contêm. É desse pigmento, a hemoglobina, que deriva a cor vermelha especia1 que caracteriza o sangue dos mamíferos. E conforme a sua pobreza no mesmo, fala-se em maior ou menor grau de anemia, necessitando ser tratada por medicamentos contendo ferro ou que facilitem a sua fixação adequada.

“Como se não bastasse ser indigesto, o sangue se corrompe facilmente, putrefazendo-se. Basta sair dos vasos que o contém, para coagular-se, dividindo-se em uma parte sólida – o coalho – e outra líquida – o soro. E então, não tendo mais vida, os germes putrefativos invadem, transformando-o inteiramente, dando-lhe aspecto e cheiro repelentes. Compreende-se logo o que vai de perigoso no uso de alimento corrompido, cheio de toxinas venenosas, que causam grave dano à saúde e até a morte. Daí a sabedoria da Bíblia, mandando derramá-lo na terra, que o absorve. (…)” – Extraído do artigo “Não comereis o sangue de qualquer carne”, Fé e Vida, março de 1939, págs. 16 e 17 (itálicos acrescentados).

Falou a ciência autorizada. Uma coisa é alimentar-se, por via oral, do sangue de animais, que não deve passar pela química digestiva, tal o perigo que oferece à vida; e outra muito diferente é renovar a corrente circulatória, com o mesmo elemento que a compõe, depois da classificação técnica do tipo sangüíneo, repondo o sangue perdido, evitando a morte do paciente.

Quando ocorre uma transfusão, não se trata de comer sangue humano, nem de alimento, mas de reabastecimento circulatório, uma dádiva feita num espírito de misericórdia e caridade. As estatísticas da Cruz Vermelha, por exemplo, atestam que milhões e milhões de vidas preciosas foram salvas pela transfusão. Ao passo que, por outro lado, quantas vidas são ceifadas por falta de uma transfusão.

A Bíblia diz: “Não matarás.” Negar por vontade própria a transfusão salvadora, é matar, é transgredir a lei de Deus! E disse Jesus: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor de seus amigos.” João 15:13. E a vida é o sangue porque o sangue é a vida!

Quem quer que leia os Evangelhos, com espírito contrito, sem pensar nas extravagantes interpretações das “testemunhas de Jeová”, ficará impressionado com a atitude de Cristo em face do sofrimento alheio. Compadecia-Se dos doentes, curava-os, confortava-os onde os encontrasse. E nós, como servos Seus, como Suas testemunhas, devemos ter o mesmo espírito para com os doentes. Lemos em I João 3:16 que “devemos dar a vida pelos irmãos”.

As “testemunhas de Jeová” não mantêm nenhum hospital, nenhuma instituição de assistência social. Dizem que a missão deles é restaurar o nome de Jeová e não fazer caridade. Que a melhor caridade é fazer prosélitos. Mas quando está em jogo a vida humana, se depender de uma transfusão de sangue, não a aceitam nem a dão, e… que morra o paciente! Para eles a lei “Não matarás” foi abolida!

(Extraído do livro Radiografia do Jeovismo, de Arnaldo Christianini – CPB)

Como saber que lei vale e que lei foi abolida?

(Materia exclusiva do blog criacinismo.com.br) 

 

Estou com uma dúvida: em Levítico 19:27 fala que não era para cortar o cabelo nem aparar a barba, alguns dizem que essa lei foi abolida, mas em Levítico 11 fala sobre a alimentação e essa alimentação os adventistas ainda seguem, mas não seguem Levítico 19:27. Como vou saber o que foi abolido ou não? M.B.

Como se pode ver, a Bíblia contém diversos tipos de leis:

1. Lei Moral, ou Dez Mandamentos (Êxodo 20). Essas não podem ser abolidas, pois têm a ver com o nosso relacionamento com Deus e o próximo. Não matar, roubar, mentir, por exemplo, jamais poderão ser abolidos, pois se o fossem, haveria caos na sociedade.

2. Leis civis. Regiam a vida na sociedade hebraica (leis com respeito à guerra, escravidão, compra e venda de propriedades, delimitação de terras, casamento, divórcio, etc.). Elas se aplicavam à situação de Israel naqueles tempos, e não se aplicam às situações de hoje, salvo algum princípio extraído delas (por exemplo, não maltratar o escravo seria hoje aplicado a tratar com respeito os empregados e subalternos).

3. Leis cerimoniais. Tinham a ver com o culto e sacrifícios de animais, aves, oferecimento de frutos e farinha aos sacerdotes, etc. Todo o sistema sacrifical israelita acabou se cumprindo em Jesus, e essas leis perderam sua validade.

4. Leis de saúde (como as de Levítico 11). Tais leis visavam a saúde e o bem-estar dos israelitas. Essas leis não foram abolidas, pois o que fazia mal ao organismo de um israelita, faz igualmente mal ao organismo de alguém que vive hoje. Exemplos: não comer gordura (colesterol), não comer sangue (doenças transmitidas pelo sangue, como hepatite, aids, não comer a carne de determinados animais, etc.).

O texto em questão (Levítico 19:27) se enquadra na lei moral. É sabido que os pagãos cortavam a barba e o cabelo e os ofereciam aos deuses. Também certos tipos de cortes de cabelo identificavam o adorador de determinado deus pagão. Levítico 19:27 tem a ver com a questão da idolatria (1º e 2º mandamentos). Se hoje, algum culto pagão tiver os mesmos costumes, essa proibição ainda vale.

(Ozeas Caldas Moura, teólogo)