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O Rico e Lázaro

Para complementar o vídeo abaixo, extraído do programa “Na Mira da Verdade”, que vai ao ar na TV Novo Tempo (Canal 14 da Sky, 214 da Oi TV, 184 da Claro TV), todas as segundas e quartas, às 21 horas, transcrevo também a postagem original do blog Gilson Medeiros.

A Rede Record tem se especializado em fazer novelas e filmes sobre histórias da Bíblia. Isso é bom ou ruim? Depende…

Aqueles que conhecem, de verdade, a Bíblia, sabem distinguir o que é pura ficção (às vezes, frontalmente oposta as Escrituras) e realidade bíblica. Quem se limita apenas a conhecer a história através do que é mostrado na TV, está “engolindo” muita heresia… [NOTA #EP: destaco positivamente os efeitos especiais, figurino e cenários].

Para as próximas semanas, a emissora está anunciando uma dramaturgia com o tema do RICO E LÁZARO. Ainda não dá para saber se estará baseado na parábola de mesmo nome nos Evangelhos… Em todo caso, é aguardar para ver.

Como alguns leitores do Blog solicitaram uma explicação sobre a passagem encontrada em Lucas 16:19-31, conhecida como a “Parábola do Rico e Lázaro”, estou atualizando aqui um texto disponibilizado há algum tempo.

Como entender a parábola explanada por Jesus:

Esta parábola nada diz das almas imortais que “saem” do corpo depois da morte, como alguns espiritualistas creem (tanto espíritas, quanto católicos, quanto evangélicos). Além do mais, um princípio fundamental de interpretação bíblica determina que não se pode basear doutrinas sobre parábolas ou alegorias, pois tais históricas são meramente ilustrativas.

Eis aqui algumas razões que impedem tomar os personagens desta parábola de forma literal:

  1. Se esta parábola for tomada em forma literal, as Sagradas Escrituras estariam se contradizendo quanto à inconsciência dos mortos até o dia em que ressuscitam (cf. Eclesiastes 9:5, 6 e 10; João 11:11-14; 5:28-29). Vê-se que o ensino bíblico é de que os mortos não estão no Céu, nem no purgatório, nem no inferno (Atos 2:29 e 34; Jó 3:11-19; 17:13). De modo geral, os cristãos creem que o Espírito Santo não pode contradizer-se (2 Timóteo 3:15-17; 2 Pedro 1:21), portanto, não podemos considerar a parábola como sendo a expressão literal do tema da morte.
  1. Se esta parábola for tomada literalmente também devemos aceitar que o Céu e o inferno estão tão próximos que os salvos e os condenados podem ver-se e ouvir-se. Este seria o maior castigo que poderiam receber todos quantos se salvem, pois estariam vendo e ouvindo seus entes queridos que se perderam em sofrimento. Que absurdo! E tanta gente acredita nesta falácia! A Bíblia declara abertamente que os maus serão totalmente destruídos (Salmo 37:9 e 20).
  1. Se esta parábola for interpretada literalmente, contradiz-se a crença popular de que a alma abandona o corpo no momento da morte, pois na parábola é dito que Lázaro e o rico estão presentes no “pós-morte” com seus próprios corpos físicos, pois se mencionam o “dedo” de um e a “língua” do outro.

Todos sabemos que o corpo permanece na tumba e se desintegra totalmente. Além disso, a sede que sente o rico é própria do corpo, e, afinal de contas, de que serviria um “dedo” molhado “em água” para aliviar os rigores extremos de um fogo verdadeiro? Vê-se que toda a história é recheada de simbologias, alegorias e analogias.

Conclusão:

Poderíamos explorar muito mais os detalhes da parábola, mas pelas razões acima já é possível concluir-se que o relato não é literal, e faz parte de uma série de cinco parábolas que Jesus pronunciou (Lucas 15 e 16) para destacar verdades básicas.

Jesus baseou esta parábola numa crença comum entre os judeus, mas contrária às Escrituras, e que havia sido trazida da cultura de Babilônia, Egito e nações circunvizinhas.

Nosso Senhor tomou muito das coisas conhecidas por Seus ouvintes para apresentar Suas parábolas; uma maneira fácil de chegar ao coração, mas não necessariamente uma aceitação incondicional do material, e sim um argumento que servia de meio para destacar um ensino.

Por outro lado, os judeus colocavam Abraão acima de Jesus: “Nosso pai é Abraão … És maior do que o nosso pai Abraão… ?” (João 8:39 e 53; Mateus 3:9). E Jesus põe na boca de Abraão as palavras que este haveria de ter dito em pessoa: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (São Lucas 16:29-31).

É comum a Bíblia personificar seres inanimados. Por exemplo: as árvores se reúnem para nomear um rei (Juízes 9:8-15); “O cardo … mandou dizer ao cedro … Dá tua filha por mulher a meu filho” (2 Reis 14:9); “Porque a pedra clamará da parede, e a trave lhe responderá do madeiramento” (Habacuque 2:11); “Se eles se calarem, as próprias pedras clamarão” (Lucas 10:40; Mateus 3:9; ver Jó 12:7 e 8).

Também devemos tomar estas declarações de forma literal? É óbvio que não!

O objetivo de Jesus não era que os elementos fossem considerados de forma literal, com relação à vida após a morte, mas sim os dois princípios gerais que se destacam nesta parábola:

  1. Que a recompensa se baseará na conduta adotada enquanto se vive;
  2. E que o importante é obedecer à Palavra divina, e não confiar em nossa raça ou origem, nem mesmo sendo carnalmente “filhos de Abraão”.

Adaptado de: “Tira Dúvidas”, Voz da Profecia.

NOTA #EP: E, depois dessa novela “O Rico e Lázaro”, já está programada outra. O tema? Apocalipse…

fonte://ensaioprofetico

O mistério do pecado

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Oculto na coluna de nuvens, Cristo deu direções acerca desse amor. Estabeleceu distinta e claramente os princípios do Céu como regras que Seu povo escolhido devia observar em seu trato uns com os outros. Esses princípios viveu Cristo em Sua vida na humanidade. Apresentou em Seus ensinos os motivos que devem governar a vida de Seus seguidores.

Os que partilham do amor de Deus mediante a recepção da verdade, darão testemunho disso fazendo diligentes e abnegados esforços para levar a outros a mensagem do amor de Deus. Tornam-se assim colaboradores de Cristo. O amor a Deus e uns aos outros, une-os com Cristo por cadeias de ouro. Sua vida está ligada com a dEle em santa e elevada união. … Esta união faz com que fluam continuamente abundantes correntes do amor de Cristo aos corações, daí fluindo em amor aos outros.

As qualidades essenciais a todos a fim de conhecerem a Deus, são as que assinalam a inteireza do caráter de Cristo — Seu amor, Sua paciência, abnegação. Esses atributos são cultivados pela prática de atos de bondade com benigno coração.

Ellen G. White, Para Conhecê-lo.

fonte:// Blog Sétimo Dia

SONOPLASTIA ORIENTAÇÕES E DIRETRIZES PARA UM EXCELENTE TRABALHO Valdely Freitas. – ppt carregar

OFICIAIS E ORGANIZAÇÃO DA IGREJA LOCAL Os diretores de Música devem trabalhar lado a lado com o pastor ou com os anciãos a fim de que as músicas selecionadas estejam relacionadas com o tema do sermão. O diretor de Música não trabalhará de forma independente, deverá aconselhar-se com eles. Os Músicos devem ser membros da igreja, da Escola Sabatina ou da Sociedade dos Jovens. Manual da igreja p. 97 Edição revisada na Assembleia da Associação Geral de 2010.

Fonte: SONOPLASTIA ORIENTAÇÕES E DIRETRIZES PARA UM EXCELENTE TRABALHO Valdely Freitas. – ppt carregar

Na Mira da Verdade 27/06/2016

A SAÍDA DA INGLATERRA DA UNIÃO EUROPEIA, TEM A VER COM A PROFECIA DE DANIEL 2?

A RESSURREIÇÃO DE JESUS ABOLIU O QUARTO MANDAMENTO DE DEUS, QUE FALA SOBRE A GUARDA DO SÁBADO?

A EUTANÁSIA É PECADO?

OS CRISTÃOS PRIMITIVOS ACREDITAVAM EM REENCARNAÇÃO?

PORQUE É DITO QUE JESUS É O PRIMOGÊNITO DOS MORTOS?

QUAL A DIFERENÇA ENTRE ESPÍRITO E ALMA?

A TERRA FICARÁ VAZIA DURANTE O MILÊNIO?

O DÍZIMO BÍBLICO FOI ALTERADO?

JESUS FOI CONCEBIDO SEM NENHUM PECADO OU O SANGUE DE

MARIA QUE NÃO TINHA O PECADO ORIGINAL?

OS HOMENS DE GÊNESIS 18 E 19 ERAM ANJOS OU A TRINDADE?

DEVEMOS BATIZAR AS CRIANÇAS?

fonte:/Na Mira da Verdade.

CNN destaca princípios da Igreja Adventista

CNN é um dos principais meios de comunicação do mundo.

Brasília, DF… [ASN] Os princípios da Igreja Adventista do Sétimo Dia foram destaque em uma das principais redes de comunicação do mundo, a norte-americana Cable News Network (CNN). A reportagem foi produzida porque nesta terça-feira, 27, institutos de pesquisa dos Estados Unidos apresentaram dados que mostraram uma virada nas intenções de voto dos norte-americanos às primárias eleitorais republicanas. Antes o cenário vinha sendo dominado pelo candidato Donald Trump. Agora, com quatro pontos percentuais à frente, aparece o médico adventista Ben Carson, com 26% de intenções contra 22% de Donald Trump, segundo colocado.

Com estes resultados, a mídia norte-americana intensificou suas análises sobre a vida do neurocirurgião aposentado Ben Carson, com destaque para suas crenças religiosas. Dentre as inúmeras matérias que estão sendo feitas abordando esta temática, chamou a atenção nesta quarta-feira, 28, o artigo escrito por Daniel Burke, editor de religião da CNN. Em seu texto, intitulado No que os adventistas do sétimo dia como Ben Carson acreditam, o articulista detalhou algumas crenças adventistas, alegando que o próprio rival, Donald Trump, mencionou que não sabe nada sobre a fé vivida por Carson. Burke ainda afirma que muitos americanos também não sabem quase nada sobre a Igreja Adventista, que celebrou, em 2013, 150 anos de existência.

O artigo da CNN menciona que há um milhão de adventistas nos Estados Unidos, cerca de 18 milhões ao redor do mundo e oferece um “breve curso” sobre três crenças fundamentais da Igreja que são compartilhadas por outros protestantes e evangélicos. O texto comenta que (destaque em itálico para trechos traduzidos do original):

1) Os adventistas acreditam na Bíblia como a infalível palavra de Deus. Honram as Escrituras como um recurso inquestionável de sabedoria, inspiração e guia. A Igreja diz que “em Sua Palavra Deus deu ao homem o conhecimento necessário para a salvação”. Um aspecto interessante neste item foi a menção clara de que os adventistas acreditam na literalidade da Bíblia e, portanto, na literalidade de Gênesis 1, que destaca o criacionismo, ou seja, a ideia de que Deus criou o mundo em seis dias.

2) Os adventistas acreditam que Jesus veio para salvar os humanos dos seus pecados. Adventistas, como outros cristãos, também acreditam nos dois outros membros da Trindade: Deus, o Pai, e o Espírito Santo. A salvação vem através do arrependimento dos pecados e da fé em Jesus, mas a graça é finalmente garantida somente por Deus.

3) Os adventistas acreditam nos conselhos bíblicos contra o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Seguindo para a parte final do artigo, Daniel Burke cita outras quatro doutrinas que são exclusivas dos adventistas do sétimo dia:

1) Os adventistas guardam o sábado, o “sétimo dia”. Os adventistas consideram o sábado santo e guardam esse dia, como Deus fez, no sétimo dia da semana da criação, de acordo com a Bíblia. O autor ainda explica que os adventistas também consideram bons exemplos sobre esse assunto o fato dos judeus terem guardado esse dia no Velho e Novo Testamentos, e Jesus ter seguido este hábito no Novo Testamento.

2) Os adventistas não acreditam no inferno. Diferentemente de outros cristãos, os adventistas não acreditam no inferno como um lugar com lagos de fogo e tormento eterno. Isto porque a Igreja não encontra um local como este literalmente descrito na Bíblia, explica Douglas Morgan, professor de História da Igreja na Universidade Adventista de Washington. … Adventistas também argumentam que um Deus de amor não condenaria Seu povo – mesmo pecadores – a uma punição sem fim. Na visão da Igreja, quando as pessoas morrem, elas ficam como que dormindo no pó da terra até a segunda vinda de Jesus, quando Ele julgará os vivos e os mortos. Os bons irão para o céu e os maus serão aniquilados.

3) Eles acreditam que a segunda vinda de Jesus é iminente.

4) Os adventistas acreditam nas visões e profecias de Ellen White. Douglas Morgan, professor de História da Igreja na Universidade Adventista de Washington, diz que os adventistas acreditam na Bíblia como a autoridade final, e nos escritos de Ellen White como “uma luz menor que aponta para a luz maior” – ou seja, as Escrituras Sagradas.

Repercutindo estes artigos que estão sendo publicados na imprensa norte-americano, jornais brasileiros também estão abordando essa temática, analisando a fé do candidato republicano Ben Carson.

O blogueiro Guga Chacra, do Estadão, por exemplo, redigiu um texto com o título Qual o significado de Ben Carson ser líder nas primárias republicanas? em que destaca que os norte-americanos estão optando por um candidato “super conservador”. Ao analisar o perfil de Carson, Guga enfatizou os seguintes aspectos: ele é radicalmente contra o aborto, os direitos dos homossexuais e questiona a ciência em relação ao aquecimento global ser causado pelo homem e diz acreditar na teoria da criação (Adão e Eva). [Equipe ASN, Márcia Ebinger]

fonte:/adventistas.org

Preservando a memória

“Pouco se sabe no Brasil, nos meios adventistas, sobre a disseminação da mensagem entre nosso povo. Pouco ou quase nada um membro da igreja pode relatar sobre a época em que a tríplice mensagem [referência a Apocalipse 14:6-10] raiou no Brasil, através do porto de Itajaí, em Santa Catarina. A triste realidade é que a igreja não teve meios para conservar sua memória histórica…” (Ivan Schmidt, José Amador dos Reis – Pastor e Pioneiro, p. 9). Enquanto pensava no tipo de projeto final que eu deveria fazer para alcançar o grau de bacharel em Jornalismo, concluindo assim os quatro anos de faculdade na Universidade Federal de Santa Catarina, deparei-me com o texto citado acima. “E por que não?” – disse para mim mesmo – “Por que não fazer uma reportagem sobre o início da obra da Igreja Adventista do Sétimo Dia no Brasil?”

 

Naquele momento, escolhi meu projeto. Os seis meses seguintes foram dedicados à pesquisa sobre pessoas e fatos que fizeram história no meio adventista mas que, infelizmente, em boa parte foram esquecidos.

Nos primeiros dois capítulos deste livro, fiz uma breve introdução de como teve início a história da Igreja Adventista no mundo. Em seguida, procurei contextualizar a chegada da mensagem no processo da colonização alemã no Vale do Itajaí-Mirim – berço do adventismo no Brasil. Para isso, tive de gastar bom tempo em pesquisas sobre o assunto, principalmente no Museu Histórico do Vale do Itajaí-Mirim, em Brusque.

Como os fatos relatados (referentes à chegada do adventismo ao Brasil) ocorreram há mais de um século e, como já disse, poucos são os registros sobre eles, tive de contar principalmente com informações obtidas nas entrevistas com os parentes dos pioneiros – a maioria netos e bisnetos – e com os raros livros e artigos publicados em revistas denominacionais.

Passei horas agradáveis entrevistando pessoas e rememorando situações inspiradoras. Tive o prazer de caminhar por lugares históricos. Conheci a casa onde ficava o armazém de Davi Hort, local onde foi aberto o primeiro pacote de literatura adventista; o rio onde foram batizados os primeiros conversos; a primeira igreja adventista do sétimo dia no Brasil, no bucólico vale de Gaspar Alto; o púlpito de onde foram pregados os primeiros sermões no pequeno templo; a casa-dormitório dos estudantes da primeira Escola Missionária Adventista do Brasil e os cemitérios da Esperança (em Gaspar Alto, SC) e dos Pioneiros (na Fazenda Passos, RS), onde estão sepultados os pioneiros do movimento adventista.

pioneiros

Coletadas as informações, a questão agora era: Como escrever sobre tudo isso? Que estilo usar? Um texto bíblico do profeta Habacuque me deu a idéia. Ele, que viveu cerca de 600 anos antes de Cristo, conhecia as técnicas modernas de escrever melhor do que muitas pessoas, hoje: “Vou subir a minha torre de vigia e vou esperar com atenção o que Deus vai dizer e como vai responder à minha queixa. E o Deus Eterno disse: ‘Escreva em tábuas a visão que você vai ter, escreva com clareza o que vou lhe mostrar, para que possa ser lido com facilidade’” (Hb 2:1, 2).

O profeta se colocou num ponto estratégico: na torre de vigia. Um local onde, ao mesmo tempo em que se mantinha próximo a Deus, podia observar o que acontecia ao seu redor, o que falava o povo, quais as tendências sociais da época, para onde ia o rei…

“Para que possa ser lido com facilidade.” “Prender” o leitor o tempo suficiente para ler nossa mensagem é realmente um desafio. Era no tempo de Habacuque e é muito mais em nosso mundo agitado. Por isso, o escritor deve mobilizar recursos que envolvam o leitor e o façam prosseguir na leitura.

Como o simples relato cronológico dos eventos seria monótono, utilizei recursos próprios da literatura, como reconstituição de cenas e diálogos. Afinal, “em termos modernos, a literatura e o jornalismo são vasos comunicantes, são formas diferentes de um mesmo processo”, diz o crítico Boris Schnaiderman, citado no livro Páginas Ampliadas – O Livro Reportagem como Extensão do Jornalismo e da Literatura, p. 139.

No mesmo livro, à página 142, o autor Edvaldo Pereira Lima, jornalista, escritor e pesquisador, diz que “os norte-americanos aplicam o termo jornalismo literário para designar a narrativa jornalística que emprega recursos literários. Os espanhóis a denominam de periodismo informativo de creación. Esse emprego é necessário porque, para alcançar poder de mobilização do leitor e de retenção da leitura por sua parte, a narrativa de profundidade deve possuir qualidade literária”.

Apesar de o público alvo deste trabalho serem os membros da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pensei também nos possíveis leitores que não pertencem à igreja. Assim, encontraremos, por exemplo, um casal de alemães em Brusque “lendo” sobre a segunda vinda de Cristo e Roberto Fuckner “demonstrando” à esposa o porquê de ter-se decidido pela observância do quarto mandamento – o sábado – como dia sagrado.

Embora tenha procurado ser imparcial ao narrar os eventos – como deve procurar fazer todo jornalista –, admito que exalto com apaixonado entusiasmo a obra e os feitos realizados pelos pioneiros do movimento adventista. O leitor saberá compreender que o livro foi escrito por alguém que pertence ao movimento e defende sua filosofia e, por isso mesmo, não pretende divorciar-se de seus valores para atingir uma impossível perspectiva neutra.

Finalmente, os agradecimentos. Seria impossível mencionar todas as pessoas que, de forma direta ou indireta, contribuíram para que este trabalho fosse desenvolvido. Mesmo assim, não poderia deixar de agradecer às senhoras Paulina Gohr e Neli Bruns, a Augusto Alfredo Fuckner, Hilza Fuckner, Clara B. Hort, Henrique Carlos Kaercher e Herta Hort Kaercher, Marta Hort Rocha e Diomar Donato da Rocha, Eliseu Calson e Iria Calson (bondoso casal que me hospedou enquanto coletava dados em Gaspar Alto), Arnoldo Schirmer e Edith Belz Schirmer, Helmut Schirmer, Evaldo Belz (neto de Guilherme Belz), Edegardo Max Wuttke (o incansável pesquisador) e pastor Cláudio Belz (bisnetos de Guilherme Belz, que me franquearam seus arquivos de família e partilharam singelas recordações), Otto Kuchenbecker (responsável pelo Museu Histórico do Vale do Itajaí-Mirim, que me concedeu acesso aos arquivos do museu), Olinda Hort Schmitt, pastor Ivo Pieper (distrital de Jaraguá do Sul, na época), pastor José M. de Miranda (então distrital de Brusque) e sua esposa Rosemarie (por todo auxílio prestado na obtenção de informações na região de Brusque), Erich Olm (advogado da Divisão Sul-Americana) e ao seu pai Germano Willy Olm (neto de Augusto Olm, o primeiro ancião da IASD, no Brasil), aos pastores Wilson Sarli (ex-diretor da Casa Publicadora Brasileira) e José Silvestre (diretor de Jovens da Associação Paulistana), ao Arquivo Histórico de Itajaí. Agradeço, também, à professora e jornalista Neila Bianchin pelo acompanhamento e orientação na elaboração deste trabalho e ao professor e jornalista Dr. Nilson Lage pela copidescagem do texto original. Mas, sobretudo, agradeço ao Criador por me conceder o privilégio de lidar com assunto tão inspirador. Cresci muito com este projeto e passei a sentir ainda mais “orgulho” da fé que professo – o que espero transmitir a você, leitor.

Esta reportagem resumida e adaptada ao blog (lançada integralmente em forma de livro pela Casa Publicadora Brasileira, em 2000, com o título A Chegada do Adventismo ao Brasil) não é um apanhado de biografias. É antes a “biografia” de uma mensagem que transpõe barreiras étnicas e geográficas; atravessa o tempo e alcança pessoas de diversas idades e culturas (alcançou-me em 1989). Uma mensagem de esperança que tem o poder de transformar vidas, mudar corações. Uma mensagem que, segundo Manoel Margarido, ex-diretor de colportagem da União Sul-Brasileira da IASD, “está voando celeremente nas asas aurifulgentes da página impressa, deixando um rastro luminoso de [pessoas] esclarecidas. O seu vôo … será ininterrupto, até que a mensagem resplandeça com grande poder em todo o mundo” (Revista Mensal, abril de 1930, p. 2).

Meu sincero desejo é que este livro possa ser uma justa homenagem aos homens e mulheres que dedicaram a vida para estabelecer a obra adventista no Brasil. Ao mesmo tempo, espero alcançar uma classe muito especial da igreja: os jovens. Que esta leitura possa inspirá-los com o exemplo dos bravos pioneiros que não mediram esforços ao lutar por aquilo em que acreditavam.

Michelson Borges
Tatuí, março de 2000

 

fonte://www.adventismo.criacionismo.com.br/

Documentos mostram que tsunami atingiu costa brasileira no século XVIII

Tsunami atingiu costa brasileira no terremoto de Lisboa

Estima-se que 30 mil pessoas morreram após uma onda gigante atingir o Nordeste. Ela pode ter chegado com uma altura que varia de 2 a 6 metros. Esse terremoto ocorrido em 1755 é um dos sinais que marcaram o início do tempo do fim, segundo as profecias de Daniel e Apocalipse. (Clique aqui para assistir à reportagem.)

O que não significa o Natal?

Jesus nasceu em meio à simplicidade indicando o que seria Seu modo de vida e Seu ministério.

O título pode soar estranho, mas a intenção é fazer um forte convite à reflexão. Para abrir um pouco mais nossa mente nesse período de forte sensibilização de boa parte do mundo cristão por conta do Natal. É muita festa, muita comilança, muitos gastos, endividamentos, reuniões sociais, mas pouco pensamento sobre o conceito deixado especialmente no relatório dos evangelistas. O nascimento de Jesus foi um episódio marcante por duas razões bem claras. Primeiro, porque mudou os rumos do cenário político e religioso do mundo até hoje. Segundo, porque cada detalhe desse nascimento dá clareza sobre o significado do tal episódio.

Quer saber o que foi o nascimento de Cristo? Então leia com atenção alguns recortes desse registro histórico. E tenha uma ideia mais ampla do que foi aquele momento singular. O espaço aqui é limitado, por isso vou me deter nos detalhes que “gritam” lições.

Jesus nasceu a partir de um milagre

Não necessito recordar o texto bíblico, mas a concepção de Jesus foi um ato miraculoso. Maria ficou grávida do Espírito Santo. Então Seu nascimento tem muito mais a ver com uma operação divina do que com ideias e genialidades humanas. Se há uma primeira palavra com que associar Natal é milagre, ou seja, aquilo que somente Deus Onipotente pode fazer.

Jesus nasceu em um lugar super simples e onde ninguém gostaria de nascer

Pense racionalmente. Você, que é pai ou mãe, gostaria que seu filho nascesse em um estábulo, em um chiqueiro ou em um pasto próximo de animais? Nem preciso imaginar muito a resposta. Claro que não! Pais escolhem as melhores maternidades, os melhores médicos, os melhores quartos e pagam o que for necessário para que o filho nasça cercado dos maiores cuidados possíveis.

O nascimento de Jesus foi o oposto disso. Ele veio à luz em uma manjedoura no meio dos bichos. Sem glamour, sem ostentação, sem a estrutura médico-hospitalar que poderia se ter à época.

Jesus nasceu em meio à simplicidade indicando o que seria Seu modo de vida e Seu ministério. Humilde desde o início. Humildade tem muito a ver com o Natal.

Os primeiros visitantes de Jesus foram pastores e não reis

Apesar da célebre menção à visita dos sábios orientais, quem primeiro apareceu para ver o menino Jesus foram pastores. Classe de gente pouco relevante no cenário social da região. Mas gente que percebeu espiritualmente que estava diante de si alguém além de um simples recém-nascido. Conseguiram enxergar além. Viram e assimilaram o que muitos nunca viram, nem assimilaram e ainda muitos não veem hoje. Visão espiritual, portanto, pode ser muito bem associada ao nascimento de Jesus.

Os presentes que Jesus recebeu eram reconhecimento espiritual e não consumismo

Os sábios ou magos (em algumas versões) do oriente chegaram até Belém por estudos religiosos. Foram até Jesus para adorá-LO, não para esbanjar ou se exibir com presentes caros. Deram o que tinham de melhor com a clara intenção de declarar que estavam diante de Alguém muito especial. Nada de consumismo exagerado pré-final de ano, enfeites caros para um pinheirinho ou vontade incontida de comer desenfreadamente. O recorte da cena dos magos com Cristo e Seus pais evidencia senso de adoração. O enfoque não eram e nunca deveriam ser os presentes e tudo o que foi criado em torno disso para consolidar o comércio e fortalecer tradições completamente descoladas da história bíblica (Papai Noel, por exemplo, o ícone que prevalece fortíssimo). O foco era Jesus, o adorado, porque simplesmente é Deus.

Não vou me deter quanto à data de nascimento de Cristo porque historicamente já se sabe que é muito improvável que tenha sido no dia 25 de dezembro. Ao mesmo tempo, é saudável a reunião familiar que se estabelece nessa data e onde as pessoas se encontram para agradecer por mais um ano. Comem suas refeições juntas, alegram-se, mas, acima de tudo, precisam lembrar do Cristo simples nascido para ser adorado e que tudo isso é um grande milagre. No caso, para quem acredita e se beneficia dessa crença, o milagre da salvação, a graça imerecida para os seres humanos pecadores.

Quando o centro dessas festividades de final de ano é Jesus os conceitos de vida são diferentes e perceptíveis na vida das pessoas. É o que mais ou menos aconteceu com gente como John Wesley, idealizador do Metodismo. Li, em uma revista chamada Conexão artigo sobre o reformador e um dos natais passados por ele entre os anos de 1778 e 1791. Lá dizia que, entre 25 de dezembro e começo de janeiro, o já idoso religioso fez celebrações e também saiu a distribuir carvão e pão para os pobres a fim de diminuir o impacto do frio impiedoso da Europa nessa época. Em um dos episódios, ficou registrado que Wesley saiu às ruas repletas de neve para angariar 200 Libras e comprar roupas para os necessitados.

É o que ocorreu, também, com a escritora adventista Ellen White, uma das 100 norte-americanas mais influentes de todos os tempos segundo prestigiada revista da área de museus e história dos Estados Unidos. No livro O Lar Adventista, ela diz que “tenho dito a minha família e meus amigos. É meu desejo que ninguém me dê presentes de aniversário ou de Natal, a não ser com a permissão de transferi-los ao tesouro do Senhor para serem usados no estabelecimento de Missões”.

Wesley e Ellen White mostram que Natal tem tudo a ver com solidariedade, abnegação e envolvimento em causas maiores do que as que fazem parte do nosso mundinho egoísta. É um tempo propício para não pensar em si mesmo, mas nos outros.

Tentando responder, então, à pergunta do título, penso até que nem é necessário gastar mais linhas nisso, certo?

Se você entender bem o que significa o Natal, compreenderá que todo o resto é qualquer outra coisa menos algo relacionado a um dos maiores acontecimentos de todos os tempos do planeta: o nascimento não apenas de uma criança, mas a vinda do Messias espiritual prometido à humanidade.

fonte:/adventistas.org

Menino conta história bíblica do nascimento de Jesus

Benício mora em Recife e frequenta com os pais a Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Brasília, DF … [ASN] O garoto Benício Rios, conhecido no mundo cristão por alguns vídeos sobre temas relacionados à Bíblia, deixou gravada uma mensagem especial sobre o nascimento de Jesus. A produção técnica é do pai, o produtor audiovisual Elias Leite. Benício já gravou vários outros vídeos, alguns deles com milhares de visualizações. Com uma linguagem simples, típica de uma criança, o menino tem narrado várias histórias presentes no livro sagrado do cristianismo.

No vídeo do Natal, o menino chama a atenção para uma busca grande pelo consumismo de presentes e comida e pouco interesse pela figura de Jesus que, segundo a ideia do vídeo, é o mais importante a ser lembrado nessa época do ano. [Equipe ASN, da Redação]

fonte:/adventistas.org