Acupuntura

O que a Igreja Adventista pensa sobre acupuntura? – P.

Prezado P., o Dr. Silas de Araújo Gomes realizou ampla pesquisa sobre as ditas medicinas alternativas e publicou o resultado disso em forma resumida no livro Medicina Alternativa – A Armadilha Dourada (recomendo, é da CPB – http://www.cpb.com.br). Algum tempo atrás, conheci uma médica em Florianópolis, pós-graduada em acupuntura. Ela era budista e cursou medicina em Taubaté. Depois de convertida ao adventismo, ela voltou a pesquisar os livros de acupuntura e chegou às mesmas conclusões do Dr. Silas:

“Terapeutas chineses e ocidentais têm buscado com todo empenho enquadrar a acupuntura dentro das ciências clássicas da sáude. Tem-se enfatizado os surpreendentes resultados da acupuntura no tratamento da dor, mesmo durante cirurgias abdominais e torácicas, quando o paciente é operado sem o uso de qualquer anestésico exceto a aplicação de algumas poucas agulhas em partes distantes do seu corpo. Não é minha intenção discutir a aparente eficácia do método. Não sou céptico quanto ao efeito analgésico da acupuntura, isto tem sido relatado e experimentado por muitos. O que não posso aceitar é que tal efeito seja resultado da simples aplicação de agulhas em pontos imaginários de anatomia sutil de meridianos que não existem!

“Como explicação, também fala-se muito de um provável efeito placebo (auto-sugestionamento) e do estímulo da produção de endorfinas, o que talvez poderia ser verdade em casos menores. No entanto, realizar uma pneumectomia (retirada cirúrgica do pulmão) tendo como anestésico apenas a aplicação de uma agulha no antebraço do paciente, me parece demasiado espantoso para considerar como um simples efeito placebo. Antes, prefiro crer que tais fantásticos resultados são intencionalmente produzidos pelo poder sobrenatural daquele que desde o princípio busca desencaminhar a humanidade de Deus, mantendo-a envolta na indefinida neblina do engano.

“Tanto os terapeutas como os sofridos pacientes estão em busca de resultados e Satanás sabe como produzir esses resultados para iludi-los. Insisto em que não devemos nos encantar apenas com resultados sem levarmos em conta os fundamentos do método. É fácil observar que o misticismo envolve todos os fundamentos da acupuntura, a qual se relaciona com vários outros métodos diagnósticos ou terapêuticos de natureza igualmente mística. O conceito acupunturista da anatomia sutil da energia vital e dos meridianos não tem o menor fundamento fisiológico ou anatômico topográfico, recorrendo para sua explicação a um intrincado e obscuro emaranhado filosófico vitalista oriental. A acupuntura, portanto, é uma técnica terapêutica de natureza essencialmente mística e espiritual. Por tudo isto, chegamos à conclusão de que a prática da acupuntura não está de acordo com os princípios de medicina natural conforme apresentados na Bíblia e no Espírito de Profecia.”

fonte:/criacionismo.com.br

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Perguntas e respostas: A parábola do rico e Lázaro

Gênesis fala que Deus pegou o barro e formou o homem e ele “se tornou alma vivente”; portanto, o homem é uma alma vivente, não possui uma alma. Acredito nisso. Mas tem outra passagem que fala sobre a “alma”: Lucas 16:19-31. Como explicar essa passagem? – P.

Prezado P., no ótimo livro Vida Para Sempre, da Casa Publicadora Brasileira (www.cpb.com.br), há a explicação para essa parábola que confunde muita gente que não tem uma visão geral sobre o que a Bíblia ensina a respeito da morte. Aconselho-o a ler todo o livro. Eis a resposta:

“É provável que nenhuma outra história contada por Jesus tenha sido mais calorosamente usada como doutrina acerca do estado dos mortos, como a do rico e Lázaro, registrada em Lucas 16:19-31. Os que pregam que já existe um inferno de fogo, se apegam firmemente a essa história como apoio de seus ensinos. Tomam-na literalmente, excluindo-lhe qualquer interpretação como uma parábola.

“Primeiro, analisemos a história, dando-lhe uma interpretação literal. A história diz que o piedoso mendigo ‘morreu e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão’. É o seio de Abraão literal a habitação de todos os salvos que morreram? Não teria que ser excessivamente grande para acomodar tanta gente? Abraão nasceu aproximadamente 2.000 anos depois da criação de Adão, de acordo com a cronologia da Bíblia. Muitas pessoas justas morreram antes de Abraão morrer. Existia seu seio literal, como habitação dos justos mortos, antes que ele mesmo existisse?

“O seio literal de Abraão, que contém os justos mortos, e o inferno de fogo, que contém os ímpios mortos, estão tão próximos um do outro que as pessoas no interior de um dos lugares ficam a uma distância que vêem, ouvem e falam com aqueles que se encontram no outro lugar? No inferno de fogo, os pecadores conversam amigavelmente com os santos, como o pecador rico da história fala com Abraão? É este patriarca ancião o governador e porta-voz dos justos mortos? Não podem eles ir ou vir sem a sua permissão? Os ímpios fazem orações a Abraão? É ele, e não Deus, a pessoa de quem eles esperam misericórdia?

“Os proponentes de uma interpretação literal dessa história assumem que, na morte, os ímpios vão imediatamente, em forma incorpórea, para o fogo do inferno, deixando seu corpo de carne se decompor aqui, numa sepultura. No entanto, a história não fala que a ‘alma’ do homem estava no fogo do inferno. Na verdade, as palavras ‘alma’ e ‘espírito’ não são usadas nessa narrativa. Porém, supondo que ele esteja existindo, em forma de espírito, no fogo do inferno, suplica ele por água literal? Os anjos têm que transportar literalmente os justos mortos de um lugar para outro? São os santos mortos confortados, enquanto ao alcance de suas vistas e ouvidos existe um lago de fogo, repleto de milhões de seres humanos literais desventurados que, em indescritível tormento, literalmente gritam e clamam eternamente por água literal e por misericórdia? Os ímpios no fogo do inferno intercedem por seus parentes que vivem agora na Terra? Essas são as implicações se a história for tomada literalmente.

“É muito evidente que o raciocínio baseado numa interpretação literal dessa história se torna ridículo e absurdo. Até mesmo os que insistem em tomá-la literalmente admitem que essa posição está cercada de dificuldades. E admitir que a Bíblia se contradiz é fatal para qualquer argumento que se fia nela para obter provas.

“Alfred Edersheim, um erudito hebreu cristão muito conhecido, de modo sábio salienta, ao comentar essa história, que: ‘Na interpretação dessa parábola será necessário ter em mente que seus detalhes parabólicos não devem ser explorados, nem devem ser derivadas deles doutrinas de qualquer tipo, tampouco o caráter do outro mundo, a questão da duração das punições futuras, ou o possível melhoramento moral dos que estão no Gehinnom [Geena]. Todas essas coisas são estranhas à parábola, cuja única intenção é servir como símbolo, ou exemplificação e ilustração do que se pretende ensinar’ (The Life and Times of Jesus the Messiah, v. 2, p. 277, 278).

“Alguns dirão: ‘A Bíblia não diz que esta é uma parábola!’ Tampouco Natã disse que estava relatando uma parábola quando contou a Davi a história do delito do homem rico de tomar a cordeirinha de seu vizinho pobre como refeição para um hóspede (2 Samuel 12:1-6). Lucas registra diversas outras histórias sobre as quais não nos é dito em outras palavras que são parábolas. O espírito imundo procurando sua casa, o administrador infiel, a grande ceia, e o filho pródigo são exemplos. Lucas 11:24-26; 16:1-12; 14:16-24; 15:11-32.

“Meu dicionário define parábola como segue: ‘Uma narrativa fictícia, geralmente breve e simples, que, sob o disfarce de fatos de ocorrência familiar ou comum, conduz a verdades morais ou espirituais.’ Numa parábola, a história em si, com seus vários detalhes, não é a coisa principal, e sim, unicamente o veículo que transporta a moral que o narrador deseja apresentar. E aqui está o perigo no uso das parábolas do Salvador. Algumas pessoas insistem em tomar as histórias em si mesmas, e até mesmo seus detalhes, literalmente como esse propósito.

“A colocação da história do rico e Lázaro revela que Jesus estava fazendo um discurso a um grupo de judeus, na linguagem mais simples, sobre servir ‘a Deus’ e ‘a Mamom’. Lucas 16:13-15 (Almeida Revista e Corrigida). Em Seu discurso, Ele estava combatendo um pecado notório de alguns fariseus – o amor ao dinheiro. ‘Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isto e O ridicularizavam.’ Verso 14. Evidentemente, detendo-Se por causa desse escárnio, Ele lhes disse: ‘Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece os vossos corações.’ Verso 15. Depois dessas observações, Ele relatou a parábola do rico e Lázaro.

“Pelo rico, que era tratado suntuosamente enquanto o seu vizinho padecia a mais terrível necessidade, Jesus descreveu figuradamente uma classe de fariseus que eram avarentos, serviam a Mamom e amavam o dinheiro. Em Mateus 23 e em outras passagens aprendemos que eles viviam da gordura da terra, exploravam seus pobres e necessitados compatriotas, amavam o elogio de homens mais do que os louvores de Deus, buscavam os primeiros assentos e as mais elevadas posições nos serviços das sinagogas, nos banquetes, e em outras funções públicas, e ao mesmo tempo tinham a maior pretensão de piedade. Enquanto isso, permaneciam insensivelmente indiferentes às necessidades e sofrimentos dos pobres à sua volta, figuradamente representados pelo piedoso mendigo.

“Na parábola, Abraão é representado como dizendo que um milagre de ressuscitar um homem morto para a vida seria uma evidência inútil para pessoas que não dão ouvidos aos claros ensinamentos das Sagradas Escrituras. ‘Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos.’ Lucas 16:31. Uma lição oportuna para os homens de hoje! Por meio da Palavra Escrita, freqüentemente o Salvador refutava os ensinos errôneos de Seus oponentes e ‘ninguém Lhe podia responder palavras, nem ousou alguém, a partir daquele dia, fazer-Lhe perguntas’ (Mateus 22:46). Porém, persistiram em exigir dEle um milagre (João 6:30).

“Para que eles ficassem sem desculpas, o Senhor concedeu-lhes evidência que até mesmo Abraão lhes teria negado. Lázaro, de Betânia, morreu, e depois de permanecer quatro dias na tumba, Jesus o ressuscitou dos mortos. Na presença de uma multidão de testemunhas, Ele chamou Lázaro para a vida, não do Céu nem do inferno, mas da tumba (João 11:38-44). Muitas pessoas creram em Jesus naquele dia, e ‘outros, porém, foram ter com os fariseus e lhes contaram dos feitos que Jesus realizara’ (verso 46). ‘Então, os principais sacerdotes e os fariseus convocaram o Sinédrio; e disseram: Que estamos fazendo, uma vez que este homem opera muitos sinais?… Desde aquele dia resolveram matá-Lo’ (versos 47-53). Tal era sua dureza de coração!

“Quando Jesus visitou Lázaro e suas irmãs em Betânia antes de Sua entrada triunfal em Jerusalém, ‘soube numerosa multidão dos judeus que Jesus estava ali, e lá foram não só por causa dEle, mas também para ver a Lázaro, a quem Ele ressuscitara dentre os mortos. Mas os principais sacerdotes resolveram matar também a Lázaro; porque muitos dos judeus por causa dele voltavam crendo em Jesus’ (João 12:9-11).

“Com que exatidão a moral da história do rico e Lázaro se consumou na experiência dos incrédulos judeus!”

fonte:/ criacionismo.com.br

Duas histórias da Criação?

Alguém me disse que há duas versões da Criação em Gênesis.

A primeira versão estaria em Gênesis 1:1-2:3.

O homem foi criado depois dos outros animais (Gn 1:25-27);

o homem e a mulher foram criados simultaneamente (Gn 1:27).

A segunda versão estaria em Gênesis 2:4-25.

O homem aparece antes dos outros animais (Gn 2:18-19);

o homem foi criado primeiro, então os animais, e só depois a mulher, da costela do homem (Gn 2:18-22).

É assim mesmo? – Anounymous.

Os dois relatos não se contradizem, mas se complementam, explicam e lançam luz um sobre o outro.

Primeira história (Gn 1:1-2:3) – O homem foi criado depois dos outros animais (Gn 1:25-27): correto.

O homem e a mulher foram criados simultaneamente (Gn 1:27): errado. O verso apenas diz que Deus criou o homem e a mulher à Sua imagem, sem especificar o momento da criação do casal.

Segunda história (Gn 2:4-25) – O homem aparece antes dos outros animais (Gn 2:18-19): errado. Esses versos apenas dizem que Deus trouxe os animais para que o homem lhes desse nomes.

O homem foi criado primeiro, então os animais, e só depois a mulher, da costela do homem. Gn 2:18-22.

O texto não diz que o homem foi criado primeiro. Apenas que (a) Deus criou uma auxiliadora para o homem (verso 18), (b) os animais foram levados à presença de Adão para que este lhes desse nomes (versos 19 e 20), (c) que a mulher foi formada de uma costela de Adão (versos 21 e 22). Esses fatos são apresentados, mas não necessariamente em ordem cronológica (maneira típica de um escritor hebreu, que diz algo e mais tarde retoma o assunto para explicá-lo melhor).

fonte:criacionismo.com.br

Versões divergentes?

(Matéria Exclusiva do blog criacionismo.com.br)

 

Li recentemente duas passagens da Bíblia Sagrada na Linguagem de Hoje e me deparei com o que eu acredito ser um equívoco dos tradutores. Os textos são Mateus 18:22 e João 2:1. Ambos os textos têm diferença com o que está na Bíblia traduzida por João Ferreira de Almeida. Gostaria de sanar essa dúvida. – R.

1. Sobre Mateus 18:22: O texto da Almeida Revista e Atualizada traz: “Sententa vezes sete”, e o da Nova Tradução na Linguagem de Hoje traz: “Setenta e sete”. O texto grego está assim: hebdomekontákis, cuja tradução pode ser “setenta vezes sete” ou “setenta e sete”. Assim, tanto a versão de Almeida quanto a Linguagem de Hoje estão certas, pois há duas possibilidades de tradução.

2. Sobre João 2:1: Na versão de Almeida está: “três dias depois”. Na Linguagem de Hoje: “dois dias depois”. No grego está assim: “E no terceiro dia houve um casamento.” Como podem ambas estar certas? A de Almeida parece usar a contagem inclusiva (maneira de contagem comum aos judeus), ou seja, conta o dia em que começa a festa como fazendo parte dos dois dias anteriores. Assim, a festa teria ocorrido “três dias depois”, mas, na verdade, o terceiro dia ainda não tinha terminado (ver exemplo de contagem inclusiva em Ester 4:16 e 5:1 – onde a rainha manda que jejuem por ela por “três dias”, e ainda o terceiro dia de jejum não havia terminado quando ela se apresentou ao rei). A versão na Linguagem de Hoje, não usando a “contagem inclusiva”, mas contando o tempo como nós o fazemos, diz que a festa foi realizada “dois dias depois”, ou seja, dois dias completos haviam se passado desde que Jesus Se encontrara com Filipe e Natanael (ver Jo 1:43-51), e ao começar o terceiro dia (desde aquele encontro), teve início a festa de casamento.

As testemunhas de Jeová e a transfusão de sangue

(Exclusivo blog www.criacionismo.com.br)

 

Por que as testemunhas de Jeová não permitem a transfussão de sangue. Em que textos bíblicos elas se baseiam? – K.

A doutrina de que Deus veda e abomina uma medida eficacíssima de salvar vidas humanas, a transfusão de sangue humano, é relativamente nova na sistemática jeovista. Russell jamais pensou nela. Rutherford, idem. Mas logo após a morte do “juiz”, ocorrida em janeiro de 1942, já nos corredores da sede da Sociedade Torre de Vigia se cochichava alguma coisa a respeito da transfusão de sangue. Era ainda uma coisa vaga, que só três anos mais tarde assumiria definitivamente foros de doutrina a ser finalmente incorporada pela organização.

Sob a direção de Nathan Knorr, os “doutores da lei” do neorusselismo, a princípio timidamente, começaram a propalar a grande “descoberta”: a transfusão de sangue é proibida pela Bíblia. E sem levar em conta o fato indisputável de que a Bíblia nem toca neste assunto, totalmente desconhecido nos tempos bíblicos, a revista The Watchtower (A Torre de Vigia), em sua edição (em inglês) de 1° de julho de 1945, pela primeira vez anunciou, num artigo intitulado “A santidade do sangue”, que “a transfusão do sangue humano constitui violação do concerto de Jeová, ainda que esteja em jogo a vida do paciente”.

O pensamento jeovista sobre este assunto baseia-se unicamente numa interpretação errônea, livre, extra-contextual e inteiramente descabida das regras do sacerdócio levítico pertinentes ao sangue sacrifical dos animais. Citam livremente os versículos, sempre isolados do contexto, sempre separados do assunto a que se prendem.

Os textos mais usados são os seguintes:

Gênesis 9:4 – “Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.” Quem disse aos jeovistas que isso se refere à transfusão de sangue? Após o Dilúvio, não havendo ainda vegetação suficiente para alimento, Deus diz a Noé que, naquela contingência, podia usar alimentação cárnea, porém com o cuidado de tirar-lhe previamente o sangue. Não há aí nenhuma alusão, nem remota, ao sangue humano, e muito menos se refere a transfusões. O assunto é carne de animais. O assunto é alimentação por via oral. É comer, digerir, alimentar-se.

Levítico 3:17 – “Estatuto perpétuo será durante as vossas gerações, em todas as vossas moradas: gordura nenhuma nem sangue jamais comereis.” Primeiramente o adjetivo “perpétuo”, empregado no hebraico, é holam, e significa duração enquanto durar o fato a que se junta. As festas judaicas, luas-novas, páscoa, o sacerdócio arônico, etc., também eram “estatuto perpétuo”, mas não se celebram mais. Em segundo lugar, a proibição, no texto em tela, também se aplica ao consumo de gordura animal, e os jeovistas ainda não resolveram inventar um dogma sobre isso, para serem coerentes. Em terceiro lugar, o texto acima se refere a ofertas queimadas, e a parte dela que devia ser comida, com exceção da gordura e também do sangue. Essas razões serão explicadas mais adiante, mas o assunto ainda é alimentação via oral, e pertinente à carne, gordura e sangue de animais. Nada de humano. Nada de transfusão. Leia os versículos anteriores, com isenção de ânimo, e você terá o sentido exato. Para que distorcer?

Levítico 7:27 – “Toda Pessoa que comer algum sangue, será eliminada de seu povo.” Por que as testemunhas não apresentam o contexto? O versículo anterior dá claramente que é sangue de animais: “Não comereis sangue em qualquer das vossas habitações, quer de aves, quer de gado.” Não há a menor referência a sangue humano, e obrigar a significar transfusão é afirmar que minha avó é bonde elétrico! O assunto é alimentação por via bucal, refere-se a comer e digerir, e não a sangue transfundido.

Levítico 17:10, 11 e 14 – “Qualquer homem da casa de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que comer algum sangue, contra ele Me voltarei e o eliminarei do seu povo.” “Porque a vida da carne está no sangue. Eu vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas: porquanto é o sangue que fará expiação em virtude da vida.” “Porquanto a vida de toda carne é o seu sangue; por isso tenho dito aos filhos de Israel: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a vida de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será eliminado.” As testemunhas costumam disparar estes três versículos juntos, e com muita ênfase, para tentar provar a tese contra a transfusão sangüínea, mas com deliberada má fé, porque omitem o contexto. Porque pulam exatamente o versículo 13 que esclarece: “Qualquer homem que caçar animal ou ave que se come, derramará o seu sangue, e o cobrirá com pó.” Aí está o sentido correto. É simplesmente o que a Bíblia diz. A Bíblia em lugar algum se refere a comer sangue humano, e isso porque não havia canibalismo entre os israelitas. A lei de Deus tem um mandamento “Não matarás”, no qual incorre inclusive quem permite que outros morram quando pode salvar-lhes a vida, como no caso da transfusão de sangue. Deus abominava e abomina a antropofagia. “Se alguém derramar o sangue do homem, pelo homem se derramará o seu.” Gên. 9:6. Aqui se refere ao homicídio e não às transfusões. Deus proíbe sacrificar pessoas a Moloque (Lev. 20:1-5). Portanto, todos os sacrifícios abonados por Jeová eram de animais, e o sangue desses animais não devia ser ingerido como alimento.

Levítico 19:26 – “Não comereis coisa alguma com sangue.” A ordem é não comer carne com sangue. Carne de animal. Não há referência a transfusões.

Atos 15:20, 29; 21:25 – São três versículos do Novo Testamento, idênticos na enunciação “que se abstenham (…) da carne de animais sufocados e do sangue.” “Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, bem como do sangue, da carne de animais sufocados (…).” “Quanto aos gentios que creram (…) que se abstenham das coisas sacrificadas aos ídolos, do sangue, da carne das animais sufocados (…).” Será que Tiago, na primeiro verso, estava aconselhando os cristãos a que se abstivessem de comer sangue humano? Se foi assim, então havia canibalismo ou antropofagia na igreja primitiva. A referência, nos três versos, é à carne animal, comida como alimento. Sempre evitar de ingerir o sangue.

Por aí se verifica que tudo resulta de falsa interpretação de textos que se relacionam com carne de animais. É verdade que Deus proíbe comer o sangue, bem como a gordura dos animais. Que razão havia para isso? Vamos dar a palavra a um cientista de renome e cristão, o Prof. Flamínio Fávero. Diz ele:

“1. Fundamentalmente [não se deve comer sangue] para inspirar ao homem o respeito pelo sangue. É prescrição, assim, de caráter moral. Pelo sangue se respeita a vida, de que o mesmo é símbolo e até sede… Quando se toma um animal morto violentamente, escorrendo sangue, tem-se a impressão de que a vida ainda lateja naquela carne quente, e que essa vida se extingue justamente quando se for a última gota de sangue. O corpo humano tem grande porção de sangue, cerca de 1/13 do seu peso, ou seja, cinco litros para um peso de 65 quilos. Quando aberto um vaso, há hemorragia, e a morte sobrevém desde que a metade desse líquido se perca. Pelo mecanismo chamado dessangramento processa-se uma anemia aguda, de graves conseqüências, que apenas uma injeção de outro sangue, de tipo adequado, pela transfusão, pode combater.

“O sangue é a vida… E é pela circulação desse líquido que se realizam todas as trocas vitalizadoras nos lugares mais distantes e escondidos da economia orgânica. Bem cabe ao sangue, pois, a sinonímia que a Bíblia lhe empresta, de vida. (…) Enquanto tiverem [os animais] sangue têm resquícios de vida. E a vida não nos pertence, não é nossa…

“2. Em paralelo com essa prescrição de caráter eminentemente moral, que apela para o respeito ao sangue, está outra de aspecto higiênico. (…) A quebra de preceito de higiene pode redundar em males gerais e individuais e, neste último caso, quando são capazes de atingir-nos, lembramo-nos de evitá-los. (…) O sangue não deve servir de alimento, porque é bastante indigesto, pelas albuminas bem resistentes dos seus glóbulos vermelhos e, ainda, pelo teor elevado de pigmento ferruginoso que os mesmos contêm. É desse pigmento, a hemoglobina, que deriva a cor vermelha especia1 que caracteriza o sangue dos mamíferos. E conforme a sua pobreza no mesmo, fala-se em maior ou menor grau de anemia, necessitando ser tratada por medicamentos contendo ferro ou que facilitem a sua fixação adequada.

“Como se não bastasse ser indigesto, o sangue se corrompe facilmente, putrefazendo-se. Basta sair dos vasos que o contém, para coagular-se, dividindo-se em uma parte sólida – o coalho – e outra líquida – o soro. E então, não tendo mais vida, os germes putrefativos invadem, transformando-o inteiramente, dando-lhe aspecto e cheiro repelentes. Compreende-se logo o que vai de perigoso no uso de alimento corrompido, cheio de toxinas venenosas, que causam grave dano à saúde e até a morte. Daí a sabedoria da Bíblia, mandando derramá-lo na terra, que o absorve. (…)” – Extraído do artigo “Não comereis o sangue de qualquer carne”, Fé e Vida, março de 1939, págs. 16 e 17 (itálicos acrescentados).

Falou a ciência autorizada. Uma coisa é alimentar-se, por via oral, do sangue de animais, que não deve passar pela química digestiva, tal o perigo que oferece à vida; e outra muito diferente é renovar a corrente circulatória, com o mesmo elemento que a compõe, depois da classificação técnica do tipo sangüíneo, repondo o sangue perdido, evitando a morte do paciente.

Quando ocorre uma transfusão, não se trata de comer sangue humano, nem de alimento, mas de reabastecimento circulatório, uma dádiva feita num espírito de misericórdia e caridade. As estatísticas da Cruz Vermelha, por exemplo, atestam que milhões e milhões de vidas preciosas foram salvas pela transfusão. Ao passo que, por outro lado, quantas vidas são ceifadas por falta de uma transfusão.

A Bíblia diz: “Não matarás.” Negar por vontade própria a transfusão salvadora, é matar, é transgredir a lei de Deus! E disse Jesus: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor de seus amigos.” João 15:13. E a vida é o sangue porque o sangue é a vida!

Quem quer que leia os Evangelhos, com espírito contrito, sem pensar nas extravagantes interpretações das “testemunhas de Jeová”, ficará impressionado com a atitude de Cristo em face do sofrimento alheio. Compadecia-Se dos doentes, curava-os, confortava-os onde os encontrasse. E nós, como servos Seus, como Suas testemunhas, devemos ter o mesmo espírito para com os doentes. Lemos em I João 3:16 que “devemos dar a vida pelos irmãos”.

As “testemunhas de Jeová” não mantêm nenhum hospital, nenhuma instituição de assistência social. Dizem que a missão deles é restaurar o nome de Jeová e não fazer caridade. Que a melhor caridade é fazer prosélitos. Mas quando está em jogo a vida humana, se depender de uma transfusão de sangue, não a aceitam nem a dão, e… que morra o paciente! Para eles a lei “Não matarás” foi abolida!

(Extraído do livro Radiografia do Jeovismo, de Arnaldo Christianini – CPB)

Como saber que lei vale e que lei foi abolida?

(Materia exclusiva do blog criacinismo.com.br) 

 

Estou com uma dúvida: em Levítico 19:27 fala que não era para cortar o cabelo nem aparar a barba, alguns dizem que essa lei foi abolida, mas em Levítico 11 fala sobre a alimentação e essa alimentação os adventistas ainda seguem, mas não seguem Levítico 19:27. Como vou saber o que foi abolido ou não? M.B.

Como se pode ver, a Bíblia contém diversos tipos de leis:

1. Lei Moral, ou Dez Mandamentos (Êxodo 20). Essas não podem ser abolidas, pois têm a ver com o nosso relacionamento com Deus e o próximo. Não matar, roubar, mentir, por exemplo, jamais poderão ser abolidos, pois se o fossem, haveria caos na sociedade.

2. Leis civis. Regiam a vida na sociedade hebraica (leis com respeito à guerra, escravidão, compra e venda de propriedades, delimitação de terras, casamento, divórcio, etc.). Elas se aplicavam à situação de Israel naqueles tempos, e não se aplicam às situações de hoje, salvo algum princípio extraído delas (por exemplo, não maltratar o escravo seria hoje aplicado a tratar com respeito os empregados e subalternos).

3. Leis cerimoniais. Tinham a ver com o culto e sacrifícios de animais, aves, oferecimento de frutos e farinha aos sacerdotes, etc. Todo o sistema sacrifical israelita acabou se cumprindo em Jesus, e essas leis perderam sua validade.

4. Leis de saúde (como as de Levítico 11). Tais leis visavam a saúde e o bem-estar dos israelitas. Essas leis não foram abolidas, pois o que fazia mal ao organismo de um israelita, faz igualmente mal ao organismo de alguém que vive hoje. Exemplos: não comer gordura (colesterol), não comer sangue (doenças transmitidas pelo sangue, como hepatite, aids, não comer a carne de determinados animais, etc.).

O texto em questão (Levítico 19:27) se enquadra na lei moral. É sabido que os pagãos cortavam a barba e o cabelo e os ofereciam aos deuses. Também certos tipos de cortes de cabelo identificavam o adorador de determinado deus pagão. Levítico 19:27 tem a ver com a questão da idolatria (1º e 2º mandamentos). Se hoje, algum culto pagão tiver os mesmos costumes, essa proibição ainda vale.

(Ozeas Caldas Moura, teólogo)